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Medida ilegal

Defesa diz que prisão no caso dos hackers é para forçar delação

A defesa de Thiago Eliezer Martins do Santos, preso preventivamente na investigação que apura a invasão de celulares de autoridades, afirma que a manutenção da prisão preventiva é ilegal e tem como objetivo forçá-lo a fazer acordo de delação.

A defesa é feita por Thiago Vitor dos Santos Batista e agora também por Philipe Benoni, que passou a integrar a defesa de Eliezer após a homologação do acordo de colaboração premiada feito por Luiz Henrique Molição, investigado que também estava preso preventivamente e foi solto após a delação.

Thiago Eliezer é acusado de ser o mentor do grupo que invadiu os celulares das autoridades, dentre elas o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o atual ministro da Justiça, Sergio Moro. A defesa, no entanto, nega que ele tenha participado dos crimes.

Segundo a defesa, depois de seis meses de investigações, não se encontrou nada de relevante em relação ele e absolutamente nada que justifique a manutenção da prisão preventiva. Nem mesmo as perícias feitas até o momento, afirmam os advogados, conseguiram demonstrar a invasão de dispositivos de autoridades públicas por parte de Thiago Eliezer.

"Percebe-se que estão utilizando a mesma estratégia ilegal de se manter preso para forçar uma delação. Inclusive, foi encontrado uma escuta clandestina dentro da cela do nosso cliente, que está sendo alvo de investigação pela corregedoria e será objeto de perícia particular", afirmam os advogados.

A soltura imediata de Molição após o acordo, inclusive, é apontada pela defesa de Eliezer para comprovar a ausência de pressupostos legais para manutenção da prisão. "Tal fato evidencia a absoluta ausência de necessidade que justifique a necessidade da prisão. Ao final, temos certeza que será comprovada a inocência do nosso cliente", afirmam os advogados.

Revista Consultor Jurídico, 10 de dezembro de 2019, 19h35

Comentários de leitores

4 comentários

Palhaçada digital

Gilberto Serodio Silva (Bacharel - Civil)

Sérgio Moro e Lava Jatos foram alvo de espionagem nos moldes explicados por Edward Snowden. Tecnologicamente estúpido que aqueles Hackers "Tabajara" invadiram por três anos, centena de celulares, extraíram as conversas e depois, concatenaram, sincronizaram e indexaram por dia, hora, interlocutores, assunto etc. Argumento idiota. Basta ir nos Servidores do Telegram, que assim como do WhatsApp, retém e armazenam todas as mensagens, anexos, áudios e conversas de voz, cronologicamente sem repúdio, sem criptografia e sem proteção de Firewall. Da mesma forma o Telegram e WhatsApp tem os seus dados pessoais e de seus contatos, o que você autoriza tacitamente quando baixa e usa o App - LEIAM O TERMO DE USO - sim eles estão a margem da Lei Geral de Proteção de Dados e Marco Civil da Internet, mas, são supostamente "grátis", mas não são, a "fatura" dolorosa de Sergio Moro e Lava Jatos, foi entregue e está sendo executada pela liquidez, certeza e exigibilidade. O que mias dá trabalho na espionagem? Localizar e delimitar mensagens e conversas de Sérgio Moro e Lava Jatos. Depois, é preciso grande capacidade computacional para fazer download, indexar e disponibilizar para consultas em Dashboard as mensagens, como tudo indica The Intercept tem, recebeu pronto. hackers uma ova. Sérgio Moro e Lava Jatos foram vítimas da soberba, arrogância e ingenuidade deles mesmos, mas. O que me pergunto é: como a PF não os avisou? Eu hem?!Até agora não vi nenhuma mensagem da PF, se existe, não tem nenhuma ilegalidade de conteúdo. Prováveis suspeitos: Russos, Chineses e os USA, o criador destrói a criatura psicopata gananciosa de poder, que criou para se apoderar do Pré Sal, sem Porta Aviões! "Engana todos durante algum tempo, não todos durante todo tempo". A. Lincoln. kkkk

Medo?

acsgomes (Outros)

Quem tem medo da delação dos hackers?

O Estado não tem mais limites

Rodrigo P. Martins (Advogado Autônomo - Criminal)

O ponto em que nos encontramos, só haverá uma solução com intervenção legislativa.

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