Consultor Jurídico

Comentários de leitores

44 comentários

Senso Incomum

Júlio M Guimarães (Bacharel - Trabalhista)

Seria ótimo se criassem um software que detectasse de imediato chicanas jurídicas praticadas por "juristas" e imediatamente aplicasse a pena cabível por litigância de ma- fé.

Inteligência Artificial!

ABCD (Outros)

É inegável que a inteligência artificial produz tanto benefícios quanto malefícios. Mas, é leviano afirmar que ela é responsável pela demissão e pela má remuneração de advogados, considerando que vivemos em um país que possui mais cursos de direito do que o resto do mundo. E conheço vários advogados que não conseguem escrever uma frase sem erros de português. É a lei da oferta e da procura, meu caro. Enquanto países desenvolvidos se voltam para a formação nas áreas biológicas e exatas, o Brasil se preocupou, nas últimas décadas, em investir na formação de "intelectuais" das áreas de humanas, que dão pouquíssima ou nenhuma contribuição ao país.

Marcuse não entendeu Wittgenstein que não entendeu Leibniz

Duns Escoto (Outros)

A escola de Frankfurt e a filosofia moderna são uma piada.

Os algorítimos mencionados no texto são, basicamente, baseados em Neuro-Linguistic Programming com Naive Bayes.

Thomas Bayes é nosso conhecido. Basta lembrar do procurador powerpoint da lava jato denunciado por Lênio aqui. 2017-jun-22/sexoticas-teorias-usadas
>
Esse é o problema da mente revolucionária: são plágios umas das outras.

Marcuse não entendeu Wittgenstein, tentou ridicularizá-lo e se deu mal.

Leibniz, há quase 100 anos, tentou criar uma linguá perfeita ("O numero do homem é 6 [2 = racional, 3 = animal, então 2x3 = 6] e o do macaco 10, é o conceito de macaco não inclui o de nem o homem, o macaco, já que 10 não pode ser dividido igualmente por 6, nem 6 por 10. ") e deu com os burros n´água.

Umberto Eco também tentou (A Busca por uma Linguagem Perfeita (1995) e dançou. John Wilkins foi além, até criou uma linguagem categorizada.

Dessa confusão, quem venceu? Jonathan Swift em As Viagens de Gulliver (1726). "Se as palavras são apenas nomes para as coisas, seria conveniente aos homens carregar as coisas que fossem necessárias para expressar o negócio em particular sobre o qual eles deveriam discursar. Eles abririam o saco de coisas, mostrariam uns aos outros e conversariam conversavam durante horas sem precisar dizer uma palavra".

Dois minutos de NLP e classificadores é possível ver que ela depende de uma linguagem pura e estática. Os jogos de linguagem impedem isso (Wittgenstein).

É o que eu digo: nosso ponta esquerda é destro e manda a bola na transcendental.

Ao desvelar a falácia dos algorítimos, retoma a escolástica (pré-giro e metafisic), de quebra, envia Eco, a escola de Frankfurt e toda ciência moderna em um saco de lixo.

Cuidado espião yankee.... com a KGB.

Fantástico!

Ciro C. (Outros)

Comentário de Osvaldir

Qual a razão de existir do Ser Humano?

Daniel - Procurador Autárquico (Outros - Administrativa)

Em tempos de massificação vejo "advogados(as)" cobrando com base na ignorância alheia as maiores miudezas (mero exercício da cidadania ou da prática vida comum de qualquer pessoa). Quer um exemplo real? Uma mera obtenção de segunda via de fatura perante uma concessionária de energia elétrica.
Feita essa introdução, volto a pergunta do título.
Maslow criou um pirâmide simples(resumirei): primeiro degrau comida, depois sexo/reprodução, após poder, seguidos dos não atrativos auto-conhecimento e espiritualidade. 95% da população do mundo vive nos degraus 1 e 2.
Ou seja, essa carnificina "do/no direito", como em outras facetas do mundo social (Brasil e Mundo) está apenas nos primeiros degraus da pirâmide de Maslow.
A discussão se a IA irá suplantar a razão de decidir, ou a razão de propor demandas, esbarrará na concepção existencial do Ser Humano. Afinal, o robô da IA decidirá o "case" em qual pilar da pirâmide? Do direito de se alimentar? Do direito de se reproduzir? Do acesso ao Poder? E a possibilidade de um individuo estar sendo julgado em pilar errado do seu motivo existencial/espiritual?
Oras, com as devidas semelhanças, podemos antever nesse movimento IA um sistema de castas em seu aspecto perverso: imobilidade intelectual dos seres humanos.
Ressalto, quem faz os algoritmos? E essa pessoa (creio que não será um robô a fazê-lo) possuirá pré-conceitos/ignorância traduzidos no algoritmo que julgará (existem inúmeras matérias sobre isso, basta pesquisar)? E depois: se as pessoas que "pensam" forem minorias ou extintas (das cavernas/jurássicas) qual será a definição do que é Ser Humano? O robô definirá?
Existem várias indagações e tudo perpassa na qualificação do que é Ser Humano.
Afinal, a ferramenta é que definirá o ferramenteiro?

