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PF diz que juiz é quem deve definir destino de provas apreendidas com hackers

A Polícia Federal afirmou nesta quinta-feira (25/7) que cabe à justiça definir o que fazer com as mensagens apreendidas com suspeitos presos nesta semana. Eles são acusados de invadir os celulares de várias autoridades, entre elas o ministro Sergio Moro.

Justiça deve definir o que fazer com material apreendido com hackers pela PF

Mais cedo, o ministro, que se diz vítima nesse caso, disse que iria destruir o material apreendido. No entanto, em nota, a PF diz que as investigações têm como foco analisar as mensagens.

Além disso, a corporação diz que o conteúdo de qualquer mensagem deverá ser preservada, cabendo ao juiz, " em momento oportuno, definir o destino do material, sendo a destruição uma das opções".

Leia a íntegra da nota:

"A Polícia Federal esclarece que as investigações que culminaram com a deflagração da Operação Spoofing não têm como objeto a análise das mensagens supostamente subtraídas de celulares invadidos.
O conteúdo de quaisquer mensagens que venham a ser localizadas no material apreendido será preservado, pois faz parte de diálogos privados, obtidos por meio ilegal.
Caberá à justiça, em momento oportuno, definir o destino do material, sendo a destruição uma das opções."

Revista Consultor Jurídico, 25 de julho de 2019, 20h56

Comentários de leitores

2 comentários

Ironia

Guilherme Ramos da Cunha (Estagiário - Tributária)

Ia ser engraçado se o juiz não só não destruísse, como tirasse o sigilo das provas obtidas por meios ilegais e depois pedisse "sinceras escusas"...

Há motivo para destruir?

Guilherme de Oliveira de Barros (Advogado Associado a Escritório - Internacional)

Não é só manter sob segredo de justiça? Ou há receio de vazamentos, como na época em que o Ministro conduzia a Lava Jato?

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