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Por gostar de Escola Sem Partido, desembargadora de SC ignora o STF

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54 comentários

Filhos do construtivismo social (Fim)

Igor M. (Outros)

Ainda tem o problema de não entender que o ensino pode buscar uma neutralidade objetiva. Isto é um problema epistemológico muito comum no Brasil (embora exista em todo o mundo). O professor pode ministrar suas aulas de acordo com o conhecimento científico, ao invés de suas crenças e ideologias. Nisto, muita das tergiversações que se faz sobre o ESP não existiria — até porque não fazem sentido.

Só nos resta ter esperança que não hajam netos deste construtivismo social.

Filhos do construtivismo social (1)

Igor M. (Outros)

Não foi nenhuma surpresa que alguns comentários contrários ao ESP partiram para tergiversações vazias ou para o simples ataque pessoal.

Isso é o resultado de achar que o conhecimento é fabricado pelas pessoas. Nisto, o construtivista “fabrica” seu conhecimento, se esquivando do conhecimento real — que é descoberto todos os dias. Logo, ao serem confrontados com fatos e pensamentos que fogem a esse conhecimento “fabricado”, há uma enorme confusão e, em diversos casos, agressividade — fruto da frustração por não ter como estabelecer o debate ao nível do interlocutor.

É verdade que a direita levantou a bandeira do ESP. Mas é falso que só a direita apoia o projeto ou que, embora não apoiando, sabe que existe doutrinação nas escolas. Na verdade, a própria esquerda sabe: o que eles não querem é que a doutrinação deles seja combatida. Quando a doutrinação é tida de “direita”, como ensino religioso confessional, quando o professor cristão não dá abertura às religiões afro em sala, ou quando se aluga parte da aula para falar bem da ditadura militar, rapidamente a esquerda aponta o dedo e denuncia a doutrinação. No conhecimento “fabricado”, só a doutrinação de esquerda está correta.

Outro exemplo é essa crença boba de que todas as virtudes estão na esquerda, e todo o mal na direita. Não há nem como culpar quem escreve tal bobagem porque ele sequer teve acesso às literaturas de esquerda e direita (além das que estão fora deste espectro) sem que seu senso crítico já tenha sido forjado pelos construtivistas. Como eles vão saber que a maior hecatombe da história é fruto do pensamento de esquerda? (spoiler: terão desavisados que acharão que estou me referindo ao nazismo...)

(Continua)

Sobre hinos e liberdade de cátedra

Igor M. (Outros)

Liberdade de cátedra não é absoluta. Essa garantia deve ser interpretada em conjunto com toda a Constituição, esta que prevê que é direito de todos a educação. É por isso há décadas existem normas que limitam diretamente a liberdade de cátedra, em equilíbrio ao direito do aluno, como, por exemplo, a LDB e a BNCC.

A verdade é que a educação no Brasil vai de mal à pior (v. PISA), diretamente relacionado ao conteúdo das aulas, prejudicando a formação de capital humano, e ainda perdemos tempo defendendo que o professor pode doutrinar dentro da sala de aula. E nem adianta alegar falta de investimento, pois aplicamos 6% do PIB em educação — mais que a média da OCDE.

Outrossim, cantar um hino não é doutrinação. Não há um conteúdo ideológico e nem religioso para doutrinar quem canta o hino. É mera simbologia, tal como apertar as mãos para cumprimentar ou fechar um negócio.

Ao procurador "totalitarista"

Afonso de Souza (Outros)

Dizer que o ESP é um movimento de essência - e pretensão - totalitária é um absurdo que só corrobora o que foi dito sobre a falácia do espantalho. O senhor, na melhor das hipóteses, não sabe o que é totalitarismo.
De resto, com uma simples passada de vista nos tópicos elencados já se percebe a falta de seriedade do intrépido comentarista.

ESP é o totalitarismo avançando

SMJ (Procurador Federal)

"Totalitarismo" tem esse nome porque é uma espécie de governo que busca se imiscuir e dominar TODAS as esferas da sociedade, do comportamento privado ao governo do Estado, passando pelas religiões, imprensa, escolas etc. O movimento ESP faz parte da marcha do totalitarismo no Brasil, da quais destacam-se as seguintes características e passos:
1) defesa de governo nos moldes da ditadura militar;
2)domínio dos meios de persecução penal, especialmente ministério público, polícia e justiça federal;
3) processos penais contra o principal opositor e sua prisão contra garantia constitucional expressa, prisão essa autorizada por um STF acossado pelo Comando do Exército;
4) aliança com igrejas evangélicas;
5) ataques ao processo eleitoral e declarações do candidato totalitário no sentido de que só aceitaria sua eleição;
6) imposição da doutrina totalitária às escolas, o que pretendem fazer por meio do "Escola Sem Partidos";
7) no Direito, ativismo judicial substituindo o "rule of law", o Estado de Direito;
8) forma de argumentar agressiva em todos os lugares e mídias e tentativas de intimidação de opositores (v. Deputado Jean Wyllys).
Uma outra possível característica do totalitarismo brasileiro é aliança com o crime organizado do RJ, que matou a vereadora Marielle. Mas essa é uma hipótese a ser confirmada ou não.

