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Exército não deve servir ao governo, mas ao povo, diz general Alberto Cardoso

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O Exército não deve ser submisso ao governo, mas servir ao povo brasileiro. Esta é, segundo o general Alberto Mendes Cardoso, a premissa que norteia a vida dos militares brasileiros.

"O nosso papel é pela defesa da pátria e garantia da lei. Nós não somos servidores do governo, somos servidores do povo brasileiro. Os governos são carregados de programas partidários", afirma.

General Alberto Mendes Cardoso, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

No entanto, segundo o art. 84, inciso XIII da Constituição, compete ao presidente da República "exercer o comando supremo das Forças Armadas". O art. 142 também diz que as forças armadas atuam "sob a autoridade suprema do presidente da República".

Alberto Cardoso foi ministro da Casa Militar do governo Fernando Henrique, quando idealizou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Segundo o general, o primeiro fracasso de um país é quando ele é obrigado a entrar em uma guerra. As várias nações devem fazer-se mutuamente o maior bem possível e o menor mal possível. "O pensamento não é construído pensando na estratégia. O pensamento tem várias vertentes e é formado em um conjunto de táticas. As forças armadas carregam o patriotismo e orgulho e são co-responsáveis pelo destino da nação", diz. 

O general abriu o ciclo de diálogos no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal promovido nesta segunda-feira (5/8), ao lado do general Eduardo Villas Bôas. Os dois expuseram pensamentos estratégicos militares brasileiros e deram opiniões com base na vivência no Exército. 

Camaradagem
Segundo o general, chefia e liderança devem andar juntas. O militar explica ainda que as palavras "disciplina e hierarquia" estão na Constituição Federal, mas falta um terceiro item, que é a "camaradagem".

"Camaradagem é muito mais forte do que amizade. A camaradagem é importante e nos faz ser amigos que sequer conhecemos, mas que sabemos que são iguais e podemos confiar em campos de batalha. Nenhum de nós vale pelo que somos sozinhos, mas pelo conjunto que vivemos", diz. 

Na mesma linha, o general Villas Bôas afirma que uma tropa violenta do Exército é tropa indisciplinada."Atualmente, os soldados possuem mais cultura, sabem mais de informática, por exemplo, e eles nos ajudam, ajudam os mais antigos."

Um novo ciclo de palestras acontecerá no dia 6/9, sobre pensadores da liberdade e democracia, com Carlos Henrique Cardim, e intérpretes do povo brasileiro, com o professor Paulo Kramer. 

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 5 de agosto de 2019, 20h59

Comentários de leitores

2 comentários

Forças Armadas Brasileiras

Rogemon (Advogado Assalariado - Financeiro)

Comentário, curto, objetivo e lúcido do General. As Forças Armadas Brasileiras não constituem um puxadinho do Governo Federal. Servem somente à Pátria, à Constituição e ao povo brasileiro. A mais ninguém!

Síndrome do avestruz

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Seguro, e, sobretudo manter-se no silêncio obsequioso, senão criminoso enquanto a organização [a] narco subversi va avançou sobre as instituições brasileiras, corroendo a soberania nacional.
O maior inimigo da paz social
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