Todos querem ser Steve Jobs!

Michel Tito (Advogado Sócio de Escritório - Família)

Temos que diferenciar duas coisas: inovação e tecnologia. Steve Jobs propôs que os computadores (e depois celulares e dispositivos portáteis de música) fossem utilizados de um modo inovador - e aí a tecnologia foi o instrumento para isso. Ele estava falando de pensar diferente, como "colocar computadores na mão de pessoas comuns".
Hoje, a ânsia pela inovação no direito é tão grande (normalmente pelos entusiastas do "jeito Steve Jobs de ser"), que se confunde inovação com o emprego de meios tecnológicos e, mais uma vez, uma coisa não tem nada ver com a outra. São dois "institutos". A inovação diz respeito mais ao modo de pensar (Martin Luther King e Gandhi são bons exemplos); tecnologia com o modo de empregar o pensamento, ideias... Se quisermos pensar Inovação e Direito temos que abandonar os dispositivos tecnológicos e talvez mudar a cabeça. Texto inspirador, professor!

Todos querem ser Steve Jobs!

Michel Tito (Advogado Sócio de Escritório - Família)

Temos que diferenciar duas coisas: inovação e tecnologia. Steve Jobs propôs que os computadores (e depois celulares e dispositivos portáteis de música) fossem utilizados de um modo inovador - e aí a tecnologia foi o instrumento para isso. Ele estava falando de pensar diferente, como "colocar computadores na mão de pessoas comuns".
Hoje, a ânsia pela inovação no direito é tão grande (normalmente pelos entusiastas do "jeito Steve Jobs de ser"), que se confunde inovação com o emprego de meios tecnológicos e, mais uma vez, uma coisa não tem nada ver com a outra. São dois "institutos". A inovação diz respeito mais ao modo de pensar (Martin Luther King e Gandhi são bons exemplos); tecnologia com o modo de empregar o pensamento, ideias... Se quisermos pensar Inovação e Direito temos que abandonar os dispositivos tecnológicos e talvez mudar a cabeça. Texto inspirador, professor!

Os intelectuais e...

Osvaldir Kassburg (Oficial da Polícia Militar)

Falando em intelectuais, invocados à salvar a humanidade, por que os intelectuais sistematicamente são marxistas, ou melhor, anticapitalistas?
"Foi essa pergunta que Bertrand de Jouvenel (1903-1987) fez a si próprio em seu artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo.
Eis as três razões básicas fornecidas por de Jouvenel.
PRIMEIRA, o desconhecimento. Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado.
A SEGUNDA razão, a soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista.
E a TERCEIRA e extremamente importante razão, o ressentimento e a inveja. O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno.”
Extraído de: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1487

Dr. Lair Ribeiro, no Conexão Repórter do SBT, com Roberto

Rodrigo Zampoli Pereira (Advogado Autônomo - Civil)

Cabrini:

"Especialista: Sabe mais de menos, sabe tudo de nada."

Fica a reflexão...

Atenciosamente,
>
Rodrigo Zampoli Pereira
OAB-MT 7198
OAB-SP 302569

Inevitabilidade

Roberto Albatroz (Advogado Autônomo - Criminal)

A questão, aqui, não é se o parecerista tem ou não razão.
Isso realmente não importa. A discussão é inútil.
Importa saber, isto sim, que o inevitável impõe-se, e que não há nada que se possa fazer para...evitá-lo.
Ficar nervoso com a invasão do direito pela tecnologia não irá impedi-la e nem mesmo retardá-la.
As petições iniciais serão feitas por robôs? sim.
As sentença serão redigidas por robôs? sim.
Eu já disse e vou repetir: os dinossauros também bufaram contra o meteoro que os destruiu.

