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Operador tucano

MPF apresenta nova denúncia e pedido de prisão contra Paulo Preto

O Ministério Público Federal apresentou nova denúncia contra Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, pela prática de lavagem de dinheiro, em 2016, no montante de US$ 400 mil.

Em 1ª instância, Paulo Preto foi condenado a 145 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação e quadrilha.

Segundo os procuradores, o ex-diretor da Dersa transferiu a quantia de sua conta na Suíça, mantida no nome da offshore Groupe Nantes, para a conta titularizada pela offshore Prime Cheer Ktd., mantida em instituição financeira sediada em Hong Kong e controlada pelo doleiro Wu-Yu Sheng, que atuava em conjunto com o operador financeiro Rodrigo Tacla Duran.

Para a internalização do valor, houve uma operação de dólar-cabo invertida: disponibilizados os US$ 400 mil no exterior à dupla de doleiros Wu-Yu e Tacla Duran, este último fez quatro entregas em maio e junho de 2016 do valor equivalente em reais no Brasil a Paulo Vieira de Souza.

As operações foram registradas em detalhe por Paulo Vieira de Souza em seu celular como “Grude – OK Rui Rei”, sendo “Rui Rei” um dos codinomes utilizados pelo operador Rodrigo Tacla Duran, como admitido por ele próprio perante CPMI do Congresso Nacional.

Nas anotações feitas em maio e junho de 2016, Paulo Vieira de Souza fez constar a taxa de conversão dos US$ 400 mil repassados no exterior e os valores das quatro operações de entrega dos valores em reais no Brasil, por Rodrigo Tacla Duran: R$ 400 mil, R$ 400 mil, R$ 450 mil e R$ 130 mil.

Na cota da denúncia a força-tarefa do MPF requereu à Justiça, com base em novas informações e provas recebidas via cooperação internacional, a decretação de nova prisão cautelar de Paulo Vieira de Souza.

"Ficou evidenciado que, em liberdade, o operador persistiu dissipando o seu patrimônio obtido ilicitamente a partir da conta bancária que abriu no Deltec Bank  and Trust Limited, nas Bahamas, para onde foram enviados, no início de 2017, cerca de US$ 34 milhões que antes mantinha na Suíça. A partir da nova conta em Bahamas, foram realizadas ao menos sete transferências, entre 2017 a 2019, que somaram mais de US$ 5 milhões", diz a denúncia. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF. 

Processo 5031224-04.2019.4.04.7000

Revista Consultor Jurídico, 24 de junho de 2019, 16h14

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