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Publicidade opressiva

"Julgamento justo deve se basear na verdade processual, não na imprensa"

Comentários de leitores

6 comentários

A hipocrisia jurídica no sistema judicial

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

A entrevista esta direcionada para a situação da Lava a Jato, em especial a situação dos condenados e em relação as delações.
Os processos já julgados foram baseados em provas, por sinal bastantes robustas, pois confirmados pelas instâncias superiores. Questiona-las mesmo no plano das idéias seria o mesmo que falar do sexo dos anjos.
Agora quanto a "verdade processual" e a "verdade jornalistica", nenhum delas deve prevalecer diante da "verdade material".
O Brasil é do sistema da hipocrisia jurídica; um mundo inventado ou alheio a realidade, uma espécie de universo paralelo, em que voce cria certas verdades subjetivas para transparecer uma inverdade objetiva. Esta é a tal verdade processual.
A maxima de "contra fatos não há argumentos" vai de encontro a essa assertiva. Nessa perspectiva, as delações, no conjunto de fatos e provas, acabam por destruir a idéia da tal prova física e/ou explicita (preciso ver, pegar, etc, etc) como indispensável para o veredicto condenatório, principalmente por se esta lidando com raposas, hienas e lobos sociais (autoridades, políticos e empresários em grandes esquemas ilícitos). Nesse mundo não há ingênuos. Como dizem os juristas "Direito é bom senso".
O papel da imprensa é informar. Suprimi-la não é um erro, mas uma estupidez inaceitável. A informação equivocada ou como diz a entrevista "opressiva" deve ser tratada de outro modo, em processos civis ou criminais próprios. A informação é um direito do cidadão. Em hipótese alguma deve ser aplicada a indigitada censura.
Mostrou-se neste aspecto um vies ideológico preocupante, típico de mentalidade ditatorial e opressiva (incapacidade de lidar com as adversidades e pressão social).Com todo o respeito a entrevista se revela tendenciosa, com perguntas e respostas já elaboradas

Um monstro chamado imprensa brasileira!

GUSTAVO MP (Outro)

Independentemente do mérito das decisões, concordo plenamente com a posição da desembargadora, pois na época do embate entre a lava jato e Lula, estava insuportável assistir qualquer meio de informação, como está sendo agora com relação ao Bolsonaro! A verdade é que a imprensa brasileira é um "monstro" fantasiado de democracia e liberdade de imprensa tendo em vista que elas agem com métodos egoístas, imparciais, como uma verdadeira oligarquia manipuladora de informação! Vamos ser justos, a função das emissoras de rádio e TV, entre outros meios de comunicação, não podem destinar tanto tempo em relação a uma matéria "X" em detrimento de uma outra matéria "Y" sem que haja um interesse obscuro por de trás disso. É uma forma abusiva e autoritária e principalmente antidemocrática de se trazer informação e publicar notícias se valendo desses meios de comunicação a fim de manipular e formar entendimento a respeito seja de "A" ou "B".

Grande juíza!!

toron (Advogado Sócio de Escritório)

Parabéns ao Conjur pela bela entrevista com a Desembargadora Simone Schreiber, exemplo de magistrada! Dá orgulho como advogado e cidadão ver alguém se portar com tanta altivez diante de pressões tão fortes e diversificadas por mais e mais condenações. Parabéns à magistrada também por suas posições.

Julgamento

O IDEÓLOGO (Outros)

Assim como nos USA o julgamento em "terrae brasilis" será como um jogo de futebol.
Não há possibilidade de se eliminar o "aspecto subjetivo, principalmente em uma sociedade, como a brasileira, na qual a percepção que se tem é que o "réu sempre se sai bem", mesmo quando condenado, principalmente naqueles casos em que o reeducando é rico, pois depois da cadeia, vai usufruir do dinheiro do "povo".
O livro da juíza é dirigido não ao povo, mas aos juízes, que não devem se contaminar com o julgamento "a la française", na Revolução que teve início em 05 de maio de 1789.

Excelente

D. Lessa (Assessor Técnico)

É um alívio ver uma magistrada defendendo o Estado Democrático, o devido processo legal e pensando o direito tendo em vista garantir os direitos mais elementares e importantes da Constituição. Contudo, infelizmente estamos na era dos magistrados que fazem autopromoção midiática como trampolim para obter poder político.
No penúltimo parágrafo tem um erro de transcrição: "meras".

Achei que já tinha visto de tudo

Schneider L. (Servidor)

Mas agora vi uma desembargadora federal que se diz garantista defender a CENSURA pela possibilidade de "publicidade opressiva"

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