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Eleição de direção

Com votação virtual, TJ-SP elege novo presidente nesta quarta-feira

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Com votação virtual pela primeira vez na história, o Tribunal de Justiça de São Paulo escolherá um novo presidente para o biênio 2020-2021 nesta quarta-feira (4/12). Também serão eleitos vice-presidente, corregedor-geral de Justiça, presidentes das Seções de Direito Público, Privado e Criminal, além da cúpula da Escola Paulista da Magistratura.

ReproduçãoEleição para direção do TJ-SP, em ambiente virtual, ocorrerá nesta quarta-feira (4/12)

A votação em primeiro turno começa à meia-noite e vai até o meio-dia. Os votos serão computados logo em seguida. Se houver necessidade, o segundo turno ocorrerá das 13h às 16h. A eleição será pela internet, com objetivo de reduzir a abstenção. Haverá terminais no Palácio da Justiça para quem preferir votar presencialmente. 359 desembargadores participarão do pleito.

Os candidatos fizeram uma campanha discreta, entre os gabinetes, sem debates públicos. De qualquer forma, desembargadores projetam uma disputa imprevisível, principalmente à presidência. Entre os três candidatos, dois despontam como favoritos: o atual vice-presidente Artur Marques e o corregedor Pinheiro Franco. A aposta é de que haverá segundo turno.

É consenso, entre fontes ouvidas pela ConJur, que os dois candidatos têm currículos de peso e são respeitados por seus pares. O trabalho de Pinheiro Franco à frente da Corregedoria vem sendo muito elogiado e o credencia a ocupar a presidência. Já Artur Marques é considerado carismático e com habilidade política para administrar o tribunal.

Prioridades da próxima gestão
Entre as prioridades do próximo presidente, segundo muitos desembargadores, estão investimentos na informatização do tribunal e em novas tecnologias, tais como armazenamento em nuvem e inteligência artificial.

Para o desembargador Percival Nogueira, o novo comandante do TJ-SP também terá que lidar com sérias questões orçamentárias. “Há muitos anos o tribunal tem essa dificuldade, encaminha uma proposta orçamentária e o governo do estado corta quase metade. Isso dificulta muito”, disse.

Na opinião do desembargador Décio Notarangeli, o maior desafio da nova gestão será dar continuidade ao processo de melhorias da prestação jurisdicional. “O nosso produto é destinado ao contribuinte e ele merece o que de melhor o tribunal pode oferecer, com rapidez e celeridade. O cidadão é merecedor de toda essa atenção”, disse.

Veja a lista completa de candidatos:

Presidência
Artur Marques da Silva Filho        
Geraldo Francisco Pinheiro Franco
Carlos Henrique Abrão

Vice-Presidência
João Carlos Saletti
Renato Sandreschi Sartorelli
Luis Soares de Mello Neto
Luiz Fernando Salles Rossi
Dimas Borelli Thomaz Júnior

Corregedoria-Geral da Justiça
Mário Devienne Ferraz
Carlos Eduardo Donegá Morandini
Ricardo Mair Anafe

Presidente da Seção de Direito Público
Ricardo Cintra Torres de Carvalho
Paulo Magalhães da Costa Coelho

Presidente da Seção de Direito Privado
José Henrique Arantes Theodoro
Dimas Rubens Fonseca

Presidente da Seção de Direito Criminal
Guilherme Gonçalves Strenger
Walter da Silva

Escola Paulista da Magistratura

Chapa: Luís Francisco Aguilar Cortez
Diretor: Luís Francisco Aguilar Cortez
Vice-Diretor: Milton Paulo de Carvalho Filho
Seção de Direito Privado: Renato Rangel Desinano
Seção de Direito Privado: Dácio Tadeu Viviani Nicolau
Seção de Direito Público: Moacir Andrade Peres
Seção de Direito Público: Luciana Almeida Prado Bresciani
Seção de Direito Criminal: Fernando Antonio Torres Garcia
Seção de Direito Criminal: Adalberto José Queiroz Telles de Camargo Aranha Filho
Juiz de entrância final: Manoel Luiz Ribeiro

Chapa: João Batista Amorim de Vilhena Nunes
Diretor: João Batista Amorim de Vilhena Nunes
Vice-Diretor: Roque Antonio Mesquita de Oliveira
Seção de Direito Privado: José Carlos Costa Netto
Seção de Direito Privado: Carlos Alberto de Campos Mendes Pereira
Seção de Direito Público: Ricardo Henry Marques Dip
Seção de Direito Público: Vera Lucia Angrisani
Seção de Direito Criminal: Newton de Oliveira Neves
Seção de Direito Criminal: Miguel Marques e Silva
Juiz de entrância final: Guilherme Ferreira da Cruz

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2019, 17h44

Comentários de leitores

2 comentários

Votação eletrônica

Advogado José Walterler (Advogado Autônomo - Administrativa)

Parabéns ao TJSP por essa ideia PIONEIRA. Enquanto membro da maçonaria, inspirar-me-ei nessa OUSADA iniciativa para apresentar projeto no sentido de que, as votações em minha Oficina sigam essa linha, inclusive para aprovação de ATAS e outros decisuns importantes, medida que GARANTE a participação de todos os Obreiros. Inclusive, irei apresentar essa mesma proposta no condomínio aonde resido. Maravilha. José Walterler dos Santos Silva. NATAL-RN.

Com votação virtual, TJ-SP elege novo presidente.

Renato Adv. (Advogado Autônomo - Civil)

CONJUR:
Com votação virtual, TJ-SP elege novo presidente nesta quarta-feira.
O TJ-SP sai na frente, e com absoluta certeza é e será o pioneiro em mostrar que qualquer eleição para que seja for, pode ser realizada com e ou em votação Virtual.
Vai ser uma aula magna que o Brasil vai ter, pois, essa medida poderá ser o Projeto Piloto para as futuras eleições no Brasil.
É de se ficar imaginando qualquer cidadão poder votar de sua casa se assim o desejar, aproveitando o que de melhor a tecnologia possa oferecer, mesmo que estamos cansados de votar em maioria de políticos que muito ganham e pouco ou nada fazem, a exemplo da vergonhosa situação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com seus funcionários “Fantasminhas” tendo uma delas com residência nos EEUU, mas isso é assunto de ordem penal a ser resolvido.
O que Interessa mesmo é o Pioneirismo do TJ-SP, ensinando aos governos e demais órgãos da justiça, fazer uma eleição verdadeiramente democrática.
Parabéns aos TJ – SP, pela Iniciativa.
Renato Carlos Pavanelli.

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