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Natural e sadio

Denise Frossard acha normal juiz conversar com promotor no processo

Comentários de leitores

13 comentários

A montanha pariu um rato!

JOEL - (Policial Militar)

Está mais do que claro que, o estardalhaço em torno dos supostos diálogos entre Juiz e Procurador (como se isso não ocorresse amiúde em outras instâncias) no caso em comento da Lava Jato, deve-se ao endeusamento do criminoso condenado, e não do conteúdo vazado, que sequer se tem a certeza de sua autenticidade, posto que os criminosos envolvidos na invasão do sigilo telefônico/informático dos alvos, inclusive simularam diálogos fazendo-se passar por um dos alvos do crime, cometendo mais um crime dentro do crime de invasão do dispositivo informático. Isso porque, do crime de invasão não se obteve nenhum conteúdo apto a tornar inocente um dos maiores criminosos do Hemisfério Sul, ora preso em Curitiba. Por isso, era necessário criar um "escândalo" que no conteúdo, ainda que sem autenticidade, não mostrou nada comprometedor.
Pelo exposto, proponho alguns exercícios hipotéticos a seguir:
- Tenho a plena certeza que, os INDIGNADOS SELETIVOS que querem a soltura desse criminoso preso em Curitiba, e objeto de adoração de muitos brasileiros, não ficariam nada indignados, se estivessem diante de diálogos entre Juiz, Promotor e Polícia Judiciária do Rio de Janeiro, com o objetivo único e coordenado de condenar a qualquer custo os envolvidos no assassinato da Vereadora Marielle.
- De igual forma, nenhum dos INDIGNADOS SELETIVOS se oporiam se o alvo desses diálogos fosse o estuprador ou o assassino de um ente querido.
Ora, será que o CRIME DE CORRUPÇÃO, que assola uma nação inteira é menos grave que os crimes que citei? Não é a corrupção a matriz de todas as mazelas sociais?

O tiro que saiu pela culatra!

elimarco (Administrador)

Quem viu ou ouviu pelo menos parte do depoimento do Ministro Sérgio Moro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, pode perceber que a armação engendrada pelos bandidos travestidos ou não de congressistas e abençoada por algumas “Vossas Excelências” do STF não passou de uma canoa furada fadada a soçobrar.
Se alguém honesto e não comprometido com ideologias pseudociências (condição essencial) tiver alguma dúvida a respeito, procure assistir pouco ou muito do quê foi arguido pelos senadores e respondido pelo Ministro.
O tiro da armação, saiu pela culatra!!!

É diferente

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

Muito diferente defender o criminoso ao invés do crime. O que se ve sao colegas defendendo o crime porque vivem dele e nao da defesa do criminoso, esse sim sempre terá o direito de se defender. Por mais que respeitemos o amplo processo legal, o direito de defesa e a presuncao de inocencia é preciso escolher de que lado estamos na vida, se do lado do crime ou do lado da lei. O que a sociedade espera de um juiz é que ele esteja do lado da lei, simples assim.

Dentro da lei 12850 de agosto de 2013

RBMAÇOL (Engenheiro)

Basta ler o parágrafo VIII do Art. 3º. E nem é preciso entender de Direito, de tão clara a lei.

Denise Frossard ....

Irio (Advogado Associado a Escritório - Criminal)

Salvo engano, o site intercept deveria trazer(se de fato existem) provas da inocência dos envolvidos (principalmente Lula) e não trechos de conversas entre julgadores e acusadores, pois, tais fatos, por si só, não inocentam o(s) verdadeiro(s) culpado(s). Entendo ainda, na esteira do que já foi publicado aqui, que tais fatos poderão ser utilizados em eventual Revisão Criminal.

Mais um...

Paulo Moreira (Advogado Autônomo - Civil)

Outra que confundiu Processo Penal com "fofoca de salão de beleza"...

Pastinha de Recortes de Jornais

MNCastro (Assessor Técnico)

Data Vênia, Excelência, se o Promotor chega com "pastinha de recortes de jornais", vossa função é julgar IMPROCEDENTE a pretensão por falta de provas e não pedir, ao pé do ouvido, que o Promotor "arranje" mais provas.

