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Que venham logo os intelectuais para ensinarem aos especialistas

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44 comentários

Bom texto

José Leandro Camapum Pinto (Outros)

A Literatura comenta acerca do título: "Joaquim Gomes de Souza, o genial brasileiro, que aos trinta anos, resumia todo o saber de seu tempo, era profudíssimo em tudo, principalmente em matemática. Na Câmara, discutia todas as matérias. Certo dia, ao apartear um deputado que discursava sobre finanças, o orador retrucou veementemente:
- O assunto em discussão não é da especialidade de de V. Exa.!
E Gomes de Sousa, logo, de pé, com todo o fogo do seu orgulho:
- É por isso mesmo que eu discuto com V. Ex. Se se tratasse de assunto da minha especialidade, eu não admitiria V. Ex. à discussão."
(Humberto de Campos, Conto "Orgulho de um gênio").

acho que chegamos num lugar comum

Edson Ronque III (Advogado Autônomo)

Tive discordâncias nos textos anteriores, mas acho que posso apontar a intersecção daquilo que acreditamos.
A tecnologia vai sim substituir muita gente, inclusive na área jurídica. O problema não é esse, ainda. Mas o quem e o por quê.
Infelizmente ainda existe muito trabalho puramente burocrático, seja nos cartórios cíveis, criminais, família e de todas as varas possíveis, quanto para advogados, promotores etc. Toda função que não demandar nada, absolutamente nada, de criativo ou discricionário pode (e deve) ser substituída pela informática.
Naquilo que os critérios são objetivos mas com possibilidade de algum tipo de mudança discricionária, a IA pode (e deve) auxiliar. mas aqui que está o pulo do gato, a IA não decide, mas auxilia, podendo apontar para o humano que analisará onde os critérios objetivos estão cumpridos e onde não estão. O melhor exemplo talvez seja a questão dos recursos. Se um recurso tem um prazo de 15 dias úteis para ser interposto, ao ser analisado, a IA já apontará que se passaram mais ou menos dias. se foi mais, caberá ao humano verificar se há alguma justificativa e se ela é plausível. porque contar dias não é um trabalho criativo/discricionário, mas analisar se o contexto descrito pelo advogado que atrasou é plausível ou não é. então, aqui só pode ser feito por um humano.
para advogados, realmente pode ser útil se uma IA responder questões como quanto um juiz costuma a pagar de indenização para uma ação tal, e sob quais circunstâncias. E para um juiz pode ser útil se uma IA der um relatório dizendo quais dos critérios previdenciários estão cumpridos para determinada ação de concessão de algum benefício e quais não estão. salva tempo e saúde mental.

Pensar e Refletir é inerente à condição humana.

Ramiro Cordeiro (Estagiário - Administrativa)

Pensar e refletir é inerente à condição humana. De igual modo, pensar e refletir sobre a teoria do direito é inerente ao bem estar da sociedade, notadamente sobre aplicação das normas, seus reflexos e repercussões.
Não se trata de fazer leituras aqui ou acolá de linhas de pensamentos político, social e econômico, mas, sim, de destacar a imprescindível prestação jurisdicional qualitativa, principalmente em respeito à Constituição Federal de 1988, às leis vigentes e aos métodos de interpretação exaustivamente debatido pela doutrina.
Com devido respeito àqueles que pensam de forma divergente, entendo que exaltar o produtivismo em prol da tecnologia, sem estabelecer critérios teóricos e hermenêuticos, bem como parâmetros e limites legais, é o mesmo que precarizar o direito.
Não sou contra o avanço tecnológico, pois, é inevitável a evolução da humanidade. De fato a ciência e a tecnologia trouxe avanços importantes. Não sou medíocre ao ponto de não reconhecer os benefícios contemporâneos com a evolução dos meios de comunicação, inclusive dos sistemas de informação.
Contudo, não dá para tratar o direito como uma ferramenta social de produção mecanizada e de resultados quantitativos.
A dor, as expectativas, os anseios, as emoções, os sentimentos e os direitos alheios, quando submetidos à apreciação do poder judiciário, não devem ter resultados baseados em análises quantitativas, com a simples combinação das pesquisas efetuadas no sistema de dados.
Não é raro encontrar petições (iniciais, defesas e recursos) e decisões (sentenças e acórdãos) com quase 80% de conteúdo de reprodução de jurisprudências.

Parece uma guerra de quem consegue apontar a melhor jurisprudência, para atingir a procedência ou improcedência, provimento ou improvimento!

