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Comentários de leitores

26 comentários

Evolução - 100 volta!!

M.R.Teixeira (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Aula On Line - Aplicativo que ajuda cegos a se localizar! Telemedicina(Tele consulta) - CNH-Digital - assinatura digital(token) - Rastreador de veículos - waze mapa - Aplicativo - fast food - patinete e bike elétricos - aplicativo de compartilhamento de veículos - ubercopter e uber - telefone celular - whatsapp - tinder app - processo eletrônico - peticionamento eletrônico - word/editor de texto - impressora 3D - Carro Elétrico ....................o futuro já aconteceu!!......agora é só escolher a melhor ferramenta para desenvolver o trabalho jurídico e personalizar de acordo com a necessidade do escritório ou advogado autônomo.! Não há volta! A relação humana só melhora com a tecnologia! Cada dia nasce mais criança e a população aumenta! não teremos risco de afastamento do HUMANO assim como o direito não perderá sua essência com a tecnologia. O fluxo e agilidade será o diferencial para o operador do direito..... assim como outras facilidades já disponíveis....!....

Um pé no gelo outra na Brasa

AcacioAnselmo (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Parece que o Dr. Lênio terá que desenhar, toda vez que escrever uma coluna. Vejamos que a Drª L R não entendeu que, não existirá vida pós estartatupidezação (não foi isto que ele escreveu) dos algorítimos! Ela insiste que o pensador continue a existir para produzir teorias para os algorítimos condensarem! Mas, o direito, a ciência , a filosofia só sobreviverá se por um acaso começar a cobrar um percentual sobre as ações dos robôs (como a Uber)! Não? Pois é Lênio, se o Millor Fernandes estivesse vivo, teria que gravar em torpedo todas as suas charges! Sob pena de ninguém entender seus desenhos...já que um simples texto escrito, hoje necessita de tradução por desenhos!

Lawtechs não devem se preocupar com a Teoria do Direito!

Lucian Andreas Rocha da Silva (Advogado Assalariado - Internet e Tecnologia)

Muito bom o texto, Prof. Lênio. Brilhantismo que lhe é peculiar. A discussão é sempre bem-vinda. Todavia, receio que desta vez o senhor esteja partindo de premissas equivocadas, motivo pelo qual tomei a liberdade de escrever um texto apresentando alguns contrapontos para reflexão, mas sem a pretensão de exaurir a discussão:

https://www.linkedin.com/pulse/lawtechs-e-legaltechs-n%C3%A3o-devem-se-preocupar-com-teoria-lucian-rocha/

Lawtechs não têm que se preocupar com a Teoria do Direito!

Lucian Andreas Rocha da Silva (Advogado Assalariado - Internet e Tecnologia)

Não obstante minha grande admiração ao Prof. Lênio Streck - inegavelmente um dos maiores (senão o maior) jurista vivo deste país -, creio que errou feio desta vez! Talvez porque não compreendeu bem o que as Lawtechs representam na evolução do mercado jurídico (e até mesmo na prestação da atividade jurisdicional). Ou talvez porque teme o desconhecido (sentimento inerente ao ser humano, o que é perfeitamente compreensível).

De fato, as Lawtechs não têm que se preocupar com a Teoria do Direito, pois isso é coisa para jurista! É papel do jurista refletir e pensar (filosofar) o que é o Direito. As Lawtechs, por sua vez, devem se ocupar em desenvolver instrumentos que possam auxiliar os profissionais do direito na execução de suas respectivas atividades.

Não tem nada de errado, por exemplo, o advogado se valer de um algoritmo para verificar padrões e tendências de um dado tribunal, a fim de avaliar quais as reais chances de obter êxito nos pleitos de seus clientes. Também não tem nada de errado um algoritmo identificar quais recursos estão vinculados a determinados temas de repercussão geral no STF, tal como o VICTOR. Algoritmo não decide, mostra dados. Algoritmo não é criativo e nem empático (qualidade pertencente ao ser humano). Quem tomará a decisão, afinal, será sempre o magistrado. O algoritmo, se bem usado, inclusive poderá ser um grande aliado no combate ao solipsismo judicial.

Veja bem, se um tribunal esmagadoramente decide “X” para um determinado caso, não pode um magistrado isoladamente decidir “Y”, sob pena de ferir de morte o princípio constitucional da isonomia. Com o algoritmo, é possível constranger epistemologicamente (e através de dados objetivos) esse destoante magistrado.

Cada um deve saber ocupar o seu devido lugar!

Forte abraço!

