Consultor Jurídico

Boca do caixa

Por risco sistêmico, "lava jato" preferiu fazer acordos a investigar bancos

Retornar ao texto

Comentários de leitores

4 comentários

teste seletivo com os bancos pequenos

Ondasmares (Prestador de Serviço)

Chutar a porta" dos pequenos e forçar acordo com os grandes. Que bacana, hem? Que imparcialidade de operação!

O dinheiro dos bancos

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Para quem não sabe, “risco sistêmico” é um conceito bolado pelos próprios bancos para criar, do ponto de vista de políticas públicas, a necessidade de sempre se dispensar um tratamento especial às instituições financeiras, de modo a evitar que o sistema bancário entre em colapso. Ou seja, tudo pode ser engolido pelo caos – a Amazônia, 350 mil empregos da construção civil, a Constituição Federal, as universidades públicas –, menos os bancos.
Foi para evitar o tal risco sistêmico que, nos primeiros dias do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi criado o famigerado Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, o Proer. Entre 1995 e 1997, os cofres públicos doaram mais de 20 bilhões de reais a banqueiros para – adivinhem? – evitar um risco sistêmico nos bancos brasileiros, após o Plano Real e o consequente fim dos megalucros proporcionados pelo ralo da inflação (https://www.brasil247.com/blog/boca-do-caixa).

Risco sistêmico... Que patriotismo hein!

olhovivo (Outros)

No velho CPP, que parece ter sido revogado pelo CPP de Curitiba, a ação penal e a prévia apuração de crime de ação penal pública incondicionada seguiam o princípio da indisponibilidade. O velho não previa exceções como o do "risco sistêmico". Deve haver outras exceções... compaixão pelos potenciais investigados (grandes banqueiros); simpatia ou outros sentimentos pessoais.

E o número de ilícitos apontados é...

Schneider L. (Servidor)

Zero. Primeiramente, afastando a sempre tendenciosa chamada da matéria do CONJUR, se verifica que estão em andamento inúmeras investigações contra instituições financeiras, uma área de difícil apuração. Segundo, tal como feito em outras ocasiões com acordos de leniência, é mais fácil uma uma postura colaborativa das instituições, para que seja apurada a devida responsabilidade da pessoa física.

Afinal, os lulistas, leigos jurídicos e comentaristas da CONJUR (não raramente características da mesma pessoa) reclamam há anos que a Lava Jato "quebrou" a engenharia civil do país ao desbaratar um esquema de corrupção sistêmica.

Somente hilário ver os mesmos, com sua usual hipocrisia reclamando que a Lava Jato não quebrou o sistema financeiro, de um país já quebrado pela roubalheira.

Comentar

Comentários encerrados em 30/08/2019.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.