SMJ (Procurador Federal)

Eududu (Advogado Autônomo)

É quase impossível não usar o modo de linguagem que vocês sempre usam e o único parecem entender...

Mais exemplos de "ad hominem"

SMJ (Procurador Federal)

"Procurador volatilizado". Confesso que achei engraçado mais esse título "ad hominem".

Vocês já notaram como os comentadores da extrema direita têm mania de nomear os outros nos títulos dos comentários? Até reclamam dos pseudônimos, porque devem supor que seria mais eficaz constranger as pessoas mencionando seus nomes. E depois choram as pitangas que os outros argumentam "ad hominem".

Aliás, bem vindo ao debate, Eududu, e obrigado por nos ter fornecido um perfeito exemplo da argumentação "ad hominem" que caracteriza os comentadores da extrema direita aqui no CONJUR.

Vocês estão se condenando, meus caros.

Eududu (Advogado Autônomo)

Afonso de Souza (Outros)

Sim, sei disso, mesmo assim, obrigado pelo alerta. Apenas acrescentaria que, em um ou outro caso, a "pessoa" não leva a sério as próprias palavras. Ou sequer fala por si mesma. São os tempos das "narrativas"...

Afonso de Souza (Outros)

Eududu (Advogado Autônomo)

Caro comentarista, aqui vai um alerta de quem já “anda” por aqui há algum tempo. As pessoas da turma a qual o senhor se referiu, além de se valerem de todo tipo de falácia que existe, ainda são adeptos fiéis à velha máxima “acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!”. E fazem isso na maior cara de pau mesmo.

Pode conferir nos artigos publicados durante as eleições. Os seus argumentos contra Bolsonaro, seu programa de governo e seus eleitores raramente foram além do “fascista”, “racista”, “homofóbico”, “reacionário”, “misógino”...

São pessoas perturbadas mental e moralmente. Além de serem extremamente presunçosos, como expôs o prezado Thiago Bandeira (Funcionário público) . São incapazes de realizar autocrítica e estão insuscetíveis à persuasão racional.

o "progressista" tem duas certezas

Thiago Bandeira (Funcionário público)

a primeira é que ele é moralmente superior (porque se arroga o defensor da igualdade, das minorias, enquanto quem dele discorda quer exclusivamente escravizar os pobrezinhos).

a segunda é de que ele é intelectualmente superior (pelo simples fato dele ser de esquerda).

"É difícil encontrar um progressista que ainda não tenha inventado uma nova "solução" para os "problemas" da sociedade. Com frequência, tem-se a impressão de que existem mais soluções do que problemas. 
A realidade, no entanto, é que vários dos problemas de hoje são resultado das soluções de ontem.
No cerne da visão de mundo da esquerda jaz a tácita presunção de que pessoas imbuídas de elevados ideais e princípios morais — eles próprios — sabem como tomar decisões para outras pessoas de forma melhor e mais eficaz do que estas próprias pessoas." Thomas Sowell (que certamente é um fascista, "pois não? Bingo!".)

Ao procurador volatilizado...

Afonso de Souza (Outros)

A falácia do espantalho é muito usada nesta coluna. Pelo colunista e por certos comentaristas que não se conformam com o resultado eleitoral recente.

Esclarecendo...

SMJ (Procurador Federal)

Não argumenta "ad hominem" quem discorda da ideia de alguém, ainda que "na sua cara". Argumentar "ad hominem" é atacar a pessoa que enuncia a ideia. Got it? É o que muitos fazem aqui com especial empenho quando pegam ao ar ao verem demonstrado que suas "razões" de extrema direita são falácias que facilmente se volatilizam. Exemplo de argumento "ad homimem": num júri, é comum o advogado começar a atacar a pessoa do promotor ("É rico, vive em outro mundo" etc), para desviar a atenção dos jurados da culpa do acusado. No ano passado, eu falava que debatedores aqui no CONJUR usavam esse expediente para livrar seu candidato do foco do julgamento político. Ele venceu e eles continuam usando essa prática, como o fazem agora comentando a fascistoide "Escola Sem Partido".

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Sr. André Santinho, incentivar que se cante o Hino não é "doutrinação". Por outro lado, se essa é mesmo uma preocupação do senhor, pode ajudar a evitar que venham a escrever o nome de nossa pátria com 'z', ou com alguma letra do alfabeto cirílico, por exemplo.