Anacrônico

Antônio dos Anjos (Procurador Autárquico)

Anacronismo (substantivo masculino): 1. erro de cronologia que ger. consiste em atribuir a uma época ou a um personagem ideias e sentimentos que são de outra época, ou em representar, nas obras de arte, costumes e objetos de uma época a que não pertencem. 2. atitude ou fato que não está de acordo com sua época. "o uso de espartilhos é um a." 3. erro de data relativa a fatos ou pessoas.
Sugiro ao colunista pegar a máquina do tempo (H.G. Wells ou o DeLorean de Marty McFly mesmo), sair do passado de "la revolucion comunista" e viajar para o presente!
A tecnologia veio para ficar e isso é uma consequência inexorável da evolução dos tempos.
Esse anacronismo é caraterístico do colunista que, pelos seus posicionamentos políticos, cujo espectro se senta à esquerda, se recusa a aceitar que o tempo passa para todos.
Ninguém deixa de ler livros ou aprender pela leitura por usar a tecnologia de informação em seu trabalho. Uma coisa não afasta a outra. Isso é uma premissa falsa de quem ainda deve peticionar na máquina de escrever "Olivetti" e telefonar em aparelho de disco de rodagem (sendo irônico).
Nem sei porque perdi/perco meu tempo lendo essas considerações jurássicas...
Por fim, sugiro a leitura de Érico Veríssimo "O Tempo e o Vento". Quem não acompanha a evolução dos tempos e varrido pelo vento do esquecimento.

Parabens

ANTONIO VELLOSO NETO (Advogado Autônomo - Criminal)

Caro Professor, sensacional.

Ansiedade a mil

Mauricio - Cálculo Jurídico (Outros)

Oi Professor, gostei muito do texto e das reflexões que levantou. Perfeitas para o momento que estamos vivendo e mostram o seu notável conhecimento da situação atual do "bum" de startups e novas tecnologias que podem estar mais causando ansiedade nos advogados do que, de fato, melhorando a vida.

"Sem a filosofia, não seremos capazes de perceber os problemas das soluções." - Maravilhosa colocação.

Fiz um texto que fala sobre essa futurologia na advocacia e ficaria honrado se puder ler e tecer um comentário:
https://calculojuridico.com.br/difusao-tecnologica-e-futuro-da-advocacia/

Grande abraço e obrigado pelo texto!

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A discussão é válida

incredulidade (Assessor Técnico)

mas o resultado inevitável.
Demandas de massa não se adaptam a este modelo jurídico salomônico, com meditações e ponderações, enquanto as partes se acotovelam no balcão.
Só um esclarecimento: a Skynet não é um robô, mas um sistema. É como chamar o Windows de robô.
Robô é hardware... hardware não faz nada sem software. A Skynet seria um "software".
A correção parece frívola, mas se justifica dado que o articulista adora menosprezar conhecimentos de terceiros.

Mark Twain

CTK (Advogado Autônomo - Civil)

Dr. Lenio. O Brasil ESTÁ vivendo o apocalipse.

Mark Twain

CTK (Advogado Autônomo - Civil)

Dr. Lenio. O Brasil ESTÁ vivendo o apocalipse.

Nem é tudo isso...

Phynah (Servidor)

Lênio, o Sapiens não é tudo isso não, quem dera....

Lênio...

pjdj (Advogado Assalariado - Administrativa)

Para Lênio as lawtechs, legaltechs ou qualquer outra empresa com uma definição que ele não tenha encontrado em sua rebuscada biblioteca que contém grande parte, senão todo o conhecimento do universo, é algo "perigoso" e ensejador da pejotização do direito.

Perigoso é não admitirmos a evolução da nossa profissão com o auxílio de ferramentas digitais que proporcionem ao advogado/jurista o conteúdo necessário para que, utilizando o seu conhecimento jurídico, DECIDA qual o melhor caminho a seguir.

Assim como o professor, pessoas que negam o desenvolvimento tecnológico, simplesmente passam a impressão de que tem medo dela por não saberem se beneficiar das ferramentas disponíveis. Não conseguem comprovar que há um sério problema causado em decorrência de seu uso.

A mesma ladainha ocorreu na época da implantação dos "processos eletrônicos" nos tribunais. A velha guarda bradou, a OAB apoiou e mesmo assim o INEVITÁVEL aconteceu, já que economiza recursos, tempo e não menos importante, AMPLIA SIGNIFICATIVAMENTE O ACESSO A JUSTIÇA.

Aos que pensam igual ao professor eu digo:

"Os cães ladram mas a caravana não para". Planet Hemp.

Concordo, mas, discordo!

Holonomia (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Direito é conteúdo, seu conteúdo é o valor do comportamento, e isso é... moral.
Direito é moral posta.
Portanto o ensino jurídico exige, antes de tudo, o ensino da moral formalizada em normas, e mais a técnica propriamente jurídica, o processo de aplicar a norma moral ao sujeito que a violou.
A moral subjacente ao Direito não pode ser esquecida ou rejeitada em favor de um formalismo, sob pena de relativizar a moral e o Direito.
Assim, o primeiro predador do Direito é o que nega que seu conteúdo é moral, e que esse conteúdo moral define o que é jurídico, o que é feito pela técnica processual.
E para os desavisados, o apocalipse já veio, está em curso há milênios, e estamos em sua fase final, da revelação da verdade segundo a qual sem moral adequada e respeitada não há sociedade, nacional ou internacional, porque não há Direito.
www.holonomia.com

Nota 9

elias nogueira saade (Advogado Autônomo - Civil)

Pela primeira vez concordo com 90% do que foi escrito. É um absurdo, atestar, durante um julgamento(até mesmo no STF(um magistrado manipular um celular. O Direito não é estático, julgar simplesmente com precedentes, sem examinar o caso concreto já é recorrente. Popper , já advertia que o Direito é resultado de constante experiência de nossas próprias convicções. Isso é que é ciência.

