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Reforma da previdência

Argumentos do governo para reformar Previdência são só retóricos, faltam dados

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Comentários de leitores

33 comentários

SMJ (Procurador Federal)

Eududu (Advogado Autônomo)

Ao prezado comentarista e a quem mais interessar possa, sugiro assistir a entrevista esclarecedora que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, concedeu à Globo News (https://www.youtube.com/watch?v=UYQRBfFDr4I).

Quanto ao imposto sobre grandes fortunas, é de se perguntar também por quais razões os governos petistas, dos quais o senhor é entusiasta e que duraram quase 4 mandatos, não instituíram o referido imposto.

É muito fácil e cômodo ficar repetindo a cantilena oportunista de sindicatos e seus militantes. Ainda mais sendo servidor público, como já apontou outro comentarista.

Reforma ou Arrocho?

Bacharel em Direito e pós graduado (Assessor Técnico)

Complemento da mensagem anterior: Acerca da correção da Tabela Progressiva do I. Renda não se ouve falar nem pelo atual Presidente (que iria fazer tudo certinho) nem pelos Outorgados representantes do povo. Se a tabela fosse corrigida, milhões de reais seriam injetados na economia, porque muitos trabalhadores não iriam ter mais desconto na fonte, cujo dinheiro sobraria para ele consumir, poupar etc. Com mais consumo, mais vendas no comércio; com mais vendas, mais tributos gerados (ICMS, IPI, PIS, COFINS, II, ICMS, ISS etc.); com mais vendas pelo comércio, mais compras dos fabricantes; com mais compras dos fabricantes, mais produção; com mais produção, mais necessidade de admissões. Assim, a situação econômica deixaria de ser estática para ser cíclica. Será que o Paulo Guedes e a Casa Bicameral não veem ou não sabem disso?
Eis aí fanáticos da política.
Grato,
João Marcos

Pretexto Econômico

Bacharel em Direito e pós graduado (Assessor Técnico)

Vocês que defendem Bossonaro, Paulo Guedes, o contingente de militares no Poder, Reforma Previdenciária; e acusam os Governos anteriores - principalmente, o Governo anterior etc., ou são fanáticos políticos de estimação ou de política dirigida; todavia, não querem enxergar os bilhões de reais de empresas e empresários sonegadores; as incontáveis execuções fiscais ajuizadas em face de empresas ativas, falidas, em liquidação, rurais etc., cuja falaciosa dívida previdenciária, se verdadeira, seria bruscamente atenuada. Outrossim, implemento de rigidez objetivando a captura de fraudes por peritos, advogados, juízes, aposentados e beneficiados sem vergonha. Os fanáticos deveriam enxergar que a tal dívida pública advém do luxo e regalias com 513 Deputados, 81 Senadores, Ministros, empreguismo políticos etc. Vejam o filho do General Morão que ganhava R$ 12.000,00 e foi promovido a ganhar R$ 36.000,00. E, os cartões corporativos? E, as viagens de filhos Vereador, deputado etc., do Presidente? Quem paga as despesas deles? Se é vereador, qual a missão e o compromisso internacional? Uma reforma previdenciária que intenta taxar em 22% quem perceber acima de "x" valor, é uma maquiagem e um engodo; primeiro, porque é "uma minoria" nesse "tal privilégio", segundo porque se ocorrer o "desconto" compensa-se com a criação d'outro favor financeiro. Vê-se, ainda, que os fanáticos procuram defender o Governo atual, citando certos desmandos do Governo anterior. Por fim, assuntos não faltam, cujos poderiam esgotar, quem sabe, os espaços aqui concedidos, porém, mais uma pergunta: O Governo atual que entrou para "consertar" os erros dos anteriores já falou em corrigir a tabela do I. Renda, defasada há tempos? Deixem de hipocrisia. Político é igual. Complementarei adiante!

Tributação sobre grandes fortunas...Quando?!

Vinicius D (Estudante de Direito)

Como bem disse o honorável Procurador acima, "há mais de 30 anos está previsto na CF de 88 a instituição de imposto sobre as grandes fortunas (art. 153, VII)". Fora as dezenas de tributos destinados à Previdência que necessariamente não tem ligação nenhuma com encargos trabalhistas (vide % de tributação sobre as apostas de loteria, por exemplo), ou seja, o governo é uma máquina de arrecadação e os dados fornecidos não passam de uma falácia juntamente com o déficit. Má gestão e corrupção é o problema; honestidade e gestão de qualidade é a solução.