"Giudici ragazzini"

Tarcisio Zandonade (Professor)

Caro Dr. Streck. Não sou jurista nem advogado. Mas procuro ler e estudar todos os seus artigos para aprender. A tentativa de substituição da razão humana pelo computador é uma tendência desastrosa em todas as pares. Eminentemente na área de Ciência da Informação, à qual pertenço. Não seriam esses "juizes eletrônicos" os mesmos que o ex-juiz Sergio Fernando Moro, em seu artigo "Considerações sobre a Operação Mani Pulite (mãos limpas)", elogia como os "giudici ragazzini" ("jovens juízes) da "Mani Pulite", mas que, em bom italiano, poderia dizer-se melhor como "juízes moleques", pois brincam com a honra dos reus? Dá-lhes, Dr. Streck.

Johannes de silentio

Ivo Lima (Advogado Assalariado)

O bacharel madrugou no site apertando F5 para mais uma vez mostrar a que veio: nada.

Esqueceram Godel

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Fala-se tanto de inteligência artificial, de uso de softwares de IA, algoritmo para isso e para aquilo.
Agora quem quer vender, diferente dos núcleos de pesquisa avançada em informática das universidades públicas, omite o Teorema da Incompletude de Kurt Gödel.

incredulidade (Assessor Técnico)

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Caro,
Advogado/a não age em nome próprio. Representa o interesse de alguém. Veja:
"Advocacia temerária, oportunista, que cobra para ingressar com uma demanda natimorta que, ao final, cairá na conta do 'Judiciário corrupto e vendido', ou dos 'poderosos', pois é o que escuto de gente que entra com ações para revisar FGTS, obter equivalência em salários mínimos para benefícios previdenciários, ou substituição dos índices de reajuste oficial das aposentadorias.'".
Te digo que sobre estes assuntos, já fui consultado por várias pessoas. Às vezes, uma mesma desejando informações sobre todos eles.
Nunca entrei com tais ações. Recuso todas! Recuso demandas "aventureiras". Demandas de massa têm chances enquanto são isoladas. Quando as causas se massificam, a chance diminui.
Me olham torto e acabam não voltando com uma outra demanda séria.
Mas tais consulentes vão atrás de outros, que cobram pelo trabalho inútil que alguém deseja que se realize. Tempo é dinheiro!
Da mesma forma que o Judiciário cobra custas por sentenças porcamente redigidas por algum assistente.
Eu não entro com tais ações. Mas alguém acha que tem o direito. Eu não entro com ação revisional de contrato bancário, e nem o Judiciário está acatando a revisão de grande parte de contratos bancários. Mas políticos, o "Tribunal da Cidadania", os órgãos públicos de defesa do consumidor, a impressa faz programas televisivos "esclarecendo a população sobre os seus direitos"; a Defensoria conclama os cidadãos a comparecerem aos núcleos de superendividados...
Advocacia é o "lobo mau"?! Não! Advogado fala em nome de alguém...
E vá saber se o STF não vira a casaca e repentinamente começa a deferir direitos?! Os advogados sérios que recusaram ações "natimortas" ficarão com cara de trouxa...

Trasimaco 2.0

Fábio de Oliveira Ribeiro (Advogado Autônomo - Civil)

Há algo mais que pode dizer sobre esse assunto.
No século IV antes de Cristo, o sofista Trasimaco definiu a Justiça como aquilo que convém ao mais forte.
A parte que tiver um computador com maior capacidade de processamento e um algoritmo mais sofisticado terá sempre mais razão?
Ter ou não razão é algo irrelevante para a solução de qualquer conflito. Mesmo num conflito aparentemente simples cada uma das partes pode apresentar suas razões. Pode até mesmo tentar fazer a prova de sua versão dos fatos.
O ato de julgar transcende as razões e as provas apresentadas pelas partes, mas não pode ignorá-las. Ao decidir uma disputa o Juiz também não é livre para ignorar a Lei (ou, pelo menos, a melhor interpretação que ele mesmo pode fazer dela).
Interpretar a Lei, as razões e as provas apresentadas pelas partes parece ser um ato que pode ser reduzido à uma equação. As equações mais sofisticadas, entretanto, não são capazes de perceber os problemas criados pela linguagem e/ou pelo seu uso no "campo jurídico".
Quando a Lei diz "matar é crime" um algoritmo pode perfeitamente concluir que todas as pessoas que participaram da cadeia causal que resultou na morte da vítima deveriam ser consideradas responsáveis pelo crime. Do dono da empresa que perfurou a terra em busca do minério de ferro até o autor do disparo milhares de pessoas ajudaram a produzir, transportar, embalar, etiquetar e distribuir e entregar a arma de fogo e o projétil que foi usado (bem como a pólvora que serviu de propelente e o artefato de chumbo que foi projetado no ar com uma grande velocidade). O legislador que autorizou a compra e venda de armas é responsável pelas mortes que elas irão causar? Um algoritmo pode dizer que sim. A Lei, entretanto, não admite esse tipo de redução ao infinito.

