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Os limites éticos do professor de Direito ao manifestar opiniões

Comentários de leitores

4 comentários

Artigo bem posto

Voluntária (Administrador)

O autor sintetizou, com rara habilidade, a importância dos artigos jurídicos serem mais técnicos e menos pirotécnicos. Parabéns.

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Caráter coletivo

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Diz o texto: "No mesmo sentido, agressões a juízes, promotores de Justiça e advogados em nada ajudam a compreensão do leigo quanto ao funcionamento da Justiça. O escárnio diverte, mas raramente educa. E, no contexto ainda primitivo do reconhecimento de direitos individuais, tais brincadeiras doem na pele do jurisdicionado. A burocultura dos tribunais — a absurda jurisprudência defensiva, aliás — denota o engatinhar do sentido de acesso à jurisdição no Brasil de hoje (artigo 5º, XXXV, da CF).
A questão, portanto, não se funda no consenso, ou no dissenso sobre determinada convicção jurídica, mas está na responsabilidade que cada qual tem ao usar a qualificação de professor de Direito para dizer o que quer. A discussão não se embrenha pela ideologia, pela corrente doutrinária. Limita-se a evitar que concepções personalíssimas sobre o Direito ostentem a pecha de verdade, quando não passam do desopilar do sedizente intelectual num dia infeliz — dia nefasto, diriam os romanos".
Merece elogios a arguta análise do Dr. Pitombo. Mas, algumas ponderações devem ser indicadas.
O caráter do povo brasileiro assemelha-se a de um adolescente.
Um Ministro do STF disse que, tanto o plebiscito como o referendo não devem ser adotados, rotineiramente, porque o povo não está preparado para exercer tão importantes intervenções constitucionais, porque gosta de "picardia", tumulto, bagunça".
Diferentemente os norte-americanos, cujo caráter social assemelha-se a de um adulto e os europeus a de um homem idoso.
Quando nos chegarmos ao nível social, político, econômico e ético dos povos do Hemisfério Norte, eles estarão em outro estágio.

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Alegria diante de um artigo brilhante!

Pedro G. Franzon (Oficial da Aeronáutica)

Parabéns doutor pela lucidez e oportunidade do artigo. Permita-me reproduzir Gustavo Corção (1896 - 1978)* ao discorrer sobre a famigerada opinião em 1944: "A liberdade psicológica e voluntariosa, nascida no conflito com as objetividades, substitui a liberdade ontológica que tem raiz na adequação entre a inteligência e o ser. O primado da inteligência é usurpado, e então, em vez do reto juízo, nasce a opinião." Para o professor não ultrapassar os "limites éticos", deve evitar a emissão de opiniões.
* CORÇÃO, Gustavo. A Descoberta do Outro. Vide Editorial. 11a.Ed. 2017. Campinas SP. p. 84.

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Sos deontológico

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Oportunas orientações ético-jurídicas, sobretudo nesses tempos do avanço intercePTivo da LAWFARE [guerra jurídica]’ - tática de “guerra assimétrica” instrumentalizada com o objetivo de inverter os fatos e alterar a verdade pela dialética marxista [cínica, hipócrita, demagógica], que preconiza justamente o “fim do Direito”.

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