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Declarações no Senado

Vaga no STF nunca foi condição para integrar governo, diz Sérgio Moro

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"Essa história de vaga no Supremo Tribunal Federal é uma fantasia e nunca estabeleci essa condição. Também nunca insisti no Coaf. Me foi oferecido e achei oportuno." A declaração é do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, presente nesta quarta-feira (19/6) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para explicar as mensagens trocadas com membros da operação "lava jato". 

ReproduçãoNunca estabeleci condição para ter uma vaga no STF, explica Moro.

Moro criticou as "especulações", segundo ele, sobre seu contato com o presidente da República, Jair Bolsonaro, durante as eleições. "Houve especulações de contato com Bolsonaro lá atrás, eu não conhecia. Quando falaram que eu o ignorei num aeroporto, liguei para ele para pedir desculpas. Depois, só depois da eleição", diz. 

Moro afirmou ainda que está "absolutamente convicto das minhas ações como juiz".

"Se minhas comunicações com quem quer que seja sejam divulgadas, essa correção vai ser observada. Que o site apresente tudo para a sociedade ver se houve alguma incorreção. Se houve irregularidade de minha parte, eu saio. Mas não houve. Eu sempre agi na lei, de maneira imparcial", se defende. 

Para Moro, o impacto das notícias do The Intercept Brasil gerou uma repercussão indevida. O ministro fez referência em mais de uma ocasião ao artigo do professor de Harvard Matthew Stephenson intitulado “O incrível escândalo que encolheu? Reflexões adicionais sobre os vazamentos da Lava Jato” para justificar seu posicionamento de que não vê nada de grave no conteúdo das mensagens. 

"O tempo está colocando as coisas no seu devido lugar, como o artigo que já citei anteriormente. Há divulgação sensacionalista e isso coloca em questionamento quais as motivações", diz Moro.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 19 de junho de 2019, 15h28

Comentários de leitores

2 comentários

Doutor Sérgio Moro

O IDEÓLOGO (Outros)

Foi um touro na Operação Lava Jato, e termina como uma preà na Ópera em que se tornou a República de Curitiba.

Hahaha!

Immanuel Kant (Advogado Sócio de Escritório)

Hahahahahahhahahhahahahhahahahhahahahahhahahahhahahahhahahhahahha!

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