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Comentários de leitores

6 comentários

Corrupção

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Para se combater corrupção usa-se a corrupção.
Só no Brasil mesmo, se apoia um Leviatã para se combater outro Leviatã.
Se fosse nos USA aqueles membros do Estado que utilizaram meios legais, acabariam em um presídio racialmente dividido. Quem não se lembra do Watergate?

Torcida de Graça.

Maria I (Outros)

Algumas Instituições falidas moralmente militam, outros recebem mesadinhas para militares, mas estão vendo o seu fim.. Já disse um velho amigo " A Inveja é a Podridåo dos Ossos". A Maioria brasileira Ama e Torce pela LavaJato e pelos que Conseguiram por Mérito combater a Maior Rede de Corrupção do Mundo.

Lava-jato é sim um marco histórico!

Benedito matador de porco (Outros)

Lembro do tempo que tudo era motivo para eles menterem a mão, COPA, OLIMPIADA, GRANDES OBRAS, aqui e no exterior, agora FINALMENTE a corrupção INSTITUCIONALIZADA acabou!!
E a esquerda chooraa, chooooooraaaa, choraa... KKKKKKK

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Esses trechos mostram que o Dallagnol se via (vê) numa cruzada algo messiânica contra a corrupção e também que o Moro é bem mais sensato do que ele.

E, acerca da Vaza Jato-Intercept, vale a pena lembrar do que disse o ministro Luís Roberto Barroso: "A corrupção existiu, eu até tenho dificuldade de entender um pouco essa euforia que há em torno disso se houve algo pontualmente errado aqui ou ali", afirmou Barroso. "Porque todo mundo sabe, no caso da Lava Jato, que as diretorias da Petrobras foram loteadas entre partidos com metas percentuais de desvios. Fato demonstrado, tem confissão, devolução de dinheiro, balanço da Petrobras, tem acordo que a Petrobras teve que fazer nos EUA".

Repetição do modelo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na verdade, a questão não envolve senso de justiça. Desde que o mundo é mundo todos querem o poder, e aqueles que já o possuem querem ampliar de forma ilimitada. É da natureza humana. A busca ilimitada pelo poder, bem como o uso abusivo do poderio é o responsável pelos maiores atrocidades já cometidas na história da Humanidade, e atento a essa realidade foi que se criaram as teorias sobre as liberdades individuais, e os meios de controle em relação aos agentes públicos. Juízes, promotores, delegados, etc., não são pessoas melhores, "mais justas", ou com moral superior aos demais cidadãos. São apenas pessoas comuns que exercem funções específicas dentro do Estado, devendo ter suas atuações estritamente vinculadas aos termos da lei. No caso da chamada "Operação Lava Jato", era público e notório, mesmo antes da divulgação dos diálogos travados entre juízes e membros do Ministério Público, que tudo foi feito fora dos meios legais. O objetivo era a busca pelo aumento do poder, facilmente obtido a partir de quando as pessoas menos avisadas passaram a acreditar que os envolvidos com a "Operação" eram justiceiros que iram livrar o Brasil da corrupção. Veja-se que o próprio Moro, pilar central do esquema de corrupção dentro do Judiciário e do Ministério Público, chegou a propor o que ele e seus apoiadores chamaram de "medidas de combate à corrupção", que na verdade eram mecanismos visando aumentar o próprio poder (o mesmo usado por Chavez, Hitler, e tantos outros). No Brasil de hoje não há superjuízes, superpromotores nem nada do gênero, simplesmente porque isso não existe. O que nós termos, efetivamente, são pessoas comuns em busca do poder, para lucrarem, ganharem, subjugarem, perseguirem, etc., etc., como sempre foi desde há milênios.

O cúmulo do vedetismo

olhovivo (Outros)

Já se disse algures no meio jurídico: "Se perdermos o senso de justiça, temos de rezar para não perder o senso de ridículo". O caso mostra que se perdeu ambos os sensos, tudo decorrente do excesso e da combinação do vedetismo com o egocentrismo e o pavonismo. A perda do senso de ridículo no caso em questão, principalmente, talvez deva servir de alerta a procuradores com senso de responsabilidade e profissionalismo para direcionarem o MPF em instituição séria, recatada, alheia ao vedetismo e, principalmente, uma instituição que busca Justiça e não o exibicionismo ridículo.

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