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Campanha discriminatória

Empresa firma TAC e pagará R$ 80 mil por publicidade infantil racista

A marca Sestini de bolsas e mochilas firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Defensoria Pública de São Paulo e pagará R$ 80 mil ao Fundo Especial de Defesa de Reparação de Interesses Difusos e Lesados, vinculado à Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania, a título de indenização por uma publicidade infantil racista.

Comercial denunciado passava em canais infantis da televisão e em redes sociais
123RF

O caso teve início em agosto de 2017, quando o material foi denunciado pelo Criança e Consumo, pela Uneafro e pelo Coletivo de Oyá. A campanha, que passava em canais infantis na televisão e também foi divulgada nas redes sociais, vendia mochilas com personagens infantis. Em uma das peças publicitárias, o uso de turbante aparecia como algo "vergonhoso".

De acordo com o compromisso assinado com a Defensoria, a empresa não poderá mais fazer publicidade infantil, deverá adotar cotas raciais de 20% em todos os setores da empresa e ainda promover atividades permanentes de formação e capacitação de seus funcionários. Os funcionários da área de criação também deverão ser capacitados para que as campanhas publicitárias da empresa não incitem qualquer forma de discriminação.

Clique aqui para ler o TAC.

Revista Consultor Jurídico, 22 de junho de 2019, 8h57

Comentários de leitores

2 comentários

Cadê o racismo?

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Na reportagem não consta.

Racismo

O IDEÓLOGO (Outros)

"As jornalistas Cristiane Damaceno e Maria Júlia, a “Maju”, e as atrizes Thaís Araújo e Sheron Menezes, além de serem mulheres e negras, têm mais fatos que as ligam como personagens marcantes desse ano de 2015. O que conecta essas 4 mulheres e outras muitas anônimas no Brasil é o fato de que todas foram vítimas de racismo.
Alexandra Loras, que não é tão conhecida do público brasileiro quanto às mulheres acima, mas mesmo assim ela tem muito a dizer sobre esse tema. Alexandra é uma jornalista francesa de 38 anos, graduada pela mais respeitada escola de ciências políticas da França, a Sciense Po. Casada com Damien Loras, cônsul geral da França no Brasil, ela reside na capital paulistana há três anos, em recente entrevista a Revista Istoé, (N° Edição: 2400 /27.Nov.15) a senhora Loras, afirma peremptoriamente que “O Brasil é um dos países mais racistas do mundo”.
A consulesa fala com a propriedade de uma mulher que já viajou por mais de 50 países e que já morou em pelo menos 8, ou seja Loras, sabe, ou melhor já sentiu na pela e na alma o racismo à brasileira. O mesmo que sofreram, sofrem e sofrerão Thaíses, Sherons, Majus, Cristianes, Raíssas, Cíntias, Lidianes e Alexandras. O racismo à brasileira que de uma população 57 % de negros/as coloca apenas 4% nas telas das TVs. Racismo à brasileira que leva a invisibilidade negros/as nas escolas, nos ambientes de trabalho e nos círculos de poder"(Texto extraído da Revista Eletrônica "Pragmatismo Político).

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