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Verdade e mentira em Sergio Moro ou a verdade na política e no Direito

Comentários de leitores

12 comentários

Já dizia Malba Taham:

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A verdade, em sua singeleza, muitas vezes fica à mercê de ataques falaciosos que lhe imprimem uma aparência de impostura e de fraude, ao passo que a mentira, para ilaquear a boa fé, astuciosamente se apresenta sempre revestida com todas as cores da autenticidade e da exatidão.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Que falta faz o Estudo.

Alexandre.M.B. (Serventuário)

A turba que não alcançou o texto nunca sequer leu Arendt.
Pessoal confunde justa causa para ação penal, com prova contaminada pela ilicitude, com a necessidade de investigar fatos denunciados por meio de provas ilícitas. A prevalecer o raciocínio torto, se escutas ilegais captarem um planejamento de atentado a bomba, nada poderia ser feito....Qualquer bom manual de processo penal faz a distinção entre uma coisa e outra. Que falta faz o estudo e a boa leitura. Parabéns pelo texto professor.

Vergonha

acsgomes (Outros)

"As reportagens do The Intercept Brasil, de Reinaldo Azevedo, da Folha de S.Paulo e da revista Veja, que examinaram farto material obtido pelo The Intercept Brasil e não identificaram indícios de adulteração..."
Um ex-desembargador e professor deveria ter vergonha de proferir tal frase, afinal de contas, desde quando a mídia tem capacidade de periciar e autenticar a veracidade dessas mensagens?

Do saudoso Dr. Camilo de Mendonça

Luciano Guilherme (Advogado Associado a Escritório - Civil)

"O saudoso Dr. Camilo de Mendonça costumava repetir: 'Quem diz MILITAR, diz quatro coisas: (1) Culturalmente Primário; (2) Politicamente Infantil; (3) Socialmente Invejoso; e (4) Humanamente auto-suficiente.'
E explicava:
Culturalmente Primários, porque militares sabem pouco ou quase nada além do que aprendem nos surrados e ultrapassados almanaques de quartéis. E acrescentava: 'Militares não se educam. São adestrados.'
Para abordar o 'Politicamente Infantis', trazia à lide frase de Clemenceau: 'A guerra é um assunto muito sério para ser deixado aos cuidados do generais'.
Quanto a ser o militar um ser invejoso, dizia que o militar acha que só ele trabalha e os outros ficam ricos.
Finalmente, quanto a ser Auto-Suficiente, o milico se acha um ser preparado pra ser tudo, na vida: Presidente, Governador, Prefeito, Senador, Deputado, Vereador, Ministro, Embaixador, Desembargador, Juiz, Empresário, Administrador de Empresas, Diplomata, Artista, etc, e, inclusive, ser militar."

Artigo tão sólido quanto um castelo de areia

AC-RJ (Advogado Autônomo)

A premissa do artigo está baseada no seguinte trecho: "As reportagens do The Intercept Brasil, de Reinaldo Azevedo, da Folha de S.Paulo e da revista Veja, que examinaram farto material obtido pelo The Intercept Brasil e não identificaram indícios de adulteração". Em outras palavras, o articulista sustenta que se eles não acharam indícios de adulteração, então não existiria adulteração. Esta premissa é tão sólida quanto um castelo de areia porque não prova absolutamente nada. São pessoas e instituições que, junto com este site, são opositores ferrenhos do atual governo. Assim, não possuem isenção e portanto, também não possuem credibilidade. Contrapondo, acha-se facilmente na internet matérias isentas com provas robustas demonstrando que houve clara manipulação das mensagens.
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Como a premissa é frágil e insustentável, todo o artigo, que nela está baseado, igualmente o é.

A era dos paradoxos.

Osvaldir Kassburg (Oficial da Polícia Militar)

Lamentável que tenhamos juristas saindo em defesa da prova ilícita e da flagrante violação da lei, com maciços ataques às Instituições.
Ao menos de quem já foi servidor público, se espera algum compromisso com o interesse público, com o bem comum, com a justiça.
Que tempos são esses em que jurisconsultos defendem um Direito que não tem a mínima preocupação de ser o fundamento da ordem social?
O próprio site The IntercePT já admitiu a adulteração dos dados invadidos (Art. 154-A do CP) e vazados e expediu até errata para "corrigir" os vazamentos, ou seja, corrigir a "prova". Ora, se era prova, não podia ser manipulada. Essa conduta é típica, Art. 347 do Código Penal.
Só uma doutrina muito militante ainda dá vasão a essas especulações decorrentes de atos criminosos, informações não passíveis de perícia e totalmente suscetíveis a todo e qualquer tipo de manipulação.
Ainda que retiradas de conversas realmente havidas, são excertos descontextualizados, donde podem ganhar conotações muito diversas daquelas que realmente tiveram as interlocuções. Esses vazamentos, juridicamente falando, não passam de lixo. Como juristas podem sair em defesa?
Por exemplo, no vídeo abaixo pode-se ver claramente Gleisi Hofmann afirmando: "nós não queremos desemprego estatístico, nós queremos desemprego efetivo, é povo na rua e nós vamos ter que radicalizar".
No entanto, o que ela realmente disse não é o que parece, pois a fala dela foi descontextualizada.
Assim são os vazamentos criminosos do The IntercepPT.
https://youtu.be/tJ6bn4hA8ic

Verdade

Dan Pinto (Oficial de Justiça)

Espero que essa mesma percepção da realidade também seja a dos operadores de direito e da maioria social.

Mentiras e Mentiras

Júlio M Guimarães (Bacharel - Trabalhista)

Quando se comenta fatos relativos ao combate à corrupção e principalmente fatos relativos à atuação do Juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato, tendo como base análise de conversas obtidas de maneira ilegal, e ainda por cima se dá crédito à Folha de São Paulo, The Intercept, Reinaldo Azevedo, Band News, e demais esquerdopatas que atestam a veracidade das informações, só se pode desconfiar das intenções do comentarista.

Cirúrgico!

Carlos Eduardo Longo (Advogado Autônomo)

Excelente reflexão!

"Fruits of the poisonous tree"

HERSON VIRTUOSO GOMES (Praça do Exército)

Que importância tem tudo isso uma vez que se trata de frutos da árvore envenenada? A CRFB é clara ao estabelecer a inviolabilidade das comunicações de dados e telefônicas prevista no artigo 5°, inciso XII, fixando-a como garantia fundamental.
O vício da ilicitude da prova obtida com violação a regra de direito material a todas as demais provas produzidas a partir daquela também serão ilícitas. Aqui tais provas são tidas como ilícitas por derivação.
Fato é que se trata mais de uma guerra argumentativa em que uns se valem até de objetos ilícitos apostando no sucesso de seu poder de persuasão.
Acredito se tratar de fatos ultrapassados que não se deve dá a mínima importância se é verídico ou não as ditas reportagens.
Seguimos a vida normalmente!

Sempre brilhante!

toron (Advogado Sócio de Escritório)

O Prof. Geraldo Prado, que hj engrandece a advocacia, nos brinda com um instigante artigo e que põe a nu a parcialidade do Moro Juiz. Parabéns!

Excelente artigo

O IDEÓLOGO (Outros)

Notável do artigo do brilhante Desembargador.

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