Velho novo x novo velho

Holonomia (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Não consegui ler o artigo no Jota, porque devemos pagar, nem dez artigos por mês, como era, podemos ler gratuitamente. Ponto para o Conjur, do qual, normalmente, só tiro pontos.
No mérito, estamos diante do velho novo, que é o Dr. Lenio defendendo a tradição, o velho, com renovação da hermenêutica filosófica, o novo; contra a inovação tecnológica, o novo, com critérios meramente formais de decisão, o velho.
As pessoas não entendem o significado verdadeiro da expressão "só Jesus salva", em seus aspectos jurídico-filosóficos, interpretação humana e finalista (sentido) da Lei, e políticos (jurídico-filosóficos), notadamente quanto à sua Igreja, ou Ekklesia, governada por reis sacerdotes.
O rei tem o poder final de decisão e o sacerdote é o conhecedor da Ciência e da tecnologia, do funcionamento mais profundo das coisas.
No estado de Direito, o rei e sacerdote é o juiz, que decide segundo a teoria do Direito, incluída a tecnologia, por uma interpretação humana e finalista da Lei.
As pessoas importam, importa o que as pessoas fazem, as ideias que representam importam, incluídas as ideias econômicas e morais.
É preciso acabar com a ingenuidade ou hipocrisia, dependendo do caso, de separar direito de moral, economia, sociologia, filosofia, religião, teologia, ou seja, como as pessoas se comportam e como devem se comportar e, principalmente, por quê?
No final das contas, a pergunta que prevalece é: quem manda no juiz? qual é o Deus do juiz? o que ele vai colocar, em último caso, acima da Lei e da Constituição posta, em uma interpretação moderna ou velha? o velho novo ou o novo velho?
Isso é o Cristianismo. Só Jesus salva, o que não se restringe ao carpinteiro morto na cruz por dizer a verdade, mas a ideia (teoria) que ainda representa.
www.holonomia.com

Perfeito!!

João José Garcia (Advogado Autônomo - Civil)

Caro Professor, por mais que palavras vãs tentem desmerecer suas idéias, estas felizmente prevalecem. Tudo se justifica perante essa "balbúrdia" em que o mundo jurídico se meteu. Parabéns!!!!!

Típico artigo.

Ciro C. (Outros)

O sujeito se acha 'tecnológico' porque usa o Wase e tem um IPhone . Que dó.
Será engolido pela tecnologia. Vai apanhar tanto, que não vai nem ver quem o atropelou.

Mirou e acertou

Mazein (Advogado Autônomo - Tributária)

Fica muito fácil perceber quem se sentiu incomodado com o texto do Lênio pelo seguinte ditado popular:
"O chapéu serviu..."

O tipico artigo streckniano

incredulidade (Assessor Técnico)

sempre irônico, sempre arrogante intelectualmente, fala de cima, como o fazendeiro, observando as formigas atônitas, depois de jogar água nelas (Pra não dizer outra coisa).
Streck virou uma espécie de "Márcia" jurídica, ávido por polemizar e diminuir os que discordam dele.
Até com video-aula ele implica, pois nada pode funcionar se não for pela leitura de papel embolorado.
Anseia por exames meticulosos e ponderados de milhões de recursos idênticos.
Sim, mestre! Esta é a nossa realidade, distante dos grandes salões dos caros pareceristas como v. Sa, que se pronuncia do alto da serra com uma gostosa taça de vinho.
Milhões de recursos absolutamente idênticos sobre questões que não tem a mínima chance de prosperar, entulhando e atrapalhando o andamento das demandas.
Advocacia temerária, oportunista, que cobra para ingressar com uma demanda natimorta que, ao final, cairá na conta do "Judiciário corrupto e vendido", ou dos "poderosos", pois é o que escuto de gente que entra com ações para revisar FGTS, obter equivalência em salários mínimos para benefícios previdenciários, ou substituição dos índices de reajuste oficial das aposentadorias.
Todas demandas de faz de conta, cujos advogados não respeitam os arts. 77 do CPC e 32 do Estatuto da Ordem, cobram pequenos valores e ingressam com milhares de ações.
É para este tipo de demanda que precisamos de robôs.
Não se preocupe, as demandas milionárias para as quais v.Sa emite pareceres continuarão a ter tratamento particular e humano.

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