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Ausente no básico, Estado brasileiro, inchado e capturado, entra em colapso

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Comentários de leitores

5 comentários

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

O Estado brasileiro arrecada de seus cidadãos cerca de 35% do PIB - talvez a maior carga tributária entre os países de renda média - e obtém resultados pífios. A questão então é não propriamente o tamanho do Estado, mas sim sua capacidade de alocar e gerenciar os recursos.

Síntese do descalabro estatal

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

O papel do Estado - se define fundamentalmente por sua capacidade institucional de garantir o respeito aos direitos e garantias individuais, sobretudo a vida e a dignidade das pessoas.

Porém, no estatismo, configuramos o Estado paquidérmico e inepto [improper state – ADAM SMITH] – corrupto, ineficiente, injusto, contrário as regras da livre economia [só funciona livre - o mercado do crime], dos bons costumes e sem uma economia racional temos preços distorcidos [alguns são os mais elevados do Planeta], transporte e infra estrutura deficientes, elevada carga de impostos [extorsão tributária], além da ameaça permanente de novos tributos ou ‘contribuições sociais’,– sendo extremamente difícil a competição e o sucesso de empreendimentos honestos.

Adenaus, para o pensamento liberal o ‘Estado mínimo, não é sinônimo de Estado frágil’, o Estado deve ter limites em sua ação como meio para garantir o espaço de liberdade ao “indivíduo”, resumindo contra a “apoteose” hegeliana e “filisteia” do Estado.

Fim em si mesmo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Atualmente, o Estado brasileiro vem existindo para satisfazer aos interesses pessoais de seus agentes, e nada mais. Servidores infindáveis, vencimentos estratosféricos, alto padrão de vida entre os servidores, viagens, casas confortáveis, automóveis de luxo. Mas uma péssima qualidade do trabalho.

Bom senso

Dr. Marco Seixas (Advogado Autônomo - Civil)

Nesses tempos onde maldizer a eficiência e tamanho do Estado virou moda, é preciso não cair na falácia oportunista de alguns grupos econômicos.

Nos países europeus (e até no EUA) as regulamentações e a fiscalização do Estado são fortes e implacáveis, com quem quer que seja, ricos ou pobres.

No entanto, aqui no terceiro mundo, a quem será que interessa o enfraquecimento do Estado? Quem irá lucrar com as desregulamentações e flexibilizações?

Numa sociedade onde historicamente todos usufruem de alguma forma do "jeitinho" e da burla aos regulamentos, pensar num Estado menor seria pensar num caos ainda maior...

Auto-hipnose

Epilef (Estudante de Direito)

"Contra a tese genérica de que o Estado brasileiro é grande demais, a evidência dramática dos fatos sugere exatamente o contrário: faltam fiscais[2]; falta investimento suficiente para conter a depreciação[3] de pontes, viadutos[4], rodovias, museus[5] etc.; falta adequada cobertura vacinal[6]; faltam médicos de saúde da família[7]; faltam professores bem formados e valorizados[8]; faltam vagas em creches[9] ..."

Como é possível a pessoa escrever isso sem perceber a autocontradição?

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