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Homicídio qualificado

Juíza do Rio aceita denúncia e PM vira réu por atirar na menina Ágatha Felix

A juíza Viviane de Faria, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, aceitou denúncia contra o policial militar Rodrigo José de Matos Soares por homicídio qualificado. Ele é acusado de matar a menina Ágatha Felix, de 8 anos, durante operação da PM no Complexo do Alemão em setembro.

ReproduçãoVítima de ação da PM no Rio, Ágatha Felix morreu aos 8 anos

Na decisão desta quinta-feira (5/12), a juíza suspendeu o porte de arma de fogo do agente e determinou o afastamento das ruas. As informações são da Folha de S. Paulo.

A magistrada acolheu ainda o pedido da denúncia do Ministério Público fluminense para que o PM fique proibido de ter contato com as testemunhas e compareça ao juízo.

Versão contestada
Ágatha morreu em decorrência de uma bala perdida. A criança foi atingida enquanto estava no banco de trás de uma Kombi, acompanhada da mãe.

Investigação da Polícia Civil aponta que não havia nenhum tiroteio no momento da morte da criança e que a bala que atingiu a menina saiu do fuzil do acusado.

A perícia também contesta a versão dos policiais de que eles teriam revidado a tiros disparados por uma dupla de criminosos em uma motocicleta, que passava pelo local.

Revista Consultor Jurídico, 8 de dezembro de 2019, 17h23

Comentários de leitores

1 comentário

Decisão acertada

Roberto Locatelli (Outros)

É preciso que os integrantes da PM saibam que serão responsabilizados por balas "perdidas" quando atiram em "suspeitos" em locais com movimento de pessoas. Eles não podem se comportar como se estivessem num filme de ação de Hollywood. Aliás, nesses filmes, a morte é banalizada.

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