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Juiz engajado

Novas conversas de Moro mostram perseguição judicial a Lula, diz defesa

A defesa do ex-presidente Lula divulgou nota neste sábado (15/6) afirmando que a nova leva de conversas vazadas entre Sergio Moro e procuradores da "lava jato" mostram "além de qualquer dúvida" que o magistrado não teve um olhar imparcial para o caso. 

Na noite desta sexta-feira (14/6) o site The Intercept divulgou conversas do dia 10 de maio de 2017, ocasião em que Lula fez seu primeiro depoimento no caso do triplex. Então atuando como juiz do caso, Moro mandou uma mensagem para o procurador Carlos Fernando de Santos Lima pedindo que o MPF fizesse uma nota pública para contestar a defesa de Lula. O pedido foi aceito

Os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska T. Z. Martins, afirmam na nota deste sábado que as conversas mostram que Moro não só auxiliou na construção da acusação como atuou para minar a defesa. 

"É inimaginável dentro de um Estado de Direito que o Estado-juiz e o Estado-acusador se unam em um bloco monolítico para atacar o acusado e seus advogados com o objetivo de impor condenações a pessoa que sabem não ter praticado qualquer crime", afirmam os advogados. 

Leia abaixo a nota na íntegra

É estarrecedor constatar que o juiz da causa, após auxiliar os procuradores da Lava Jato a construir uma acusação artificial contra Lula, tenha-os orientado a desconstruir a atuação da defesa técnica do ex-Presidente e a própria defesa pessoal por ele realizada durante seu interrogatório (10/05/2017). As novas mensagens reveladas ontem (11/06/2019) pelo “The Intercept”, para além de afastar qualquer dúvida de que o ex-juiz Sérgio Moro jamais teve um olhar imparcial em relação a Lula, mostram o patrocínio estatal de uma perseguição pessoal e profissional, respectivamente, ao ex-Presidente e aos advogados por ele constituídos.

É inimaginável dentro de um Estado de Direito que o Estado-juiz e o Estado-acusador se unam em um bloco monolítico para atacar o acusado e seus advogados com o objetivo de impor condenações a pessoa que sabem não ter praticado qualquer crime. 

É repugnante, ainda, constatar que a campanha midiática ocorrida em maio de 2017 objetivando atacar a memória de D. Marisa Letícia Lula da Silva tenha sido tramada pela Lava Jato, como também revelam as mensagens do “The Intercept”.

Tais fatos, públicos e notórios, reforçam o que sempre defendemos nos processos e no comunicado encaminhado em julho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: Lula é vítima de “lawfare” e o ataque aos seus advogados é uma das táticas utilizadas para essa prática nefasta.

Cristiano Zanin Martins e Valeska T. Z. Martins (12/06/2019)

Revista Consultor Jurídico, 15 de junho de 2019, 12h05

Comentários de leitores

11 comentários

Continuo (O caso do ex-Moro foi caso dirigido)

Bacharel em Direito e pós graduado (Assessor Técnico)

Continuando/Complementando: "Antônio dos Anjos (Procurador Autárquico)", em teu trecho dizes, em síntese: "O Dr. [quê doutor? Sérgio Moro, de forma independente e imparcial, absolveu nosso cliente. Depois, representamos um importante executivo da OAS em vários processos. No caso do triplex, mesmo sem acordo de colaboração firmado com o MPF, o Dr. Sérgio moro reconheceu a contribuição de nosso cliente". Precisas só saber que, o caso do por enquanto Ministro de Bolsonaro, tratar-se de situação em conluio e dirigida, contra um réu - o LULA". Só isso. Afirmo como dantes, que LULA não é inocente em lugar nenhum, porém, você tem juízo para saber que a sentença dele até hoje não transitou em julgado; que, à luz do art. 15 da LEI MAIOR, seus direitos políticos continuam em vigor, OK? Que, ele seja condenado a 500 anos de prisão, porém, o devido processo legal dele e de qualquer outro réu carece de ser, latu senso, observado, respeitado e praticado em qualquer esfera jurídica; NUNCA por juízo de exceção, ao arrepio da LEI; contra legis. É corrupto? Condene-se, tchau; todavia, dentro dos preceitos legais. Mas o caso de LULA foi dirigido - nunca duvidei disso - eis agora e aí a "Bomba"! Diz a Bíblia que Jesus disse que nada há em oculto que um dia não seja revelado (venha à luz). Houve vazamento? Moro vazou notícia algum dia, na função de "herói"? Quem vazou a presente verdade cometeu crime? PEGUEM-NO, então; mas também pegar o Moro, o Deltan etc., faz bem à saúde. Saibamos que se não fosse dessa forma, nunca se saberia quem o tal MORO. Através de petição, requerimento etc., NUNCA HAVERIA DEFERIMENTO. Imagino que ainda vem mais coisa. Será que há preocupação no TRF-4? Esperemos.
João Marcos Ferreira de Souza
(jmfstjpe@yahoo.com.br)
TIM: (81) 9.9984-6900

O caso do ex-Moro foi caso dirigido

Bacharel em Direito e pós graduado (Assessor Técnico)

"Antônio dos Anjos (Procurador Autárquico)", em teu trecho dizes, em síntese: "O Dr. [quê doutor?] Sérgio Moro, de forma independente e imparcial, absolveu nosso cliente. Depois, representamos um importante executivo da OAS em vários processos. No caso do triplex, mesmo sem acordo de colaboração firmado com o MPF, o Dr. Sérgio moro reconheceu a contribuição de nosso cliente". Precisas só saber que, o caso do por enquanto Ministro de Bolsonaro, tratar-se de situação em conluio e dirigida, contra um réu - o LULA". Só isso. Afirmo como dantes, que LULA não é inocente em lugar nenhum, porém, você tem juízo para saber que a sentença dele até hoje não transitou em julgado; que, à luz do art. 15 da LEI MAIOR, seus direitos políticos continua em vigor, OK? Que, ele seja condenado a 500 anos de prisão, porém, o devido processo legal dele e de qualquer outro réu carece de ser, latu senso, observado, respeitado e praticado em qualq; NUNCA por juízo de exceção, ao arrepio da LEI; contra legis.

Acertou na matéria, errou no leitor

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

Se a matéria fosse publicada em um daqueles jornais gratuitos que oferecem cessão de uso de corpo por R$ 40,00, certamente encontraria a ela se filiasse. Não em um periódico lido essencialmente pela comunidade jurídica.

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