Magistratura

Juiz de Direito Luiz Guilherme Marques (Juiz do Trabalho de 1ª. Instância)

O Ministério Público surgiu na França, onde magistrat du siège e magistrat du parquet são servidores público da Justiça Judiciária que ingressam através do mesmo concurso na carreira e podem mudar de um departamento para outro. No Brasil há um concurso para cada carreira. Todavia, é muito comum juízes e promotores conversarem sobre casos concretos e, no final, cada um segue seu ponto de vista, podendo um influenciar o entendimento do outro, mas, normalmente, divergem. Conversar não é proibido, mas sim salutar. Se coincidem, o problema é deles, mas não há ilegalidade nem imoralidade. A tempestade que se armou em cima de Moro e Deltan é puramente o desconhecimento da realidade.

Na Suíça

Braghini (Estudante de Direito)

Em outra matéria na mesma página do Conjur:”Segundo as decisões, os procuradores se tornaram suspeitos por manter encontros não declarados e uma troca de mensagens por telefone com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. "Estes contatos foram muito além do âmbito das regras formais estabelecidas pelo legislador", concluiu o tribunal. As reuniões não são proibidas, mas precisariam ser documentadas.”.
Só nesse paíseco da prática aceita do coronelismo, transformada em bacharelesco (bacharel-burlesco) que uma juíza acha natural tais práticas

Mais um...

Paulo Moreira (Advogado Autônomo - Civil)

Outra que confundiu Processo Penal com "fofoca de salão de beleza"...

Triste lembrança

Euclides de Oliveira Pinto Neto (Outros - Tributária)

Sua atuação sempre foi medíocre, tanto como juiza como parlamentar. Devia continuar sua vidinha de aposentada. Conversas entre juiz e membros do ministério público são normais, é claro. Não o induzimento processual pré-ajustado com a finalidade de encaminhar a sentença. Ou ela julga que todos são idiotas e não sabem discernir quando ocorre uma tentativa de criar um fato consumado a partir de conspirações ? É crime e como tal deve ser encarado.

Se ela não vê problema...

Ondasmares (Prestador de Serviço)

... no conteúdo das conversas, não devia ser juíza. Aliás, pelo jeito, é política, e não juíza, como o outro, Sérgio Moro. Não adiantam essas artimanhas, quem tem apreço pelo Estado de Direito, julgamento justo, democracia, etc., não vai deixar de se indignar com o que está vindo à tona que, a meu ver, anula todas as condenações da Lava a Jato. Todos devem ter novo julgamento - isto é, quando a democracia voltar e houver a possibilidade de serem julgados por um juiz imparcial.

Viu? Está na cara! Sem constrangimento, eles gritam por ai.

Pablo Pizzatto Gameiro (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Dra. Denise, não entendi, por isso indago: a sra. aconselhava os promotores nos casos que julgava? Orientava-os para que eles fizessem "isso" ou "aquilo", em desfavor dos réus? A sra. sugeria que eles (Promotores) publicassem notas contra a defesa? Dentre outras coisas, a sra. definia as estratégias de acusação com os promotores do caso? A sra. usava a imprensa para ajudar nas propostas e estratégicas acusatórias e punitivas? Se positivas as respostas, bem... Alguém, rapidamente, ajuíze uma revisão criminal ou um habeas corpus - pode até ser de ofício - para desconstituir os casos julgados à época.

Ora, inarredável que há uma tremenda diferença entre "Juiz conversar com acusação/defesa" e se "transformar na própria acusação ou defesa".

Sim... Não sejamos hipócritas de crer que o Juiz ficará em uma redoma, distante 100 metros das partes, de olhos e ouvidos fechados; mas tudo tem um limite e a Lei e a Constituição não albergam o "nível" de proximidade das relações ditas "públicas" reportadas pelo The Intercept Brasil, entre Juiz e Promotor (ah sim, esqueci, MP pode pedir absolvição).

Meus respeitos, mas, corruptos ou não, culpados ou não, homicidas ou não, o Devido Processo Legal - diga-se e repise-se - não existe só para os homens virtuosos.

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