A informatização não pode ser um fim em si mesmo

Marcus Filgueiras (Procurador Autárquico)

Não há amparo jurídico para que a informatização seja um fim em si mesmo. A informatização deve ser utilizada para que o Estado alcance os seus fins. No entanto, para cumprir estes fins com instrumentos tecnológicos, não poderá desnaturar a atividade jurídica. A atividade mecanizada é útil, sem dúvida. Mas não substitui a atitude hermenêutica do ser humano de mergulho na facticidade para encontrar a norma frente as peculiaridades do caso concreto. Aliás, é sintomático que a Constituição proteja os trabalhadores da automação: art. 7º, XXVII, proteção em face da automação, na forma da lei.

Plástico IV

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

A IA poderá acumular física quântica, engenharia e ciências naturais. Só reclama da IA para o judiciário aquele que acredita que judiciário já não é um IA ou menos só A. Ora, poucos ministros acumulam com 100 milhões de ações, Não são estagiários e assessores que permitem lucro para agências de viagens durante o período forense.
De fato até admiro vê um professor com uma bandeira criticando a inteligência artificial que virá para substituir os caros estagiários e assessores. Quem sabe se com a IA não virá a I.
De toda forma meu polímero professor, apegado aos polímeros de conhecimento que mancham a celulose dos seus livros. É triste, vê, alguém preocupado com a queima do bezerro de plástico, o novo Deus se anuncia.
O mineradores de bitcoin já garimpamo novo petróleo. A humanidade precisa de um Deus, de oráculos, de sacerdotes para venerar.
A IA em sua infalível sabedoria, seu panoptismo, seu levantamento de dados, seu cruzamento de dados, seus algorítimos estará cada vez mais metafísica divina. E quem será este Intelectual herege que brada contra a IA, um humano, ora, um único humano só será uma única voz, só mais um voto no meio de milhões de perseguidores do pensamento unívoco, da mesma religião, do mesmo costume, das mesmas causas, do mesmo doutrinamento e somente a IA poderá disciplinar esta casta. Porque a IA é nosso Deus mais presente. Este Deus não exige uma vida de bondade para chegarmos ao paraíso, ou de concordância ou trabalho sem fim.
Na metafísica da Imagem, do espetáculo, do parecer ser, do fake news e seus atores -Roland Freisler -Moro e milícia da Lava Jato, as milícias do rio se anunciam, a IA já está a todos pulmões, par garantir clarividência a "voz das ruas" do ilusionista nada iluminista ministro Barrão. Oráculo.

Plástico III

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

Eu sou da geração Tuppeware, aquelas garrafas sujas de vidro, agora em PET, sapatos de PU, camisas de poliamida, gravatas de poliéster e objetos de poliuretano e óculos de acetato. Tactel e nylon e são símbolos de minha vida saudável. Então o Deus Mercado tem que funcionar, qualquer variação cambial e fuga de capitais significam para mim uma tempestade, um mal presságio, precisamos derrubar o governo que não reza a cartilha dos sacerdotes.
Mas agora que a era de plástico chega ao fim, um novo Deus se anuncia, a Nasdaq um oráculo, o plástico é o fake do passado. O grande oráculo foram as anárquicas, atéias, tendências de internet, uma espécie de Rousseau contratualista, os plenos poderes do iluminismo, o conhecimento em todos os lugares, os zeros e uns, trouxeram a necessidade de imagem, o Deus Imagem, o Espetáculo, a grande capacidade de calcular inferências, megadatas, análise probabilística, o " Eu robô" de Asimov, anuncia a IA e sua incrível capacidade de analisar leis, a partir de três leis. ( eu disse três leis).
A humanidade precisa de um novo Deus, o Deus da Imagem da Inteligência Artificial, capaz de dizer sabiamente, assim como os Deuses Gregos, o que nós, humanidade, não conseguimos prever, aceitar ou compreender.
O nosso grande skynet, o Big Brother, a teletela, o olho que nos acompanha 24 horas por dia, a onipresença presente, não mais metafísica. Nosso minority repport, nosso pan-panoptismo. A IA nos dará, um admirável mundo novo, um sistema jurídico individual, traçado através de meta análises, algorítimos e conhecimento, seremos julgado por uma mistura de Marx, Kant, Nietzsche, Schopenhauer.. e outros grandes filósofos como Lucas do evangelho, Olavo de Carvalho e Mises para equilibrar.

