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Estarrecido, leio em entrevista na ConJur que o Brasil prende demais

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16 comentários

Pelo veto integral dos PL nº 8.347/2017 e do PLS nº141/2015

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Isso é Brasil! Enquanto o país está batendo todos os recordes de desempregados, cerca de quase 14 milhões de desempregados, dentre eles, cerca de 300 mil cativos e/ou escravos contemporâneos da OAB, devidamente diplomados, qualificados pelo omisso MEC, jogados ao banimento, sem o direito ao primado do trabalho, num verdadeiro despeito à dignidade da pessoa humana.
Enquanto o sistema carcerário brasileiro está em ruínas, com cerca de 726 mil presos, ou seja o Brasil possui a terceira maior população carcerária do mundo, atrás dos Estados Unidos e China, duas figuras pálidas e peçonhentas do enlameado Congresso Nacional, totalmente alheios à realidade nacional, apresentaram aos seus pares os perniciosos e asquerosos Projetos de Leis nº 8.347/2017 e o PLS nº141/2015, com o intuito de aumentar ainda mais a população carcerária deste país de aproveitadores e dos desempregados. Um pálido deputado federal acaba de "Requer regime de urgência para apreciação do PL 8.347/17"
Não satisfeitos com as injustiças sociais, que os mercenários da OAB, estão fazendo com seus cativos /e ou escravos contemporâneos, o alvo maior desses indecentes PLs, será colocar os cativos da OAB,( bacharéis em direito/advogados), nas prisões superlotadas existentes nesse país dos aproveitadores. Essa é a grande responsabilidade da OAB? Não seria de melhor alvitre inserir esses cativos no mercado de trabalho, gerando emprego e renda, dando-lhes cidadania, dignidade, ao invés de coloca-los atrás das grades?
Pasme, os Projetos de Lei em tela pretendem alterar a Lei nº 8.906, de 4 de julho e 1994, que “dispõe sobre o Estatuto (OAB)”, para tipificar penalmente a violação de direitos ou prerrogativas do Advogado e o exercício ilegal da Advocacia, (...)

300

William Miqueluzzi (Outros)

330.000 presos "de verdade"?! E quanto aos outros 360.000 atrás em estabelecimentos penais *atualmente*? Seriam eles fake presidiários?

A prisão só existe para condenados em regime fechado, ou para todos que estão efetivamente atrás das grades? Isto é, a contagem do número de presos depende de razões jurídicas do regime de cumprimento de pena do "culpado após trânsito em julgado" ou de razões fáticas do quantum de pessoas que se encontram em estabelecimentos penais?

A situação é mais grave ainda no tocante aos dados de presos provisórios, e isto o autor ignora. 246.000 presos nem suas condenações decretadas tiveram ainda, mas já cumprem pena privativa de liberdade. Matemática seletiva.

(http://www.cnj.jus.br/inspecao_penal/mapa.php),

Finalmente

Arthur Força (Advogado Autônomo - Civil)

O texto é honesto e objetivo. Os argumentos muito bem concatenados. Parabéns.

"O tal desembargador"

John Doe (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Dentre as várias bobagens que o artigo apresenta, a central, e que dá a tônica do discurso, é "Isso não demanda conhecimento profundo das matemáticas, é apenas bom senso, lamentando apenas que um entrevistado que não milita no Direito Penal possa desbordar para a ofensa pessoal, claramente à míngua de conhecimento técnico."
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O articulista do presente tenta descartar a credibilidade ao argumento de que Marcelo Semer "não milita na área penal" e que "sequer é juiz criminal, estando irrefutavelmente afastado, ao menos profissionalmente, da terrível situação da violência que insiste em macular nosso país".
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Isso revela o debate intelectual que grassa no Brasil: a experiência quer prevalecer sobre os dados. O contato-com-a-realidade quer triunfar sobre a pesquisa. "Sei porque vivo, você não sabe só porque pesquisa". Para que dados? Para que metodologia, se o sentimento é maior?
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Veja que o texto diz "não demanda conhecimento de matemática, apenas bom senso". Ótimo: vamos fazer políticas públicas baseadas em bom senso, não em pesquisa factual.
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Quando então resolve tratar de dados, fala nada com nada: mistura dados de homicídio com os dados do artigo, que são de tráfico, tentando empurrar uma correlação inexistente.
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PS: Num texto cheio de retórica e pobre em dados, o autor do texto usa a palavra "doutor" treze (cabalístico?) vezes. Em cinco delas usa "tal doutor". Não sei que razões impuseram o uso de tal palavra e de tal expressão... Vale a pena pensar e refletir.

Ideologia pura

PMLG (Outro)

É o que é esse "artigo". Ideologia pura.

Muitos são assassinados no Brasil? São. O encarceramento aumentou vertiginosamente? Sim. Ora, o mínimo uso do raciocínio lógico já escancara que o encarceramento não diminui o número de assassinatos. Só esse ponto já joga por terra o ponto principal desse "artigo".

Além disso, até o basalto colocado em nossas calçadas sabe que grande parte dessas mortes têm policiais como autores.