O texto...

Marcelo A. de Mello (Bacharel - Criminal)

Antes de mais nada, parabéns professor... esse artigo é, talvez, de maior relevância que muitos outros escritos por você baseados em notícias semanais da área. O futuro nos reserva o pior dos cenários. Precisamos colocar as cartas na mesa e discutir coisas como Lawtech e essa vertente "conteudista", pois colocam em cheque o Direito e a advocacia e geral... sem falar na deturpação da ciência e da educação!!

E donos de "legal techs" nem são advogados

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

É o pior do cenário!
Interessante: fique 5 minutos em balcão de cartorio do TJSP.
Só ouvirá clic, clic, clic, clic...dos mouses...
O Direito esta sendo confundido com lei. As law techs são "despachantes informáticos". No fundo, é isso.
Bom para quem já é servidor do Judiciario, preferencialmente antes de 2013.

Sociedade MATRIX

Eduscorio (Consultor)

O brilhante professor atinge o apogeu abstrato ao comentar a incidência de novas tecnologias no Direito. Creio que por mais que a sociedade se agigante e cresça de maneira plural e inexorável, ainda assim o Direito estará sujeito ao crivo humano para "dar certo". Alvin Toffler em "Choque do Futuro" (meados dos anos 70) já previra o impacto fatal da velocidade avassaladora da ampliação tecnológica e das informações em geral testá tendo na sociedade ocidental. O celular é um exemplo: tudo está "on line", o tempo todo, e todos se dedicam a examiná-lo sempre. Bola dentro professor.

A culpa é de Newton, bem disse: Olavo

Duns Escoto (Outros)

Quem estragou tudo foi Newton: mentiu sobre a indução e afastou, de vez, a metafisica da filosofia natural. Veja o texto abaixo.

E agora Lênio? Para abrir a clareira, vale o pacto com o imundo? Não, não é do Diógenes que falo, é do Carvalho mesmo.

https://aeon.co/essays/bring-back-science-and-philosophy-as-natural-philosophy?fbclid=IwAR1FtSw9fRiCPwr8JdC86B9aaK0fyrTpiNCNUjT50SmkRvlbtuseXRRBSZ0

Pela segunda vez, vou ter que discordar do Professor.

Edson Ronque III (Advogado Autônomo)

Lenio Streck é com certeza o doutrinador que mais concordo no atual tempo de obscurantismo. Mas agora vou discordar.
Falo com conhecimento de causa, estudei engenharia de computação antes de fazer direito, tenho um certo coração na tecnologia.
Não existe conhecimento que "se der certo, da errado". Não, nada que for conhecimento é assim. O que se faz com ele, com certeza pode dar muito errado (vide bomba atômica. O conhecimento de tecnologia nuclear é o que pode salvar a humanidade na questão de produção de energia, já que a fissão é o método mais limpo. A fusão deixa sobras, mas tão poucas que com cuidado nunca mais veremos uma nova chernobyl). Se a filosofia depende necessariamente dessa metafísica do desconhecido para existir, então a filosofia já morreu antes de Nietzsche.
Não se discute dado com abstrações. Se a pesquisa diz que um Juiz com fome decide diferente, só podemos contestar ou atacando a metodologia ou com uma nova pesquisa mais completa, que chegue a um resultado diferente. Saber que o juiz decide diferente de acordo com sua fome não é um problema, aceitar que um juiz decida assim sem que algum órgão de controle judicial (como o CNJ) tome alguma atitude sim é um erro.
O que estou dizendo aqui vale pra todos os outros casos, mas vou utilizar esse do juiz com fome como exemplo: se o juiz decide diferente, nós temos que saber disso para criar mecanismos que diminuam ao máximo, dentro do bom senso, as subjetividades do juiz para evitar isso, e não ignorar que isso acontece.
Porque o contrário significa, necessariamente, que o conhecimento do fato é que faz mal, o que significa aceitar que não há o que se fazer quanto ao juiz com fome. e se for esse o caso, então o realismo jurídico ta certo, já que passa a ser a única maneira de trabalhar.

Com razão o Ideólogo

Ciro C. (Outros)

Quer saber se um advogado é arcaico? Pergunte se ele sabe o nome do juiz ou dos desembargadores que compõem a camara ?
Com a AI o juiz passa a ser somente uma ferramenta para a justiça.

Contudo, não vai poder fazer jantar para homenagear um computador.

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