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Acordo coletivo

AGU busca poupadores que foram prejudicados por planos econômicos

A Advocacia Geral da União costurou um acordo coletivo para indenizar brasileiros que tinham poupança entre as décadas de 1980 e 1990 e, de alguma forma, se sentiram prejudicados pelos sucessivos planos econômicos daquele período.

Mais de 95 mil poupadores já aderiram ao acordo coletivo e R$ 1,4 bilhão já foi pago
Jakub Krechowicz

O prazo para aderir ao acordo que engloba, por exemplo, os planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991) termina em março de 2020.

A AGU tem trabalhado para explicar os termos do acordo para poupadores e assim encerrar disputas judiciais. Na última quarta-feira (4/12), o adjunto do advogado-geral da União, Fabrício da Soller, se reuniu com representantes dos signatários do acordo e com a OAB para solicitar contatos dos representantes jurídicos de poupadores para que a Federação Brasileira de Bancos possa se comunicar com eles.

Já aderiram ao acordo 95 mil poupadores. O número representa R$ 1,4 bilhão já pago aos prejudicados com os planos econômicos que acionaram a Justiça.

Clique aqui para saber mais sobre como aderir ao acordo coletivo

Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2019, 21h46

Comentários de leitores

1 comentário

Acordo aviltante!

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

O acordo representa um pagamento que, em regra, não alcança 18% do valor devido. Pelo que se vê, o STF encarregou-se de não julgar assunto trivial (pode ou não uma mudança de critério de correção monetária retroceder no período mensal iniciado) para, após 27 anos dos fatos, auxiliar na coação dos poupadores a firmarem acordo que lhes é plenamente desfavorável. É o poder público (os seres humanos que o operam) curvando-se ao poder econômico dos bancos.

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