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"Prejudica os trabalhadores"

Partido anuncia que vai apresentar emendas à reforma da Previdência

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Horas depois de o governo enviar ao Congresso o projeto de reforma da Previdência, o partido Solidariedade anunciou que fará emendas ao texto. O anúncio foi feito pelo presidente da sigla, o deputado Paulinho da Força (SD-SP). O projeto de reforma, uma proposta de emenda à Constituição, foi entregue nesta quarta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Reforma da Previdência do governo é "muito dura", diz Paulinho da Força

As emendas não estão prontas. Mas Paulinho da Força afirma que vários itens da reforma prejudicam os trabalhadores. “As regras do governo são muito duras. A idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres forçam as pessoas a trabalhar entre 46 e 49 anos para se aposentar, sendo que em muitos municípios e em vários estados a expectativa de vida não ultrapassa 60 anos”, afirma.

Em relação ao trabalho rural, o deputado explica que o homem do campo merece atenção especial. “Sabemos que ele trabalha duro e envelhece mais cedo e dificilmente conseguirá receber o benefício com essa proposta do governo. O tempo de transição de 12 anos faz com que os trabalhadores que foram contratados em um sistema sejam incluídos em um outro regime que vai prejudicá-los, obrigando-os a trabalhar por mais tempo”, defende.

 Outro ponto que o deputado critica é a idade igual para professoras e professores. “Sabemos que as mulheres trabalham mais e, muitas vezes, têm até três jornadas.” De acordo com a proposta, os professores terão redução de cinco anos na idade, desde que comprovem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 20 de fevereiro de 2019, 18h00

Comentários de leitores

1 comentário

Reforma ou ônus

Amambai (Advogado Assalariado - Civil)

Mais uma reforma para tirar renda do trabalhador. Os servidores públicos, civis e militares, os que realmente arrombam os cofres públicos vão continuar com todos os privilégios.

O teto de benefícios tem de ser o mesmo para o público e privado.

Essa reforma é mais uma enganação, aumentam um percentual nas contribuições dos funcionários públicos, os governos dão um aumento para compensar e, tudo bem, e o déficit continua, ou melhor, o ônus será totalmente arcado pelo trabalhador privado.

Quem produz a riqueza ganha até 5 mil e quebrados e os funcionários públicos, 39 mil, 50 ou 500 mil por mês.

Os privilégios para os que se consideram elitizados e os que produzem a riqueza, inclusive os impostos, o ônus.

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