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No banco dos réus

Juízes, jornalistas e advogados julgam notícias fraudulentas

Como a Justiça deve reagir diante da disseminação massiva de notícias fraudulentas que desnorteiam juízes, influem em decisões e instalam a noção de culpa antes mesmo dos julgamentos? Essa questão será debatida por dois ministros do Supremo Tribunal Federal, dois diretores de redação de grandes veículos de comunicação do país e pelo presidente do Conselho Federal da OAB, no próximo dia 24, a partir das 17h, no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

O seminário “Fake News: Desafios para o Judiciário” é uma promoção do Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB e contará com o presidente do STF, Dias Toffoli; com o ministro Ricardo Lewandowski; com o diretor de redação da Folha de S.Paulo, Sérgio Dávila, o diretor nacional de jornalismo do SBT, José Occhiuso Júnior e com o presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz. O evento será mediado pelo coordenador do Observatório, Pierpaolo Bottini e terá, na sua abertura, apresentação do diretor da São Francisco, o professor Floriano de Azevedo Marques.

Segundo a organização do evento, pretende-se distinguir os diferentes tipos e propósitos de notícias falsas: desde as que parecem mais inofensivas (“pegadinhas”, em geral em busca de visualizações ou sem objetivo algum a não ser o de enganar incautos) até as mais tóxicas, que buscam desmoralizar pessoas ou instituições.

O fenômeno não é novo. No campo judicial, antecede a internet o truque de influenciar julgamentos em disputas empresariais de grande valor econômico. A manobra apenas foi transposta para o meio digital. Começou com o intuito de repassar vírus ou extorquir dinheiro dos mais ingênuos. Mais recentemente, o uso da mentira como arma passou a ser utilizado para deteriorar a imagem de ministros do STF ou do STJ — aproveitando-se do desconhecimento da população sobre processos e sobre o funcionamento do Judiciário. Mas sempre com o intento de influenciar julgamentos. Esse recurso, quase sempre produzido anonimamente, inscreve-se no capítulo dos discursos de ódio e visam insuflar a opinião pública valendo-se da credulidade dos desinformados.

Para participar do seminário, basta se inscrever pelo email SeminarioDia24@gmail.com.

Revista Consultor Jurídico, 19 de maio de 2019, 12h22

Comentários de leitores

4 comentários

Fake News existe desde escravidão

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Um dos temas mais debatidos nas redes sociais na atualidade é a “Fake News” . Eis aqui uma revelação: “Fake News” existe em nosso país, desde da época da escravidão, onde a elite não aceitava o fim da escravidão, e assim como hoje a OAB, prega o medo, o terror e mentira com a “Fake News”, mais lucrativa do país, tipo “ fim do exame da OAB, será um desastre para advocacia?, enriquecendo às custas do desemprego dos seu cativos. Assim como no passado a elite predatória não aceitava o fim da escravidão se utilizando de “Fake News” ou seja: dos mais rasos e nefastos argumentos, tipo: “Acabar com a escravidão iria ocasionar um grande derramamento de sangue e outras perversidades. Sem a escravidão, os ex-escravos ficariam fora de controle, roubando, estuprando, matando e provocando o caos generalizado” hoje essa mesma elite não aceita o fim da escravidão moderna da OAB, o fim do caça – níqueis exame a OAB, plantando nas revistas e nos jornais nacionais (vale quanto pesa), manchetes fantasiosas tais como: Exame da OAB protege o cidadão? O fim do exame da OAB será um desastre para advocacia? Qualidade dos advogados despencaria sem exame da OAB? “abertura de novos cursos de Direito Brasil afora é uma ameaça ao futuro do país”? Quem diria essa última frase, é do ex-Presidente da OAB, constante do seu Artigo: “No Dia da Advocacia, Brasil precisa discutir o estado do ensino jurídico” publicada do no Conjur de 11.08.2018.Senhores mercenários, parem de veicular “Fake News”, parem de pregar o medo o terror e a mentiria, principais armas dos tiranos. Não podemos brincar com o desemprego. Vamos criar alternativas humanitárias, visando a inserção no mercado de trabalho, de cerca de 300 mil cativos da OAB.

Evento de Duvidosa Credibilidade...

Eliel Karkles (Advogado Autônomo - Civil)

Basta ver os integrantes, que o evento é de duvidosa credibilidade. Não é crível que as "fake news" sejam apenas uma prática da população, etc., a imprensa também apresenta muitas "fake news" e recentemente temos muitos casos. Ainda, a PARCIALIDADE da imprensa é nítida, vergonhosa, que escracha apenas fatos segundo a linha editorial. Não dá a notícia, quer induzir o leitor a crer na veracidade da mesma, com "comentaristas" nitidamente focados em doutrinados para isso. E vem alguns aí falar que "fake news" é o problema? Tenha a paciência.

Seria cômico,

Thiago Bandeira (Funcionário público)

se nao fosse trágico.

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