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Costas quentes

Por "consideração", corregedor-geral do MPF deixou de investigar Dallagnol

Após o procurador da República Deltan Dallagnol divulgar que faria revelações inéditas sobre a "lava jato" em uma palestra com ingresso pago, o então corregedor-geral do Ministério Público Federal, Hindemburgo Chateaubriand Filho, criticou informalmente a conduta do colega. 

Dallagnol foi repreendido informalmente por corregedor-geral por ter prometido revelações sobre a "lava jato" em palestraFernando Frazão/Agência Brasil

O caso ocorreu em julho de 2017, segundo conversas divulgadas nesta quinta-feira (8/8) pelo jornal Folha de S.Paulo, em conjunto com o site The Intercept Brasil. Na ocasião, Chateaubriand Filho expôs a reprovação ao procurador, que então mudou a forma de divulgação da palestra. O corregedor admite que não tomou o procedimento formal por gostar de Dallagnol. 

“Só quero lhe dizer q liguei em consideração a vc e ao Januário [procurador Januário Paludo]. Como Corregedor, na verdade, não me competia fazer o q fiz”, afirmou.

Os diálogos entre Dallagnol e Hindemburgo no aplicativo Telegram também apontam que eles acertaram extraoficialmente, em agosto de 2017, que o procurador da "lava jato" não iria apresentar formalmente à Corregedoria a lista de empresas para as quais deu palestra remunerada, para evitar a repercussão negativa da eventual indicação dos contratantes.

Em outra conversa fora dos autos de um processo, Dallagnol perguntou a Hindemburgo se ele gostaria de ver, de forma antecipada, as informações que iria prestar ao próprio corregedor-geral em uma apuração, e abriu espaço para que a autoridade orientasse a resposta dele.

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2019, 10h34

Comentários de leitores

7 comentários

Inversão de valores!

ABCD (Outros)

Por que a velha imprensa insiste em querer transformar o cumpridor da lei (Dallagnol) em bandido, em privilegiado? Em um país onde reinam a inversão de valores e o patrimonialismo, é difícil esperar por opiniões honestas da imprensa. Dallagnol e Moro: heróis nacionais.

Punições

O IDEÓLOGO (Outros)

Somente o CNJ, que pune exemplarmente os juízes e, principalmente, as chefias de órgãos públicos, cumprem a sua missão.
Servidor público está na linha de frente. Mesmo assim, quando se engana, é severamente punido.
Enquanto isso, OAB e Ministério Público, agem como aqueles que não veem nada, não falam, não ouvem...

Campeã mundial da impunidade

olhovivo (Outros)

Se houvesse um campeonato mundial de impunidade de um órgão público, nesse quesito a corregedoria do mpf tupinambá ganharia disparado... e com louvor. Em 2003 completava 10 (DEZ) ANOS sem nunca ter punido ninguém (v.: https://www.conjur.com.br/2003-dez-02/ministerio_publico_federal_nao_pune_ninguem_dez_anos).
Considerando que de lá pra cá passou 16 anos, logo fará o aniversário de 30 anos de impunidade cabal.
Já que temos novo Congresso, que tal uma CPI para investigar o órgão mais impune da República?

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