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Mercado de trabalho

"Atingida pela crise econômica, advocacia vive momento de empobrecimento"

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Comentários de leitores

4 comentários

Profissional liberal

Mauricio1975 (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Advogado é profissional liberal. Piso salarial?? Que salário?? Advogado vive de honorários. Pra delimitar valores existe a tabela. E o grande número de advogados sem mercado é fruto do pensamento obscuro dos anos 1990 de criar uma sociedade de pensadores jurídicos que não pensam. Era óbvio que a enxurrada de bacharéis em direito não encontraria mercado de trabalho facilmente.

O Advogado tem que ser REALISTA.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Gostei da ponderada entrevista, embora possa dela divergir em vários aspectos. Mas acho que, o principal, é registrar que NÃO é só no Brasil que o Advogado perdeu a majestade que sempre imaginou ter. O fato de lidarmos com a Lei, e, antes dela, de necessitarmos conhecer consistentemente o FATO SOCIAL, ECONÔMICO, TÉCNICO e FINANCEIRO que lhe deu origem, NÃO NOS faz "principe" e, menos ainda, "imperador". Somos, tanto quanto os demais profissionais, CIDADÃOS com leitura e estudo, muitas vezes bem insuficiente, para lidarmos com os princípios e as normas constantes dos instrumentos que FAZEM o DIREITO. Um dos principais problemas da ADVOCACIA é que NÃO nos convencemos que temos, com nosso CLIENTE, um CONTRATO de PRESTAÇÃO de SERVIÇOS. E, se nosso Cliente quer ganhar sempre, NÓS não temos o direito de lhe assegurar a VITÓRIA, mas fazer os nossos melhores esforços, se aceitarmos o patrocínio, para que ele seja vitorioso. Um exemplo que avilta nossa atividade tivemos recentemente com o caso VALE. Alguns Colegas disseram que gostariam de ser advogados da VALE, porque GANHARIAM as demandas que seriam propostas. Mas quem poderia "brigar", para ganhar, contra uma RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA? Quanto a valor das demandas, não discuto que se poderia discutir, mas NÃO contra a RESPONSABILIDE. E o Cidadão brasileiro JÁ ESTÁ compreendendo isso. Assim fui um dos poucos que encontrou na ARBITRAGEM um bom caminho para a VALE. Mas NÓS, a maioria, NÃO QUEREMOS nem saber dela, porque seria se sentir "derrotado"! Absurdo! Quanto à TRANSPARÊNCIA, é mister que nos submetamos ao TRIBUNAL de CONTAS. Nossa contribuição só é privada enquanto NÃO A PAGAMOS. Mas, PAGA, ela se torna PÚBLICA, dada a natureza COMPULSÓRIA de nossa RELAÇÃO com a ORDEM dos ADVOGADOS!

Presidente da OAB-AM é Contra a Democracia Interna na OAB

Rogério Guimarães Oliveira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Nenhuma pergunta na entrevista e, claro, nenhum comentário do presidente seccional sobre o erro histórico da OAB Nacional, ao apoiar o golpe do impeachment contra a democracia e contra o Estado de Direito, em 2016. Nem sobre a Ordem ter sido motivo de deboche por Eduardo Cunha, logo depois, em rede nacional de TV.

Por outro lado, a depender do entrevistado, jamais haverá democracia interna na OAB. No sistema atual - que ele defende -, a eleição das representações nos Estados é feita por "chapas", sistema arcaico, próprio de grêmios estudantis, em que aquele que vence "leva" todos os cargos executivos e todo o Conselho Deliberativo da seccional, além de todos os representantes no Conselho Federal. Não há proporcionalidade de pensamento e de ideias nas seccionais!

Ou seja, na OAB, os 1,1 milhão de advogados brasileiros, que deveriam formar a categoria mais culta e preparada para exercer a democracia, não votam nos conselheiros estaduais, nem nos federais, individualmente, nem no Presidente nacional, mas apenas no presidente do seu Estado.

Posteriormente, por expedientes que se formam neste sistema arcaico de "chapas", é um Conselho Federal não eleito diretamente que escolhe o Presidente Nacional da OAB.

A OAB precisa recuperar o espaço político-institucional e a confiança que um dia já desfrutou junto à sociedade. É assim que vai obter a sonhada valorização da categoria. Para isso, precisa urgentemente democratizar seu sistema interno de representação, reformando-o. E acabar com os cartórios e com a política de grupos que predomina nas seccionais. Será através do efetivo exercício interno da democracia que os advogados brasileiros poderão ter voz efetiva, num cenário instável de perdas de direitos dos cidadãos que instalou-se no país.
Smj.

Falta de ação da oab

Frederico Peres (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

A crise econômica vivida pela advocacia tem vários fatores, mas o principal dela é o aviltamento dos honorários advocatícios praticados pelos próprios colegas (se podemos dizer assim). A OAB não faz o papel fiscalizador, mesmo tendo conhecimento de tais situações e, ainda pior, grandes escritórios, que deveriam ser um norte para a advocacia têm a capacidade de pagar miseráveis valores ao contratar outros advogados. Portanto, a responsabilidade é maior por parte da própria OAB que, ao invés de proteger a classe, se tornou um antro de vaidades.

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