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Após 7 meses

Advogados de João de Deus renunciam

Depois de sete meses à frente da defesa do médium João de Deus, o criminalista Alberto Zacharias Toron renunciou o caso. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (24/7), em nota divulgada à imprensa.

Agência BrasilJoão de Deus está preso desde 16 de dezembro de 2018, acusado de abuso sexual. MP já ofereceu 11 denúncias

Os advogados explicam que "por imperativo ético" não explicarão o motivo da renúncia, mas reiteraram a confiança na inocência do médium. O processo é muito custoso, já que os advogados têm que se deslocar por diversos estados.

João de Deus terá dez dias para constituir nova defesa. Ele está preso desde 16 de dezembro de 2018, acusado por uma série de mulheres de abuso sexual. Até o momento, o Ministério Público de Goiás apresentou onze denúncias contra João de Deus.

Segundo o MP, os crimes ocorreram pelo menos desde 1990, sendo interrompidos em 2018, quando as primeiras denúncias foram divulgadas pela imprensa. 

Leia a nota:

"Após sete meses de intensos trabalhos, com a realização de quase uma centena de audiências de norte a sul do Brasil, bem como a impetração e sustentação oral de inúmeros habeas corpus e recursos perante o Tribunal de Justiça de Goiás, o STJ e o STF, a defesa técnica do Sr. João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, renuncia à causa.

Por imperativo ético, não podemos declinar as razões. Contudo, reiteramos nossa confiança na inocência do Sr. João e repudiamos a irreparável injustiça de manter preso preventivamente, sem os devidos cuidados médicos, um homem de 77 anos, doente, que ainda aguarda um veredicto sobre as acusações lançadas contra si. Confiamos que em um futuro breve a verdade e a Justiça sejam restabelecidas.

Alberto Zacharias Toron, Alex Neder, Luísa Moraes Abreu Ferreira, Renato Martins, Paulo Sergio Coelho, Giovana Paiva, André Perasso, Eduardo Macul e Robert Koller, advogados."

Revista Consultor Jurídico, 24 de julho de 2019, 18h40

Comentários de leitores

1 comentário

Sem honorários, resta a Defensoria

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ao que parece, o dinheiro do acusado acabou, o que não é problema já que existe a Defensoria Pública

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