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Esquema na Transpetro

Romero Jucá e Sérgio Machado são denunciados por corrupção

O ex-senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado foram denunciados sob acusação de participarem de um esquema de corrupção na subsidiária da Petrobras. 

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, feita no âmbito da operação "lava jato", Jucá teria recebido mais de R$ 1 milhão em propina por contratos e aditivos celebrados entre a Galvão Engenharia e a Transpetro.

Segundo denúncia do MPF, Jucá teria recebido mais de R$ 1 milhão em propina por contratos e aditivos celebrados entre a Galvão Engenharia e a Transpetro
Reprodução

O pagamento da propina, segundo a denúncia, foi disfarçado por meio de doação eleitoral oficial de R$ 1 milhão ao diretório estadual do PDMB em Roraima, estado pelo qual Jucá foi eleito em 2010. Segundo o MPF, a Galvão Engenharia não teria nenhum interesse em Roraima que justificasse a doação oficial.

Responsável pela defesa de Juça, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, questionou a denúncia devido à falta de cuidado técnico.

"Acreditar, a esta altura, que o Sr. Sérgio Machado falava em nome do ex-senador Romero Jucá só pode ser imputado a esta sanha punitiva que tem desmoralizado o trabalho da operação 'lava jato' nos últimos tempos", afirmou Kakay. Além disso, ele aponta que, ainda que fosse aceito o raciocínio do MPF, a denúncia deveria ter sido apresentada à Justiça Eleitoral, e não à Federal. 

O advogado Antonio Sérgio Pitombo, responsável pela defesa do ex-presidente da Transpetro, afirmou que a denúncia era esperada, pois "corrobora o acordo de colaboração processual de Sergio Machado". Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF.

Leia a nota da defesa de Romero Jucá:

A Defesa do ex-senador Romero Jucá vem a público consignar a absoluta falta de cuidado técnico por parte do MP na recente Denúncia apresentada. O Ministério Público Federal tem a ousadia de apresentar o Sr. Sérgio Machado como sendo uma pessoa que falava em nome do ex-senador Jucá.

Ora, o Sr. Sérgio Machado já deu provas nos últimos tempos que sua palavra não tem nenhuma credibilidade, sendo que houve até um pedido pela perda dos benefícios de sua delação por entender a autoridade policial que ele não dizia a verdade em seus depoimentos.

 Acreditar, a esta altura, que o Sr. Sérgio Machado falava em nome do ex-senador Romero Jucá só pode ser imputado a esta sanha punitiva que tem desmoralizado o trabalho da Operação Lava Jato nos últimos tempos. 

Ademais afirmar que a contrapartida para a corrupção foi a indicação deste senhor para o cargo de presidente da Transpetro é, mais uma vez, a clara tentativa de criminalizar a política. Atividade esta que os membros da força tarefa se empenharam com vigor, e que é um dos motivos da canibalização das estruturas políticas que levaram o Brasil a enfrentar esta quadra difícil, deprimente e punitiva.

Sem deixar de consignar que, mesmo aceitando o raciocínio do MPF, que é não verdadeiro, em respeito à decisão recente do Supremo esta denúncia teria que ter sido oferecida junto à Justiça Eleitoral pois se trata de imputações referentes a questões eleitorais, doações de campanha. A Defesa se reserva o direito de fazer os questionamentos técnicos no processo reiterando a absoluta confiança no Poder Judiciário e lamentando, mais uma vez, a ânsia abusiva de poder por parte do Ministério Público. 

KAKAY

Clique aqui para ler a denúncia.
5027765-91.2019.4.04.7000

*Notícia alterada às 12h do dia 4/6/2019 para acréscimos

Revista Consultor Jurídico, 4 de junho de 2019, 10h29

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