Mais ainda, o que o autor propõe? Que se jogue mais gente ainda aos presídios brasileiros? Masmorras superlotadas? O Estado brasileiro já não cumpre suas próprias leis quanto à condição em que se deve manter um preso e a solução é empilhar mais gente ainda nas penitenciárias do país, que são reconhecidos por todos como escolas do crime, transformando ladrões de biscoitos em traficantes violentos?

Finalmente, cabe ressaltar que a grandiosa maioria dos nossos presos está nessa situação por crimes contra o patrimônio e por tráfico ilícito de entorpecentes. Esse emotivismo de baixíssimo rigor fático que só fala em mortes e vida esconde uma visão ideológica, irracionalista e que joga às favas os fatos.

Muito bom!

Joe Tadashi Montenegro Satow (Delegado de Polícia Federal)

Finalmente o óbvio foi exposto, afinal, quem anda nas ruas e sente a criminalidade e a violência, sabe que prendemos pouco e prendemos mal. Sim, prendemos mal, pois quando prendemos, os condenados cumprem a pena parcialmente e logo alguns retornam às ruas para delinquir. Não podemos confundir distribuição da renda e reintegração social com impunidade.

Surra de Chicote

Roxin Hungria de Calamandrei (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

A USP não vai anular esse título de doutor (fake)? Ou o próprio titulado terá a hombridade em devolvê-lo na tentativa de resgate de sua dignidade?

Refutei! Tese de doutorado pra quê?

Leonardo Serrat de Oliveira Ramos (Advogado Sócio de Escritório)

A entrevista que faz referência o Desembargador é uma tese de doutorado. Certamente centenas de folhas e dados foram analisados e debatidos. Ainda assim, o Desembargador, que aparentemente não leu a tese, apenas a entrevista, se acha na capacidade de rebatê-la com um artigo de poucas folhas.
Esse artigo é apenas o sintomático processo crescente onde o conhecimento científico é entendido como capaz de ser rebatido por meras frases de análises rasas e frases de efeito. É a versão do zapzap que chegou aqui e ao topo do nosso executivo.
Talvez ilhado por sua classe social e por ter assessores que a ele são subordinados, o Desembargador não esteja acostumado a ter que ler teses científicas que vão de encontro ao seu achismo/empirismo, pois apenas isso justifica o fato de estar estarrecido.

Informação equivocada

Doutor Madruga (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

"O Brasil possui 700 mil presos, e isso sequer foi respondido naquela entrevista, apenas de uma maneira absolutamente fictícia.
A Rússia, exemplo dado por tal doutor, possui presos estatísticos reais, ao passo que no Brasil presos em regime aberto são considerados como se estivessem em “masmorras”, quando na verdade estão em suas próprias residências".

Essa afirmação não é verdadeira. Acessando os dados do Geopresídios, do CNJ, vê-se, facilmente, que esses 700 mil presos referem-se àqueles em regime fechado e semiaberto e aos presos provisórios.

Não são contabilizados condenados em regime aberto que, por falta de vagas, cumprem pena em casa.

O ponto de vista do autor pode até ser correto, mas não precisava distorcer os números como fez.

Desconhecimento puro ou burrice mesmo

Com fé na advocacia (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

O Dr Edson Brandão, como sempre, deu uma aula. Aliás, o conhecimento profundo do assunto sempre foi seu diferencial, desde o exercício da magistratura em Campinas. Na verdade nem o tal doutor nem o repórter sabiam nada sobre o tema.

Realidade ideológica

Demis W Pacheco (Advogado Assalariado - Empresarial)

Quando um trabalho é carregado de ideologia, infelizmente a lógica e a realidade não são objetos de observação do pesquisador, mas elementos manipuláveis à serviço de uma conclusão preestabelecida.

prende muito

Patricia Ribeiro Imóveis (Corretor de Imóveis)

quando não matam muito, prendem muito...
mas o pior é que prendem mal, muito mal...
e quando o hc cai com desembargador perturbado...

Show!

Antonio da Silva (Servidor)

Parabéns ao nobre desembargador pela surra dada no texto ora criticado! Resumindo: a tese do juiz é uma vergonha!

Alma lavada

Roberto Albatroz (Advogado Autônomo)

Ainda há juízes no Brasil!
Parabéns Desembargador Edison Brandão!
Obrigado por colocar as coisas, e as pessoas, no seu devido lugar.
É bastante raro encontrar lucidez em matéria penal aqui no Conjur!
PS: o recém diplomado doutor referido no texto mantém ativo perfil no Facebook em que faz toda sorte de promoção pessoal e proselitismo político “progressista”, o que é, digamos assim, notável, em se tratando de um juiz. Pobre Brasil.

Acho que isso foi aquilo que,

Thiago Bandeira (Funcionário público)

em termos técnicos, chamam de "VRAU!!".

Chegaram à 2a. Instância!

José R (Advogado Autônomo)

Antes, haviam ocupado a base; agora chegaram ao topo da pirâmide.

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