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MPF diz que governo não respondeu se houve devassa nas contas de Glenn

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Para MP do TCU, respostas do Coaf e de Paulo Guedes não deixaram claro se houve ou não devassa contra Glenn Greenwald.Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil 

Segundo o Ministério Público Federal no Tribunal de Contas da União, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não responderam se houve ou não uma devassa nas atividades financeiras do jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, responsável pelo vazamento de mensagens entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da "lava jato".

Para o procurador Lucas Rocha Furtado, não houve resposta objetiva, positiva ou negativa, a confirmar ou afastar a suspeita de que estaria em curso procedimentos para investigar as atividades financeiras do jornalista. Na opinião dele, a resposta do Coaf dá a entender que houve devassa. Já a de Paulo Guedes, dá a entender que ele não sabe o que de fato acontece no órgão.

Disse o órgão:

Poderá ocorrer, no entanto, que o Coaf produza um RIF ao obter, por comunicação feita pela Polícia Federal, algum elemento de informação que se revele, em conjunto com informações já possuídas pelo Coaf, significativo para identificação de fundados indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro...” Em suma, nem a resposta do Ministro da Economia nem a do presidente substituto do Coaf foram claras e objetivas em responder o cerne da questão presente na representação que inaugura o feito, ou seja, saber se o jornalista Glenn Greenwald está sendo objeto de investigação

Para Furtado a resposta não contribui com o controle externo na busca dos esclarecimentos "para a grave situação retratada neste procedimento fiscalizatório, e com o devido respeito, destoam, desafinadamente, do que o relator buscou esclarecer". 

O subprocurador pede que, se alguma devassa estiver está sendo feita, seja interrompida imediatamente. E que nova investigação seja feita para apurar se foi feito ou não algum procedimento contra o jornalista. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 10 de julho de 2019, 15h54

Comentários de leitores

3 comentários

Vá te catar tcu?

Amauri (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Desculpem minha ignorância: mas o que é que o TCU tem a ver com a eventual suposta análise (e não investigação) do COAF sobre as movimentações financeiras desse crápula que se utiliza de hackers para tentar minar a credibilidade de uma operação que colocou atrás das grades BANDIDOS que saquearam o País? Por que o TCU não agiu quando os BANDIDOS saquearam o erário?

Notícia equivocada que merece rápida correção

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

O título da reportagem parte de um equívoco que não se pode admitir, sobretudo em se tratando de uma revista que se propõe jurídica. Refiro-me a rotular o procurador do MP com atuação no TCU como se integrante
fosse do Ministério Público Federal. Nada mais equivocado. Não se pode confundir instuições tão distintas. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Simples assim. Espera-se a devida e necessária retificação.

Incompetência

acsgomes (Outros)

O TCU não tem competência constitucional para fazer esse tipo de questionamento. Se não responderem, o TCU vai fazer o que? Fala sério....

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