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"Lá vem o juiz"

"Moro é celebridade num governo de civis quase racionais", diz revista

"Moro é uma celebridade em um governo lotado de militares e civis sem experiência ou quase racionais." A análise é da revista britânica The Economist, que publica um perfil do ministro da Justiça, Sergio Moro, na edição desta semana. Para a publicação, a ida de Moro para o governo de Jair Bolsonaro (PSL) para ocupar um superministério é um risco, "tanto para sua reputação quanto para o Brasil".

Bolsonaro precisa mais da fama de Moro que o contrário, diz Economist
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

De acordo com a revista, Bolsonaro precisa mais da popularidade de Moro que o contrário. O ex-comandante da "lava jato" seria a grife que controlaria Bolsonaro, que já mostrou não ser grande apreciador da lei, no entendimento da Economist.

O texto destaca que a nomeação de Moro foi arriscada para ele e para o país. Antes mesmo de o presidente se recuperar de uma cirurgia, Moro anunciou um pacote de medidas "anticrime", criticado por abrir precedentes para que a polícia brasileira mate ainda mais. 

A revista avalia, no entanto, que os principais desafios de Moro são mais complexos do que o projeto. O combate à criminalidade, afirma, "envolve mais do que leis mais duras. É necessário melhorar o policiamento e trabalhar junto às comunidades nas favelas". O presidente, no entanto, não parece interessado nesses "preciosismos", ainda de acordo com a Economist.

A revista lembra que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente, está envolvido em suspeitas de corrupção e teve o nome ligado a milícias no Rio de Janeiro. 

Revista Consultor Jurídico, 14 de fevereiro de 2019, 21h08

Comentários de leitores

10 comentários

Quem se importa

Ivo Lima (Advogado Assalariado)

com o que esse panfleto ideológico tem a dizer sobre o Moro?

Racional

O IDEÓLOGO (Outros)

"A matriz teórica de Hegel foi sem dúvida o criticismo kantiano , criando um racionalismo diferenciado representando um verdadeiro marco intelectual da modernidade.
Destaca-se também o realce conferido por Hegel à Revolução Francesa que teve a grande influência na reestruturação das relações humanas da época.
Hegel foi o primeiro pensador a ter consciência completa de que a modernidade haveria de se tornar objeto de reflexão e justificação e o contexto da modernidade( definido pela trama da Revolução Francesa, o Iluminismo e da Reforma).
A Filosofia do Direito de Hegel passará, então, a representar um desafio no sentido dos indivíduos, entre a ordem e a liberdade, com vistas na construção de uma estrutura institucional sendo simultaneamente funcional e ética(onde há a proteção das liberdades individuais uma das maiores conquistas da modernidade).
"O que é real é racional, o que é racional é o real", é a máxima do idealismo racional hegeliano. Todo real só é real pois é conhecido por um sujeito que lhe identifica como real, e, nessa medida, aquilo que já foi conhecido, já se tornou racional.
Só conhecemos, o que se converte em pensamento. O ser para o idealista, é uma idéia, é um ser pensado (https://www.monografias.com/pt/trabalhos904/hegel-direito/hegel-direito2.shtml).

Moro

Ivete Maria Caribé da Rocha (Advogado Autônomo)

Moro só é celebridade para quem não leu suas decisões e não entendeu os seu propósitos torpes de colaborar na entrega das riquezas naturais e das grandes empresas do Brasil ao capital internacional e ferir mortalmente o sistema de justiça e a soberania do País!

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