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Vacina antidescrédito

Procuradores da "lava jato" agora dizem que diálogos foram fabricados

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A força-tarefa da “lava jato” no Paraná está tentando se vacinar contra os efeitos que as divulgações do site Intercept Brasil possa ter sobre os procuradores. Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (12/6), os procuradores disseram que está confirmada a possibilidade de os diálogos divulgados pelo site terem sido fabricados por um hacker com objetivo de "atacar a operação".

André TellesProcurador Deltan Dallagnol diz ter sido alvo de "ação criminosa de hackers"

Chegaram a essa conclusão depois de notícias segundo as quais um hacker invadiu um grupo de Telegram de conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público fingindo ser um deles e disse "hacker aqui". Os procuradores não tinham negado a autenticidade das mensagens antes das notícias sobre o grupo do CNMP.

Para a “lava jato”, o hacker estaria distorcendo fatos e enviando mensagens com “objetivo claro de desacreditar” a imagem dos integrantes da força-tarefa. O MPF também disse que os novos ataques confirmam a possibilidade de o hacker ter fabricado diálogos usando perfis de autoridades.

“A divulgação de supostos diálogos obtidos por meio absolutamente ilícito, agravada por esse contexto de sequestro de contas virtuais, torna impossível aferir se houve edições, alterações, acréscimos ou supressões no material alegadamente obtido. Além disso, diálogos inteiros podem ter sido forjados pelo hacker ao se passar por autoridades e seus interlocutores. Uma informação conseguida por um hackeamento traz consigo dúvidas inafastáveis quanto à sua autenticidade, o que inevitavelmente também dará vazão à divulgação de fake news”, diz a nota.

Essa foi a quarta manifestação pública da força-tarefa desde domingo, quando o site The Intercept Brasil divulgou conversas entre o procurador Deltan Dallagnol e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, enquanto o ex-juiz ainda conduzia processos da “lava jato”. Nas mensagens, Moro orienta o trabalho dos procuradores e até cobra resultados da força-tarefa.

“O ataque em grande escala, em plena continuidade, envolvendo integrantes do Ministério Público, Poder Judiciário, Poder Executivo e imprensa, revela uma ação hostil, complexa e ordenada, típica de organização criminosa, agindo contra as instituições da República”, completou o MPF.

Juíza alega ter sido hackeada
A juíza substituta Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, também disse que teve o celular hackeado. A invasão, disse ela, aconteceu "na mesma época e aparentemente pela mesma pessoa/grupo que invadiu os aparelhos dos procuradores".

Gabriela Hardt foi quem condenou o ex-presidente Lula a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia. Ela foi acusada pela defesa do ex-presidente de copiar trechos da sentença de Moro contra Lula na ação do triplex do Guarujá (SP).

Em nota, a Justiça Federal do Paraná afirmou que a "juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme".

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 12 de junho de 2019, 19h18

Comentários de leitores

10 comentários

Promotores e Juízes INCOMPETENTES

JCCM (Delegado de Polícia Estadual)

Não senhor procurador, não é o cumprimento estrito da lei que está errado. O erro é a incompetência para apresentar um trabalho bem feito, sem afobação, diante de uma investigação cautelosa, a se levar a uma denúncia robusta, desembocando em uma sentença firme e sem furos.
Pelos altos vencimentos e garantias que possuem, sem dúvida, se espera um trabalho mais eficaz e não essa PORQUICE que assistimos, de quanto e sempre.
São inúmeros os casos de impunidade pela prestação de serviços risível de muitos promotores e por sentenças homologatórias, sem um fundamento, um alicerce bem estacado...
Tanto são incompetentes que os dois maiores protagonistas desse show de INCOMPETÊNCIA apelas pra mídia, pra internet, fazendo até jejum, e ainda tentam aprovar dez medidas das quais não sobra nada de decente, inclusive o impedimento de HC e a relativização da prova ilícita.
Surpreendente é a manada de defensores desses pavões!
Eu, desejo mesmo um Ministério Público lotado de homens em busca da justiça e um Poder Judiciário em que seus comandantes se deem ao respeito.
Por enquanto não é o que tenho assistido.
A senhora procuradora geral não toma qualquer atitude para com o seu subordinado delirante.
E os pares do magistrado MIB (homem de preto) referendam seus impropérios que gritam aos olhos de quem realmente estudou e levou a sério o curso de direito desde os primeiros bancos universitários.
- Condução coercitiva pela segurança do acusado - inovou
- Liberar escuta da presidente, por interesse público - inovou
- Trocar mensagens dando orientações ou cobrando algum movimento dos promotores - inovou

NÃO, era só seguir o direito já posto!

LAMENTÁVEL

Law and Order

Antônio dos Anjos (Procurador Autárquico)

Mentiram para mim!!!
Depois de ler as considerações dos juristas bolivarianos, que seguem a cartilha de Lenin-Stalin, cheguei a conclusão de que todos os episódios de todas as franquias de Law and Order tiveram suas condenações baseadas em julgamentos, pasmem, NULOS!!! Meu Deus, em todos os episódios os promotores se dirigiam ao gabinete dos juízes para despachar diretamente com eles!!! Que absurdo!!! Em casos mais graves, os promotores interrompiam os juízes em suas residências e telefonavam diretamente para os mesmos, para pedir que os juízes assinassem os mandados de busca domiciliar, por exemplo!!! Que absurdo - parte 2!!! Até o Morogate não tinha me atentado para o fato de que Law and Order, série baseada no sistema judicial penal dos EUA, é a maior representação da violação dos direitos humanos já filmada!!! Desde 1990, Dick Wolf, o produtor da série, engana os telespectadores com as personagens fascistas Mike Logan, Eliot Stabler, a Olivia Benson, o Finn Tuotola..., sem falar nos promotores e nos juízes que vivem em uma suruba processual dos infernos ao se comunicarem o tempo todo!!! Agradeço aos juristas bolivarianos por nos alertarem dos perigos de se aplicar o princípio do julgamento público, justo e célere (speed, public and fair trial - 5ª e 6ª Emendas à Constituição dos EUA), bem como o princípio da cooperação em matéria penal. Grato (estou sendo irônico...)
copiado de rede social - achei ótimo, rindo alto até agora!!!

Fake x hacker

Dr. Jorge Ávila - previdenciário, trabalhista, consumidor (Advogado Sócio de Escritório - Previdenciária)

Infelizmente, neste (des)governo onde quase tudo é "fake", parece que a única forma de saber a verdade é através de um "hacker" mesmo!

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