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"Acusação Descabida"

Moro prestigiava os acusadores desde o início do processo, diz Zanin

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O ex-juiz Sergio Moro tratava a defesa com formalidade e prestigiava os acusadores, defendeu Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Lula, em sustentação oral, em julgamento nesta terça-feira (25), na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

"As violações são públicas e notórias, que vão desde o cerceamento do direito à prova, ao indeferimento contínuo de todo e qualquer requerimento da defesa. E hoje sabemos que a defesa era meramente tratada de maneira formal. Porque os prestigiados eram os acusadores, desde o início do processo", afirmou. 

"Sabemos hoje que houve intenso debate, não nos autos, mas em outro lugar. Só mostra que a acusação era descabida e reforça a prova de inocência da defesa", disse Zanin se referindo às conversas expostas pelo site The Intercept Brasil entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol. 

Segundo Zanin, Moro atuou contra a Constituição Federal. "Ele sempre revelou interesse na condução do processo e no seu desfecho. Por vários motivos: por ter grampeado o ramal central do escritório para monitorar a estratégia de defesa do ex-presidente, por ter determinado medidas espetaculares, como condução coercitiva e por ter extrapolado suas atribuições para impedir que o petista fosse solto", diz. 

Zanin lembra que Lula está preso há 440 dias. "Foram tantos fatos que demonstram a falta de imparcialidade do ex-juiz, que chegou a falar que o ex-presidente deveria apodrecer na cadeia", afirma. 

O colegiado analisa o HC 165973, que questiona decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Félix Fischer. A defesa questionou no STF o fato de Fischer ter recusado individualmente um recurso de Lula, em vez de ter levado o caso para análise da 5ª turma do STJ.

O advogado pede que Lula responda em liberdade, mesmo que o julgamento não acabe hoje. 

HC 165.973

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 25 de junho de 2019, 15h53

Comentários de leitores

1 comentário

O chororo de Zanin

Júlio M Guimarães (Bacharel - Trabalhista)

Questão de ordem nobre causídico, o senhor Perdeu.
Já deveria estar acostumado.

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