Escolas Militares estão Fora?

André Santinho (Advogado Assalariado - Previdenciária)

A pergunta título é simples. Se não seria permitida qualquer doutrinação política nas Escolas, creio que, dentre elas, se enquadrariam as Escolas Militares de todas as Forças Armadas de nosso Pais. Jamais seria permitida a exibição de nossa Banderia do Brasil, já que seria uma "doutrinação", cantar os Hinos Nacionais menos ainda, fazer "ordem unidada" também não, bater continência então, nem pensar, afinal, tudo isso é utilização de uma Escola (no caso das Militares, usado como exemplo). Imagine-se, nas diversas Escolas Religiosas (sérias ou não) existentes em nossa Amada Pátria Brasil (com "s", não com "z", como muitos ainda almejam que seja um dia escrita).
Um abraço a todos, que Deus nos abençoe e dê sanidade e esclarecimento aos membros de nosso Sistema Judicial, até porquê, a última porta em que podemos bater. Se ela cair, Deus nos acuda.
Inté.

SMJ (Procurador Federal).

Osvaldir Kassburg (Oficial da Polícia Militar)

Falando em Constituição, seria bom que as pessoas não se utilizasse do anonimato para atacarem os outros.
SMJ é o quê mesmo? Salvo melhor juízo?
De qualquer forma, obrigado por confirmar minha tese quanto ao argumentum ad hominem, a falácia de quem procura negar uma proposição atacando o autor da tese e não o seu conteúdo.
Pelo visto, Salvo Melhor Juízo e seus amigos acreditam que o marxismo, tamanha sua autocracia, tenha sequestrado o intelectualismo.
A intelectualidade passou a ser um atributo exclusivo dos seguidores da mais valia.
Ou seria o pseudo-intelectualismo?
A “modéstia” é, talvez, o grande atributo desse pessoal.
Carecem, no entanto, alguns, de hombridade para se identificarem em suas manifestações.
É a essa “intelectualidade” SMJ, que Nelson Rodrigues se referia ao dizer: “O que eu abomino é o idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes "É proibido proibir" e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores das proibições mais brutais.”

Liberdade de Cátedra

Sanconíaton (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

A decisão foi ativista. No entender da desembargadora, a liberdade de cátedra não albergaria "doutrinação político-ideológica", algo que o direito, a práxis, e a própria decisão não se ocupam em definir.

Lambança à parte, há um ponto que merece exame. A liberdade de cátedra é uma garantia - originalmente um privilégio (noutras eras) - contra a represália do estado e da autoridade. Ela não blinda o mestre das pressões sociais. Protege sua livre razão e ofício de penas que possam deles advir. O impede de ser queimado num auto de fé, o protege de turbas enfurecidas, mas não de olhares estreitos, comentários desairosos, e mesmo ostracismo público.

A liberdade de expressão e pensamento - dentro e fora da academia - não blinda ninguém da represália social. A Escola Sem Partido resta eivada de inconstitucionalidade precisamente por ser uma ingerência da autoridade pública na sala de aula, que malfere a liberdade de cátedra. Mas, salvo por questões de ordem contratual (entre o professor e a escola, e a escola e o aluno - no pertinente aos seus direitos de imagem), nada há de ilegal em propalar que o mestre "A", "B" ou "C" atua mais como missionário que como professor. Não entrarei no cerne moral - que renderia profunda discussão (e para o qual sou aderente da posição de Weber) - mas, ilegal, a priori, não é.

Caro procurador de quadrados

Afonso de Souza (Outros)

Pegue ar. Vai lhe fazer bem.

Caro Governador-Geral

SMJ (Procurador Federal)

"Vaia de bêbado não vale, vaia de bêbado não vale..." (Ai, nos dedos!). Não pegue ar. No hard feelings.

Ao procurador de quadrados (2)

Afonso de Souza (Outros)

Volte este seu último comentário para si mesmo. Cabe bem melhor.

Aos membros e simpatizantes do Partido Sem Escola

SMJ (Procurador Federal)

Galera da extrema direita não perde o hábito da campanha eleitoral: argumento "ad hominem" quando demonstrada a pobreza franciscana de suas "razões". Mas o ataque pessoal aos interlocutores com ideias diferentes, embora útil em eleições de caráter democrático duvidoso (principal adversário preso pelo atual Ministro da Justiça etc.), não ganha debate em periódico jurídico, ao invés apenas atrai antipatia e descrédito. Aqui há operadores do Direito e juristas, uns e outros profissionalmente empenhados em identificar falácias. Fica a dica, de um adversário político que não é inimigo.

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