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CASO DA EX-BRASILEIRA

Júri do julgamento de Claudia Sobral se reúne para deliberar veredicto

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Nesta quinta-feira (24/1), começa o júri do julgamento de Claudia Sobral, em Ohio (EUA), com as deliberações sobre a tipificação da culpa da ex-brasileira pelo assassinato de seu marido, Karl Hoerig, em 2007. O veredicto deverá ser “culpada”, porque a hipótese de “não culpada” (ou inocente) não está na mesa.

A diferença é que a acusação quer que Claudia (Claudia Hoerig, nos EUA) seja condenada por homicídio qualificado, porque o crime teria sido premeditado. A defesa, por sua vez, quer que ela seja condenada por homicídio simples ou privilegiado (sob violenta emoção).

Na quarta-feira (23/1), o promotor e o defensor público de Claudia fizeram suas alegações finais, que duraram pouco mais de meia hora cada uma. As alegações do promotor se concentraram, principalmente, na premeditação do crime. A defesa se concentrou, acima de tudo, em descaracterizar a premeditação e defender a tese de que ela matou o marido em um acesso de raiva.

A defesa também alegou que ela comprou a arma do crime porque pretendia se matar — e não matar o marido. Mas ela perdeu a cabeça quando o marido disse a ela para ir se matar no porão, para não sujar de sangue suas pinturas na parede.

O promotor Chris Becker lembrou os jurados de que ela comprou a arma com 48 horas de antecedência e, em seguida, fez um treinamento de tiro ao alvo — um treinamento desnecessário para quem pretendia cometer suicídio.

Ele também mostrou aos jurados uma prova forte para derrubar a tese do suicídio. Claudia comprou, além da arma, uma mira a laser, por pouco mais de US$ 230. “Para que você precisa de uma mira a laser se vai encostar o revólver na cabeça ou enfiá-lo na boca para se matar?”, perguntou.

O defensor público John Cornely não explicou bem o caso da mira a laser, mas insistiu que ela comprou a arma para cometer suicídio. E apresentou o que seriam algumas provas da intenção de Claudia de se matar — e não de matar Karl Hoerig.

Entre outras coisas, ele citou o fato de que, antes do dia do assassinato de Karl, ela retirou US$ 9,9 mil de sua conta bancária e mandou para a família no Brasil — uma coisa que ela não precisava fazer se a intenção fosse matar o marido e fugir para o Brasil.

Outro fato importante, segundo ele, foi que Claudia não adquiriu passagens aéreas com antecedência, se o plano era matar o marido e fugir para o Brasil. Em vez disso, ela teve de conseguir passagens aéreas em cima da hora, de Ohio para Nova York e de Nova York para o Brasil. No caso, Claudia viajava com passagens baratas, porque Karl Hoerig era aviador. Mas só podia embarcar se sobrassem lugares no avião.

Na terça-feira (22/1), Claudia testemunhou em sua defesa, inquerida por seu advogado. Em seguida, submeteu-se à inquirição cruzada da Promotoria. Vídeos das alegações finais e dos testemunhos de Claudia podem ser vistos abaixo.

Alegações finais do promotor Chris Becker:

Alegações finais do defensor público John Cornely:

Testemunho de Claudia, inquirida por seu advogado:

Inquirição cruzada de Claudia pelo promotor:

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 24 de janeiro de 2019, 10h28

Comentários de leitores

1 comentário

A sentença

O IDEÓLOGO (Outros)

a reconhecerá como culpada. Não tem outra solução.

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