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Comentários de leitores

6 comentários

Inversão total de valores!

Valter (Prestador de Serviço)

Sugiro aos ilustres articulistas adotarem todos os "inocentes presos".
Levem-nos para as suas casas!
Não vejo advogados se manifestando em prol da vítima, estão sempre defendendo o agressor. Por que?
Os americanos encarceram 0.8% da sua população, aqui encarceramos 0,3%. É por isso, e só por isso, que lá os índices de criminalidade são 80% menores que os nossos!
Lá, a Lei pune o infrator e protege a vítima, aqui invertemos os valores, o injustiçado é o agressor, o culpado é o agredido.
Estamos falidos, econômica e moralmente!
O número absurdo de 62.517 assassinatos cometidos no país em 2016 coloca o Brasil em um patamar 30 vezes maior do que o da Europa. Só na última década, 553 mil brasileiros perderam a vida por morte violenta. Ou seja, um total de 153 mortes por dia.
A continuar este descalabro, só mesmo uma convulsão social para inverter esta nefasta proteção a delinquentes em detrimento das suas vítimas!

Direito pra quem?

Viktor Batista (Outros)

O mais triste é perceber que boa parte dos juristas, que eu aposto serem formados em "facantos de esquina", apoia o fim dessas audiências. Me questiono se tiveram uma mísera aula de Teoria Geral do Estado ou a mínima noção sobre Direitos Humanos. Mas o pior é ver ditos advogados associarem a audiência de custódia à subida da criminalidade e ignorarem noções básicas de geografia, tais quais desemprego e concentração urbana.

Argumento que não convence

Manoel Antônio (Administrador)

Em relação ao argumento de que o Brasil possui mais de 700.000 presos: a) para a prisão decorrente de sentença confirmada pelo TJ/TRF: 1) dos delitos ocorridos, quantos são investigados? 2) dos investigados, quantos são indiciados pelo Delegado? 3) dos indiciados, quantos são acusados pelo Ministério Público? 4) dos acusados, quantos são condenados pelo Juiz? 5) dos condenados pelo Juiz, quantas condenações são confirmadas pelo TJ ou transitam em julgado? Destes, quantos cumprem pena de prisão, em regime fechado? b) para a prisão cautelar: a reiteração criminosa, mesmo para crimes sem violência ou grave ameaça à pessoa, constitui a necessidade de garantia da ordem pública. Nestes casos, o que, fora a prisão cautelar, impedirá o indivíduo de cometer novos crimes? E isto apenas para comentar acerca de um dos requisitos deste tipo de prisão, ou seja, há outros: 1. garantia da ordem econômica; 2. conveniência da instrução criminal; 3. para assegurar a aplicação da lei penal.

perda de tempo

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

A audiência para o que está reservada é perda de tempo e de recursos, ideal seria um julgamento prévio das questões de fácil solução, mas nada que busque justiça para a vitima é aceito nesse país, apenas o que auxilia quem comete crimes, numa inversão de valores abominável e, é por isso que o crime campeia. Os argumentos do articulistas são vagos e frágeis, em especial o de que o rosto das mulheres presas é negro, ora, no país que mais tem negros fora do continente africano se fossem loiros teríamos um apartaide. A solução não passa por defender quem comete crime, mas sim na punição rápida, pois da forma como se encontra o crime compensa e muito. Só se vê voz discordante quando a vitima são os defensores dos criminosos, como ocorreu com a Vereadora Marielle Franco, o que além de criar dois tipos de vítimas também cria dois tipos de criminosos, os que merecem ser punidos e os que devem ser perdoados.

duvido que as autoras já tenham feito alguma audiência de cu

daniel (Outros - Administrativa)

duvido que as autoras já tenham feito alguma audiência de custódia. Em vez de ficarem escrevendo sobre filosofia, deveriam falar sobre a prática que tiveram.

Síndrome

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Proteção máxima aos criminosos. Seria “síndrome dos subversivos?”

O fato é que a Constituição Cidadã, protege o preso impondo a comunicação imediata ao juiz, à família/assistência, ao defensor público, de advogado, assim como a comunicacão de seus direitos constitucionais, identificação dos responsáveis por sua prisão/interrogatório policial. E, ainda antes de o preso de ser encaminhado ao presídio, após a lavratura do auto de flagrante pelo Delegado de Polícia é submetido a exame de lesões corporais.

Mas ainda não é suficiente – impôs-se o absurdo da audiência de custódia para a proteção judicial total. E, aí do Policial que for acusado de um mínima falha...

Enquanto isso houve um recrudescimento da criminalidade em termos anômicos, ‘nunca visto antes’ e poucos percebem a correlação e [in] das consequências das limitações e controles excessivos sobre o trabalho policial.

O “cavalo inglês” já não resiste mais. O cenário dantesco que está aí é testemunha.

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