Contra por ser contra

Sidnei R. Alves (Contabilista)

Alguns comentários nos levam a crer que o governo está certíssimo.
Alguns comentários daqueles que são contra, a maioria é funcionário público que só pelo fato de se aposentarem pelo teto já estão entrando em desespero.
Também, podem enviar para o congresso uma reforma que seja melhor que esta apresentada e que tire o Brasil do buraco que os desgovernos passados nos colocaram.

Não dá para levar a sério...

Eliel Karkles (Advogado Autônomo - Civil)

Um funcionário, com alto salário defendendo a regra atual, que lhe beneficia diretamente... Kkkk - Isso não é sério. Ah, e quem fala sobre tributar "grandes fortunas", primeiro há que se definir o que é grande fortuna. E depois, TODOS os países que fizeram isso, PERDERAM feio. Simplesmente os bens mudam para outros países, onde a tributação é menor. Só neófitos para defender esta besteira. Simples assim.

Kleber Cabral

Vercingetórix (Advogado Autônomo - Civil)

Argumentos de Kleber Cabral para criticar reforma da Previdência são só retóricos, faltam dados

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Não faltam dados - há décadas - para justificar essa reforma. E sobra cinismo da parte daqueles que dizem falar em favor dos pobres mas que, na verdade, querem defender seus próprios privilégios.

SuperSalários

Sandro Xavier (Serventuário)

A alíquota de 22% aos supersalários de R$ 40.000,00, ou até mesmo acima de R$ 100.000,00 como de alguns juízes, realmente irá impactar os pobres, porém positivamente, promovendo redistribuição de renda para o Estado investir em saúde, educação, segurança e tecnologia.

Pode se queimar, aqui ou em outro lugar.

SMJ (Procurador Federal)

Por falar em tributação, há mais de 30 anos está previsto na CF de 88 a instituição de imposto sobre as grandes fortunas (art. 153, VII). No entanto, a legislação necessária à sua criação não foi feita e talvez nunca o seja. Houvesse tal imposto, o Estado teria mais recursos para investir no que bem lhe aprouvesse, né? Estranho que um Estado que se diz falido e com imensa dívida pública por causa da previdência se negue a instituir um tributo que sua Constituição manda instituir. Agora, existe a maior pressa do mundo para retirar direitos e dinheiro da população e instituir ainda um regime de capitalização que deixará a previdência pública com déficit maior e apenas beneficiará banqueiros. É brincar perigosamente com a Constituição e com o povo. Mas, quem brinca com fogo...

Comentário ao artigo

Antonio Maria Denofrio (Advogado Autônomo - Civil)

Primeiro, é estranho que sempre, na maioria das vezes, os contrários são funcionários públicos.
Depois, o cidadão falou, falou e não disse nada. É contra, então dê um sistema que possa substituir o que está no Congresso. Apenas críticas, meu amigo, com complexas palavras, não resolvem nada. Por sinal gostaria de saber quando nossos entendidos vão lançar mão de palavras simples para explicar o direito?

Reforma

Professor Edson (Professor)

Se não fizer a reforma e o Brasil quebrar daqui uns 15 anos aí quero ver aonde vamos achar esses "especialistas", talvez dentro de uma bolha ideológica, ou com a cabeça dentro de um buraco como fazem os avestruz, o mundo mudou, a expectativa de vida mudou, essa previdência atual não se enquadra mais, o articulista sabe disso.

Genocídio contra idosos e pessoas com deficiência

SMJ (Procurador Federal)

"o governo diz que economizará, nesses primeiros dez anos, R$ 160 bilhões com as mudanças no BPC. Se vai economizar, é porque o pobre, o povo que está precisando, vai deixar de receber." É um eufemismo chamar de pobre quem recebe o BPC/LOAS. Ser apenas pobre seria um patamar social elevado para quem hoje tem direito àquele benefício, que é o idoso e a pessoa com deficiente sem condições de se manter ou ser mantido pela família. Essa economia de 160 bilhões ocorrerá à custa de suas vidas. Vão morrer agonizando por falta de saúde ou por fome mesmo. É duro dizer isso. Mas é a pura realidade.
Não se pode admitir tamanha desumanidade. Essa PEC é talvez a maior atrocidade da história do Brasil republicano (só não é pior talvez que as tragédias do Brasil colônia e império porque então era institucionalizada a escravidão de africanos e índios e o genocídio dos últimos). Hora da população acordar.

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