Plástico II

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

O plástico, este material que faz o nosso kitsch pinguim de geladeira e embeleza nossas mulheres, tão moldável, preenche nossos corações. O plástico é o nosso Deus Plástico, garantiu nossa cultura, moldou nossos comportamentos, criou esteriótipos, supriu nossas necessidades, ampliou todas nossas sociedades. Canetas, impressoras, ventiladores o propulsor de nossos sonhos delirantes de consumo, trocamos o ser pelo ter, nos tornamos homens de plástico. "She looks like the real thing
She tastes like the real thing, My fake plastic love."
O Deus plástico tem como oráculo mercado financeiro do petróleo, o preço do barril do petróleo, este oráculo é capaz de alterar democracias, tem como sacerdote a imprensa livre mas patrocinada. É a imprensa que garante a aceitação das guerras assassinas pelo petróleo, e não serão africanos, árabes ou venezuelanos que vão nos atrapalhar nesse desejo de ter plástico. O plástico era nosso fake, nosso falso, nosso parecer ser, nos vestiu, nos blindou, nos aqueceu, diamantes de plástico se tornaram melhores amigos de plástico das mulheres de plástico. A beleza da bijouteria trouxe um pret a porter a economia. Uma inversão de valores aos humanos que buscavam joias e metais e monetizavam ouro.
E o que isso tem haver com inteligência artificial? É simplesmente lamentável, que se o Deus metafísico colaborava com nosso comportamento, o comportamento do homem bom e temente. Se o Deus Contrato contava com nossa volitividade, nossa aceitação até aos nossos ilusões diárias, o império da vontade. A Deusa economia exigia produção como dízimo aos submissos em sistemas de workfare, economia esta de produção que nos deu o Plástico (esse Deus menor). Plástico este que digito agora e que vejo ruir, neste intangível sistema "zero e um".

Plástico I

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

Eu sou jurássico e elitista, sim sou estúpido e me vanglorio da minha idiotice, combato severamente essa minoria intelectual. Os intelectualóides precisam entender, vocês são apenas mais uma opinião e nós somos maioria.
Obvio que Inteligência Artificial é mil vezes melhor que inteligência humana, até porque procurar qualquer sinal de inteligência nesta espécie primata é mero sonho utópico de quem ignora a força pujante da humanidade. A ignorância.
Por tanto estamos mais propensos a acreditar na Inteligência que jamais deveria ser chamada de artificial, inteligência ou a única inteligência que o ser humano vai admirar e respeitar.
A humanidade precisa de Deuses e os deuses precisam de oráculos e os oráculos precisam de sacerdotes que por sua vez precisa de nós, serviçais subservientes.
Aquele Deus e deuses invisíveis a muito foram substituídos pela mitologia do contrato. Assim o Deus Liberal de primeira geração, o Contrato, reinou por séculos, o Deus Liberal garantia que o contrato escolhia o déspota hobbesiano ou o povo soberano de Rosseau.
Isso não era o suficiente a visão estática do governante e governados era dinâmica, movida pela produção e regulada pela economia. O Deus Economia, os sistemas de workfare state capitalistas, socialistas, nazistas, fascistas, liberais tinham como mola propulsora o trabalho. A economia era Deus e as bolsas de valores, este grande oráculo que anuncia presságio até hoje, tem como sarcedotes um bando de economistas medíocres de wall street.
Ah, mas não há dúvidas, eles nos deram o plástico, que delícia, o plástico, o nosso verdadeiro sonho de consumo, o nosso primeiro contato com o virtual, se deu através do plástico, nossas fake plastic tree, nossas joias, nosso couro, nosso metal, nosso vidro, sim, o Alquimista.

Osvaldir Kassburg (Of. da PM), vá empreender!

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Para de criticar quem você acha ser contra o capitalismo, larga a bolsa "boa família" (folha de pagamento do Estado) e pratique o que você prega.
Tem muito retirante mais capitalista e realmente empreendedor do que você e o seu discurso.
E empreendor nato, não só de "bico" com salário garantido.

Bom texto

José Leandro Camapum Pinto (Outros)

Bom texto. Uma impressão, da pouca leitura ainda realizada: a "fusão de horizontes' - Gadamer, aliada às noções de Interpretação Construtiva - Dworkin, joga por terra a indigitada interpretação histórica, que perscruta uma vontade primeira do legislador de uma lei.
Depreende-se isso do "Dicionário de Hermenêutica".
Mas concordo que principiantes geralmente são pombos ainda.

