Consultor Jurídico

Notícias

Práticas reconhecidas

Projeto de adoção segura vence prêmio da Amaerj de direitos humanos

O projeto Adoção Segura, de Maringá (PR), foi o vencedor do 8º Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos na categoria Trabalho de Magistrados. A premiação aconteceu nesta segunda-feira (2/12), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

"A nossa Amaerj publicamente manifesta o seu apreço aos direitos humanos e reafirma o compromisso de preservar a memória de Patrícia Acioli, nossa juíza querida, amiga, que foi covardemente assassinada no exercício do seu ofício", disse Renata Gil, presidente da Amaerj Divulgação/Amaerj

Presidente da Amaerj e presidente eleita da Associação dos Magistrados Brasileiros, Renata Gil, destacou que o objetivo do prêmio é “trazer luz para as pessoas que precisam ser enxergadas pela sociedade”.

Ao todo, foram 18 trabalhos premiados em quatro categorias. Em Reportagens Jornalísticas venceu a série de reportagens A invasão, publicada pelo jornal Extra. Na categoria Práticas Humanísticas, o vencedor foi o projeto Nossa Escola é em Todo Lugar, do Instituto Camará Calunga. E em Trabalhos Acadêmicos, o primeiro lugar ficou com o trabalho Piquiá em Açailândia – MA: A luta pelos direitos humanos e a conquista do reassentamento coletivo, de Idayane da Silva Ferreira e Roseane Arcanjo Pinheiro.

Com objetivo de homenagear a memória da juíza Patrícia Acioli — assassinada em 2011 — e dar continuidade à luta da magistrada em prol da dignidade humana, a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro criou, em 2012, o Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos.

A premiação tem o intuito de promover um mergulho no amplo universo dos Direitos Humanos e Cidadania, através do fortalecimento do diálogo entre o Judiciário e a sociedade.

Presente no evento, o atual presidente da AMB, Jayme de Oliveira, destacou a importância do Judiciário na proteção aos direitos humanos. “Quem garante a efetividade dos direitos é o Poder Judiciário. Juízes já tiveram as suas garantias suspensas na ditadura. Quem não se recorda disso, não sabe o que isso significa. Não há direitos humanos se não tiver quem os garanta. E não há Poder Judiciário sem existir democracia. O valor maior hoje que precisamos defender é a democracia brasileira e as instituições do Brasil para que as pessoas não morram pelo seu trabalho e por suas ideias.”

Veja os premiados na 8ª Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos:

Trabalho dos Magistrados
1º – Projeto Adoção Segura
Autores: Robespierre Foureaux Alves e José Cândido Sobrinho  
2º – Programa Flor de Lótus
Autores: Elen de Freitas Barbosa, Márcia Miranda, Paulo C. Luciano, Hortencia Barros e Cristiane Barbosa 
3º – Projeto Adoce: Acordos após ingestão de Dextrose Observados em Conciliações Judiciais (processuais) e Extrajudiciais (pré-processuais)
Autora: Aline Vieira Tomás Protásio
Reportagens Jornalísticas
1º – A invasão
Autor: Rafael Soares
Veículo: Jornal Extra
2º – A lama que queima: compradora de minério da Vale faz vítimas no interior do Maranhão
Autora: Thais Lazzeri
Veículo: ONG Repórter Brasil
3º – Brutalidade que os laudos não contam
Autor: Caio Barreto Briso
Veículo: Revista Piauí
Menção Honrosa – Sem direitos: o rosto da exclusão social no Brasil
Autores: Adriana Barsotti, Catarina Barbosa, Edu Carvalho e Carolina Moura
Veículo: Projeto Colabora
Menção Honrosa – A Besta
Autores: Henrique Beirangê e coautores
Veículo: RecordTV
Práticas Humanísticas
1º – Nossa Escola é em Todo Lugar
Autores: Instituto Camará Calunga e João Carlos Guilhermino da Franca
2º – Projeto Brasileirinho
Autoras: Vânia Aparecida Silva Corrêa Pinto e Jacqueline Campos Rangel
3º – Projeto Luz & Autor em Braille
Autora: Dinorá Couto Cançado
Menção Honrosa – Projeto Refúgio, Migrações e Hospitalidade
Autores: Jose Antonio Peres Gediel e Tatyana Scheila Friedrich
Menção Honrosa – Projeto Papo na Obra: construindo a paz no lar
Autoras: Maria do Amparo de Sousa Paz, Cynara Maria Cardoso Veras Alves e Núbia de Caldas Brito Pereira
Trabalhos Acadêmicos
1º – Piquiá em Açailândia – MA: A luta pelos direitos humanos e a conquista do reassentamento coletivo
Autoras: Idayane da Silva Ferreira e Roseane Arcanjo Pinheiro
2º – Das Fake News aos discursos de ódio: uma análise à luz da Constituição Cidadã nas mídias sociais
Autora: Bruna de Souza Elias
3º – Quem tem medo do lobo mau? O direito à proteção da terra indígena
Autora: Natália Caye Batalha Boeira
Menção Honrosa – O protagonismo cor de rosa nos espaços de decisão política no estado do Rio de Janeiro
Autora: Lígia Silva de Sá
Menção Honrosa – Conscientizar para educar: a acessibilidade atitudinal como ferramenta de transformação social
Autora: Deborah Maria Prates Barbosa

Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2019, 11h10

Comentários de leitores

1 comentário

Ajude-nos abolir o trab. análogo escravidão moderna da OAB

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista e abolicionista contemporâneo.O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso. (Darcy Ribeiro). Meu nobre e saudoso conterrâneo Luiz Gama foi declarado por lei PATRONO DA ESCRAVIDÃO, por ter defendido 800 escravos. A escravidão foi a abolida há 131 anos mais até hoje as pessoas são tratadas como para delas tirarem proveitos e econômicos. Refiro -me a escravidão moderna da OAB. Por isso continuo lutando pelo fim dessa escravidão moderna da OAB e em respeito ao primado do trabalho e a dignidade da pessoa humana rumo resgatar e inserir no mercado de trabalho cerca de quase 400 mil CATIVOS ou escravos contemporâneo da OAB devidamente qualificados pelo Estado MEC jogados ao banimento, sem direito ao primado do trabalho, num verdadeiro desrespeito a dignidade da pessoa humana. Alô Fundação Albert Nobel! Assim como Martin Luther King ganhador do Prêmio Nobel, "I HAVE A DREAM" (EU TENHO UM SONHO): Abolir urgente a escravidão moderna no Brasil e oxalá ser o 1º brasileiro a ser galardoado com o Prêmio Nobel. Ensina-nos Martin Luther King: "Na Nossa sociedade privar o homem do emprego e meios de vida equivale psicologicamente a assassiná-lo. " Segundo o Egrégio STF, “A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo” (…) O grifo é meu.

Ver todos comentáriosComentar