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Conduta inadequada

Ações de Moro na "lava jato" são "maré de ilegalidades", defendem magistrados

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Ex-presidentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgaram nota pública criticando a relação entre Sergio Moro e os procuradores da operação "lava jato" em Curitiba. 

Segundo os signatários da carta, os diálogos revelados pela imprensa entre o então juiz e os acusadores são uma "verdadeira maré montante de ilegalidades" que atinge a honorabilidade e a imparcialidade da magistratura. 

"Magistrados comprometidos com os deveres do cargo, com o devido processo legal, com a ética e com a democracia têm a obrigação de não aceitar condutas como as traduzidas nas conversas reveladas por esses órgãos de imprensa — cujos teores, convém registrar, são de elevadíssima verossimilhança", afirmam. 

Para os juízes, trata-se de atitudes que constrangem "qualquer pessoa medianamente bem informada" e que colocam na berlinda todo o Poder Judiciário e o Ministério Público como instituições fundamentais à democracia e ao Estado de Direito.

A manifestação é assinada por Germano Siqueira (juiz da 3ª Vara do Trabalho de Fortaleza e ex-presidente da Anamatra), João Ricardo Costa (juiz da 16ª Vara Cível de Porto Alegre e ex-presidente da AMB), Grijalbo Fernandes Coutinho (desembargador do TRT-10 e ex-presidente da Anamatra), José Nilton Ferreira Pandelot (juiz da 1ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora e ex-presidente da Anamatra), Gustavo Tadeu Alkmim (desembargador do TRT-1 e ex-presidente da Anamatra) e Hugo Cavalcanti Melo Filho (juiz da 12ª Vara do Trabalho do Recife e ex-presidente da Anamatra). 

Clique aqui para ler a manifestação.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 10 de julho de 2019, 11h33

Comentários de leitores

15 comentários

Onde está a prova da inocência?

Amauri (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Causa-me espanto que até o momento os críticos dos "supostos" diálogos, não apresentaram uma só evidência de que as condenações impostas ao BANDIDOS que assaltaram o País foi baseada em ausência de ou falsas provas. Ou será que os desvios comprovados, os bilhões recuperados, os prejuízos astronômicos, as propinas pagas e confessadas, são fruto de armação do Ministros com os membros do MP?

Improbidade neles, moro e dalagnol

JCCM (Delegado de Polícia Estadual)

Absurdo é ver que tem muita gente defendendo o serviço porco realizado pela dupla dinâmica!

O certo é lhes ajuizar ações por improbidade, já que desperdiçaram dinheiro público por um serviço muito mal feito, na base do descumprimento das regras legais, quando na verdade deveriam primar por elas.

Querer defender o indefensável é mesmo uma prova de que o País está doente...

O processo, num País sério, deve retornar ao ponto onde se deram as ilegalidades e assim seguir seu trâmite com serenidade e SERIEDADE.

E os que defendem o arbítrio, quando lá estiverem, diante de um déspota, serão os primeiros a reclamarem seus direitos a um julgamento justo, honesto, dentro da lei.

Moro e a Lava Jato erraram! Muito...

Neli (Procurador do Município)

Moro e a Lava Jato erraram!
Deveriam ter deixado os Piratas fazendo butim no erário.
Moro e a Lava Jato erraram!
Por ter denunciado e condenado o ex-presidente. E o Feito Penal ter tramitado sem nenhuma mácula.
Não deveriam ter deixado tramitar o processo sem nenhuma nódoa!
E, com a devida vênia, causa-me estupefato quando vejo Juízes se manifestando (nas mídias sociais também, onde sou bloqueada por um!)
Juiz se quiser fazer campanha política deveria sair do Poder Judiciário .
O pior crime que existe é a corrupção! Graças aos abjetos corruptos (ativos e passivos), o Brasil é esse eterno subdesenvolvimento. Gerações de brasileiros na eterna ignorância. Sem Saúde, sem saneamento básico, sem segurança, sem transportes públicos, sem transportes ferroviários.
E a Lava jato e o então juiz Moro erraram: deveriam ter deixado os rapinadores acabarem com esse paupérrimo país!
Por fim, Moro deveria ter continuado na Magistratura e não ser ministro do terrivelmente despreparado ...
Data vênia!

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