Osvaldir Kassburg (Oficial da Polícia Militar)

Paulo Moreira (Advogado Autônomo - Civil)

Olha, se eu fosse o senhor, não daria muita confiança ao Instituto Mises, não. Primeiro, porque os textos do referido site são traduzidos de modo errado ou até mesmo editados, sob o desígnio de induzir ao erro. Segundo, tanto os administradores quanto os leitores odeiam tudo inerente ao Estado, inclusive os servidores, que é o caso do senhor.

quidquid Latine dictum sit, altum videtur

Gabbardo (Professor)

A única coisa pior que o inglês do Lênio ("despise ou scarn", indeed! Janjão approves!) é o latim do Lênio (o latim declina, Lênio! É que nem o alemão! Tem gente que estuda isso por toda a vida! Respeito para com essas pessoas!).

Não surpreende.

Belotto de Albuquerque (Outro)

Lênio, sendo o Lênio dos últimos tempos.

Apegado a arrogância, às falácias, aos argumentos patéticos e românticos.

Distorce os argumentos de seus opositores, usa premissas falsas e encerra com outras falácias e falas de efeito. Soma-se isso com a pecha de, indiretamente, se autoproclamar o sábio, o intelectual, o moralmente superior e....

BINGO!!!!!

Mais um texto falacioso, repleto de devaneios, arrogância e do comportamento de pavão, contaminado de ideologia.

A rejeição a tecnologia é tão imbecil quanto a rejeição ao tempo. A ferramenta está posta e será usada. Se o argumento de quem acha que ela acabará com os empregos e papéis do Direito é utópica, a cabecinha doutrinadora e arrogante de 'intelectuais' é patética.

Lênio acha um absurdo que alunos sejam acomodados e foquem em resuminhos e videoaulas e culpa as tecnologias, mas jamais os aluninhos que usam a tecnologia dessa maneira.

Não é culpa do Iphone se quem o usa não se dedique a atividade intelectual. Há esse defeito na sociedade moderna de forma geral, mas a culpa não é de quem avançou (a tecnologia) e sim de quem retornou ao comportamento primitivo e pouco articulado (a espécie).

Argumento truncado

Rodrigo Beleza (Outro)

Prezado professor,
Com todo respeito, parece-me que é necessário separar seus argumentos. Identifiquei os seguintes no seu texto:
- startupização da economia e uberização das relações de trabalho;
- fim da liberdade e da economia de microtransações na Internet em favor de um modelo invasivo de captura de dados para geração de marketing dirigido com auxílio de algoritmos que alteram o comportamento do usuário, por um oligopólio de 4 empresas de tecnologia estadunidenses;
- Deterioração do ensino e da prática jurídica no Brasil em desfavor da população, da democracia e em favor dos detentores de poder econômico;
- Baixos índices de leitura na população brasileira;
- Livro x Kindle;
- Cultura de anti-intelectualismo do governo;
- Desenvolvimento de Inteligência Artifical (IA) e Machine Learning;
- Futuro das relações de trabalho com previsões de robotização em massa.
Acredito que o Sr. tenha misturado alguns assuntos e colocado alguns como premissas ou consequências de outros, sem que a relação esteja muito clara ou sem que exista uma relação. Diria que o sr. empregou, mesmo que sem intenção, a falácia da bola de neve.
Peço toda a vênia do mundo, em respeito à sua posição e intelecto, para discordar de alguns pontos: o igualmente respeitável e memorável Dworking errou nesse caso - um (conjunto de) algoritmo(s) pode decidir, melhor que um humano ou um juiz brasileiro, se determinada interpretação ajusta-se satisfatoriamente a uma situação.
O emprego de IA não impede que possamos continuar a refinar a Teoria do Direito e da decisão - talvez tenhamos até mais tempo para isso com a robotização...
E alguns outros pontos. Coloco-me à disposição para trocar correspondências com o Sr. a respeito. Devemos trocar e-mails?
Saudações cordiais.

Belo texto

Auditor-fiscal (Auditor Fiscal)

Muito bom, eu sou um engenheiro e curioso do Direito. Aprecio muito seus textos.

