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Operação inversão

Delegado da PF acusado de envolvimento em esquema de corrupção é demitido

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O delegado de Polícia Federal Ênio de Paula Salgado foi demitido nesta segunda-feira (20/5), acusado de envolvimento em esquema de propinas instalado em 2016 na Delegacia de Crimes Previdenciários da Superintendência Regional da PF em São Paulo. 

Delegado da PF é demitido após esquema de corrupção. 

De acordo com a portaria de demissão, assinada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, o policial foi enquadrado por "violar o regime jurídico dos policiais e praticar ato que importe em escândalo ou que concorra para comprometer a função policial" e "receber propinas, comissões, presentes ou auferir vantagens e proveitos pessoais de qualquer espécie e, sob qualquer pretexto, em razão das atribuições que exerce".

Operação Inversão
A operação, ação conjunta do Ministério Público Federal e do Setor de Contra-Inteligência da PF, foi deflagrada em julho de 2016. Na época, outros dois delegados federais da ativa e um aposentado foram presos. O inquérito principal da Inversão deu origem a outra investigação, que apontou para o envolvimento de Ênio de Paula Salgado.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 20 de maio de 2019, 14h39

Comentários de leitores

4 comentários

Sobre o comentário de anão (serventuário)

Roberto Timóteo, advogado (Advogado Autônomo - Criminal)

Caro comentarista. O Art. 92 da CF que descreve quais são os órgãos judiciais brasileiros e suas especialidades, não dispõe como um dos componentes do Poder Judiciário nenhum tribunal, fórum ou junta de conciliação administrativo, portanto, não há que se falar em separação ou independência de instância ou seara. Data venia, se vem, inclusive pela doutrina e jurisprudência, confundindo autonomia do direito administrativo disciplinar e o seu consectário instrumental, processo administrativo disciplinar, com a independência existente entre poderes executivo, legislativo e judiciário. Repito o óbvio: PAD não faz coisa julgada, assim, o sancionado pode, com base no Art. 5º Inc. XXXV da CF, socorrer-se do poder judiciário, e tendo êxito, regressar ao serviço público. Quanto à "necessária transparência" o espaço é limitado para discorrer sobre tão instigante tema, realço apenas que a situação não é definitiva, mas a sentença, pela exposição que se fez, será perpétua.

Sem título

anão (Serventuário)

Lembrando ao colega acima que as searas(instâncias) são independentes, e que a transparência se faz, cada vez mais, necessária.

sem título

anão (Serventuário)

Lembrando ao colega anterior que as searas (instâncias) são independentes, e a transparência se faz cada vez mais necessária.

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