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Lava Jato

PF deflagra operação contra ex-executivos da Odebrecht e ministros do PT

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (21/8) mais uma fase da operação "lava jato", que tem como alvos principais de mandados de prisão os ex-executivos da Odebrecht Maurício Ferro, genro de Emilio Odebrecht, e Nilton Serson. O ex-presidente da Braskem, empresa do grupo, Bernardo Gradin é alvo de mandado de busca.

O ex-ministro Guido Mantega é um dos alvos da operação desta quarta-feira

A fase da operação tem como objetivo esclarecer suspeitas de pagamentos dos executivos aos ex-ministros de governos petistas Antonio Palocci e Guido Mantega. Os repasses estariam relacionados a edição das MPs (Medidas Provisórias) 470 e 472, que instituíram refinanciamento de dívidas fiscais que beneficiaram as empresas.

Ao todo, além dos mandados de prisão temporária (com prazo de cinco dias), a PF cumpre outros 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia.

Os advogados dos alvos da operação ainda não se manifestaram.

Revista Consultor Jurídico, 21 de agosto de 2019, 9h11

Comentários de leitores

3 comentários

Novo cpp

olhovivo (Outros)

Prisão temporária "para esclarecer suspeitas"? Onde está escrito isso no velho CPP? Qual é o nome da operação desta vez para melhor rotular o espetáculo e garantir o prejulgamento dos alvos?

Atividade normal

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Desde que o Brasil é Brasil, empresários e agentes públicos discutem isenções e benefícios, já que a carga tributária brasileira é uma das maiores do mundo. Veja-se que também os agentes públicos, e inclusive membros do Ministério Público Federal discutem questões remuneratórias, carga tributária, etc., em o próprio Executivo. Trata-se de atividade normal, que leva via de regra a edição de leis e até mudanças constitucionais. Dessa forma, a Polícia Federal e o Ministério Público, com a ajuda do Judiciário, estão em um terreno complicado. De fato, se for seguir por essa linha, poder-se-á pelos mesmos critérios, em aplicação ao princípio da igualdade, criminalizar quase todos os atos estatais, inclusive os do próprio MPF, da Polícia Federal e do Judiciário.

O esforço pela sobrevivência na opinião pública

José R (Advogado Autônomo)

Posta nu pelo The Intercept, a Lava Jato estertora e reluta em se penitenciar por ilicitudes funcionais praticadas, requentando temas que já são objeto de persecuções judiciais avançadas e se entrega a exumar fatos ocorridos há uma década atrás para apresentar ao “respeitável público” prisões que, não-contemporâneas, possam sugerir sua “cruzada” contra a criminalidade da elite... Mira, também, a Lei Anti Abuso de Autoridade e a possibilidade de o STF cumprir a Constituição e conceder habeas corpus a certos injustiçados...
Não cola mais...apesar de vivermos a era do recorta e cola!
Até quando o Judiciário isento vai permitir a continuidade do espetáculo?

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