Cibernética - ii

O IDEÓLOGO (Outros)

O pensador Vittorio Frosini, em 1968, no seu livro Cibernética, Direito e Sociedade, propõe a expressão italiana “giuritécnica” para designar a tecnologia jurídica, ou seja, a utilização dos recursos tecnológicos computacionais no âmbito jurídico.
A juritécnica é defendida como uma tecnologia e não como uma técnica. Para o pensador a juristécnica não deve ser confundida com a "técnica do jurista preocupado com o método de formulação normativa de interpretação e de aplicação da norma ao caso concreto, pois esta espécie de técnica consiste em uma habilidade de previsão jurisprudencial, legislativa e de análise dos dispositivos legais, direcionando o trabalho revolucionário do jurista para um fim prático de solução do problema jurídico ("https://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/2012/196.pdf).
Hoje, um computador é capaz de estabelecer pontos de identidade entre crimes praticados por uma pessoa, facilitando a investigação policial.
O jurista italiano Mário Losano concede importância à pesquisa realizada por meios cibernéticos, que atinge a "Lógica Formal aplicada ao direito, Linguagem jurídica e Teoria Geral do Direito.
A passagem de normas jurídicas do meio tradicional ao computador converte problemas teóricos em problemas mais práticos. O jurista fica imune à perda de sua importância social.

Cibernética - i

O IDEÓLOGO (Outros)

Diz, parte, do texto: "Por tudo isso, atento, venho denunciando o perigo da substituição do Direito pelos algoritmos. Venho apontando dois níveis de problemas: primeiro, o nível da mera substituição do exame de recursos e petições por robôs, o que significa, nos tribunais, a perda de efetividades qualitativas, trocadas por efetividades quantitativas, prejudicando milhões de pessoas em seus direitos fundamentais. Robô não fundamenta. Logo, ocorre a violação do artigo 93, IX, da Constituição.
Ainda nesse primeiro nível, há o desemprego. A precarização. Não basta que escritórios promovam demissões de 50% de advogados, trocados por produção forditistico-algoritmica? Isso é bom para quem? Claro que é bom para quem vende a tecnologia. É como comprar pela internet. Bom para quem? Ruim para os lojistas, que fecham e despedem pessoas. Ah, pessoas... Isso existe?
O segundo nível é o da teoria do Direito, do Direito visto como fenômeno complexo e não como mero instrumento feito machado ou picareta a disposição de quem o usa".
"Cibernética é uma tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais através de analogias com as máquinas eletrônicas. Estas analogias tornam-se possíveis, na Cibernética, por esta estudar o tratamento da informação no interior destes processos como codificação e descodificação, retroação ou realimentação, aprendizagem (https://educalingo.com/pt/dic-pt/cibernetica).

Os Algoritmos Estão Chegando (Paródia)

Rogério Guimarães Oliveira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

OS ALGORITMOS ESTÃO CHEGANDO
(Parodiando Jorge Ben Jor)

Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Os Algoritmos
Estão chegando
Estão chegando
Os Algoritmos...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Êh! Êh! Êh! Êh!...
Eles são discretos
E silenciosos
Moram bem longe dos autos
Escolhem com carinho
A hora e o tempo
Do seu precioso trabalho...
São reincidentes, assíduos
E jurimetrantes
Executam
Segundo as regras herméticas
Desde a autuação, a argumentação
A decisão e a eliminação...
Trazem metas e gráficos
Direitos de vidro
Recursos de louça
Todos bem parametrizados
Evitam qualquer relação
Com juristas
De temperamento dialético
E fundamentação em códigos
De temperamento dialético
E fundamentação em códigos
Êh! Êh! Êh! Êh!
Êh! Êh! Êh! Êh!...
Os algoritmos
Estão chegando
Estão chegando
Os algoritmos...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!...

Olhar no espelho...

CarlosDePaula (Advogado Autônomo)

O nobre professor Lênio ou se alter ego Johannes poderiam se olhar um pouco no espelho.
Não faz muito tempo, debochou dos advogados com a chave de um Audi pendurado... Eis agora a pérola: "Adoro tecnologia no carro. No Iphone". Iphone? Que eu saiba ele é um aparelho de telefonia celular ou, também dizendo, um smartphone.
Critica o Audi e fala de iPhone?
Sem nexo algum...

"Viva la muerte!"

Armando do Prado (Professor)

Quando se trata de educação ou intelectuais, logo saltam os adeptos da morte, aqueles que dizem sentir vontade de sacar a pistola quando ouvem a palavra cultura, educação, etc.
Tempos tenebrosos. Continuaremos lutando contra os que têm o grito "viva a morte" preso na garganta. Não passarão!

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