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mediação e a conciliação

Magistrados precisam se preparar para fazer gestão, diz Humberto Martins

A magistratura será uma das funções mais desafiadoras do nosso século XXI. Os juízes possuirão um forte papel de gestores dos tribunais e de seus órgãos jurisdicionais. A declaração é do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, durante conferência magna no Encontro Nacional do Colégio Permanente de Corregedores Gerais (Encoge). 

Magistrados precisam treinar capacidades humanistas, diz Humberto Martins.
Luiz Silveira/Agência CNJ

De acordo com o ministro, os magistrados deverão radicalizar os processos de inovação na gestão de suas unidades e no conjunto da Justiça.

"Todos sabemos que as últimas décadas foram marcadas pela necessidade de que o Poder Judiciário brasileiro se reinventasse. A minha crença reside firmemente no fato de que os magistrados deverão possuir um papel ativo nos órgãos judiciários como gestores não somente de processos", diz.

Para o ministro, os magistrados são gestores de pessoas. "Para melhor desempenhar essa função, será muito importante maximizar as competências de relação interpessoal. Saber mediar conflitos e crises no dia a dia dos tribunais”, defende. 

O corregedor diz ainda que os magistrados precisarão treinar as suas capacidades criativas e humanistas

"Para que o trabalho humano seja útil, haverá necessidade de que o potencial criativo seja maximizado. Um bom exemplo é a realização negocial do direito. Os juízes serão muito importantes para promover a mediação e a conciliação", disse o ministro.

Tecnologia
Para Martins, aos poucos, as mudanças tecnológicas estão alterando as rotinas de trabalho e de julgamento, e os processos judiciais em meio físico estão dando lugar aos processos eletrônicos virtuais. 

"Não existe mais espaço para um papel do magistrado como aplicador lógico e mecânico de leis aos casos concretos. Esse papel é passível de substituição por sistemas automatizados. O magistrado do futuro será um humanista com forte capacidade de gestão e de interação social." Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ. 

Revista Consultor Jurídico, 17 de maio de 2019, 13h13

Comentários de leitores

1 comentário

Eu tinha dúvida..

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Mas com a abdicação/delegação do ato judicial pelo próprio titular da funçao Judiciária...

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