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Alta produtividade dos procuradores do MPF é marca da "lava jato"

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Desde que foi criada, em abril de 2014, a força-tarefa da “lava jato” em Curitiba ficou conhecida por sua alta produtividade. Em 64 meses de operação, foram apresentadas 99 denúncias contra 437 pessoas diferentes, o que corresponde a mais de uma acusação por mês. Somente em 2019, os procuradores ofereceram 14 denúncias, igualando o número de acusações feitas em 2017 e superando 2018.

Neste ano, por exemplo, a força-tarefa denunciou políticos como o ex-senador e presidente nacional do MDB, Romero Jucá, e o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Além disso, o MPF avançou nas investigações sobre a corrupção na Transpetro, e também denunciou e conseguiu a prisão do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e apontado como operador do PSDB.

Leonardo Prado/Secom/MPFForça-tarefa da "lava jato" ofereceu 99 denúncias contra 437 pessoas diferentes desde abril de 2014

A “lava jato” tem sido alvo de inúmeras críticas, especialmente de advogados. Porém, até mesmo os defensores dos réus reconhecem que os procuradores trabalham muito. E sabem usar o e-proc, o sistema eletrônico de processos da Justiça Federal do Paraná, o que colabora – e muito – com a celeridade da operação. Até agora, já houve sentença em 50 ações penais, totalizando 242 condenações contra 155 pessoas. A soma das penas chega a 2.242 anos e cinco dias de prisão.

O volume de informações e apurações em andamento na “lava jato” também aumentou ao longo dos anos. De 2014 até 2018, a média anual de trabalho da força-tarefa cresceu 623,6%, passando de 4.978 para 36.021 atos no ano passado, incluindo manifestações, movimentações, autuações de documentos extrajudiciais e judiciais, pedidos de cooperação internacional, e instauração de procedimentos extrajudiciais, autos judiciais e inquéritos.

Aliás, a cooperação internacional é apontada pelos procuradores como parte importante do sucesso da operação. "A cooperação internacional vem sendo fundamental para que o MPF avance nas investigações. Além de permitir a identificação de contas no exterior utilizadas por muito dos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público, facilitando o rastreamento dos pagamentos de propina, esse instrumento jurídico também fornece provas documentais de propriedade dessas contas", disse o procurador Paulo Roberto Galvão.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2019, 19h50

Comentários de leitores

3 comentários

Vamos fazer uma continha?

Frandelima (Outros)

Segundo estimativas que circulam por aí cada detento custa por ano aos cofres públicos aproximadamente 48 mil reais. Se multiplicamos isso pelo número de anos de prisão produzidos, 2242, pela Força Tarefa dá a bagatela de 107 milhões e seiscentos mil reais. Uma verdadeira pechincha!

O Dr. Zé Machado parece estar revoltado

analucia (Bacharel - Família)

afinal certamente seus clientes são inocentes e perseguidos , pois a petrobrás, os bancos federais e o BNDES não foram assaltados

Qualidade

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Faltou controle de qualidade, isenção e imparcialidade, com alto percentual direcionado à latrina.

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