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Advogados assinam manifesto a favor do Supremo Tribunal Federal

Comentários de leitores

10 comentários

Hipocrisia, mas não surpreende

Victor G. Teixeira (Outro)

Dentre esses nomes (alguns repetidos) estão Fernando Haddad, Miro Teixeira, Eros Roberto Grau e Lênio Streck, auto-declarados partidários de uma vertente ideológica muito bem definida, hoje identificada por ''esquerda''. Ao menos, constroem a sua imagem dessa forma, mas não é bem o que parece.

''Esquerda'' não é o ponto, mas sim ser contraditório, afinal, esses que passaram toda sua vida criticando duramente os efeitos da época que chamam de Ditadura Militar, destacando sempre a censura, hoje defendem o exercício arbitrário dos Ministros do STF de punir opiniões que lhes desagradam por meio do poder de seus cargos. Lênio Streck publicou diversos artigos neste site com sua ''opinião'' manifesta quanto ao regime de 1964.

Esses senhores defendem interesses próprios, são camaleões, aderindo o discurso que lhes sejam convenientes para manutenção de suas vantagens. Ministros e tais advogados dão aula ao mostrar que a união faz a força, observado que só assim sempre conseguem manter a sordidez institucional. Porém, mesmo o mais cínico dos apoiadores nega, mas teme em seu íntimo a concretização do velho dito popular: a justiça tarda, mas não falha.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa...

Amilcar De Marco (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Não há dúvida de que o STF tem papel fundamental na Democracia. O que se questiona e repudia é a forma de composição da Corte, os ministros que a ocupam e as seguidas decisões contrárias a própria Constituição. Só isso!
É o que exatamente o que ocorre no Congresso Nacional. Ninguém questiona a sua importância, porém a atuação dos políticos...

Me parece legítimo.

Ricardo Martins de Oliveira (Estagiário - Previdenciária)

Trata-se, aparentemente, de manifesto legítimo, apesar de os referidos nomes abaixo repetirem três vezes...

Damiane do Amarilho Nachtigal
Maria Antônia Goulart
Clara Esperança Pereira Gomes
Henrique Rabello de Carvalho
Margarida Pressburger
Alexandre de Carvalho Baptista
Luciano Tolla
Carolina Bezerra Lima da Silva
Carla Kling Henaut
Ludmila Coelho de Souza Barros
Christianne Gontijo
Thiago Secron Mendes Barros
Érika Thomaka
Mauro Abdon Gabriel
Sérgio Luiz Pinheiro Sant'Anna
Daniele Gabrich Gueiros
Luís Cláudio Martins Teixeira
Gisa Nara Machado da Silva
Álvaro Quintão
Cristina Kaway Stamato
Cristina Targino Paiva
Aline Trigueiro do Rosario
Mary Cohen

Paladinos da Justiça defendendo a Censura!

Levy Moicano (Jornalista)

Bem se vê a pauta dos paladinos da justiça (e não do Direito). Nós defendemos o Direito, até que ele não mais nos defenda. Aí corremos atrás da Justiça, por meio de decisões solipsistas e ativismo judicial.
Lenio, cada vez mais demonstrando sua derrocada.
Sou contra qualquer tipo de censura, por mais que notáveis advogados que criticaram e censuraram o STF agora defendam ministros vinculados a partidos de esquerda.
Censura é ditadura. Advogados que defendem a censura, defendem a ditadura.

Distinções necessárias

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Creio que é necessário uma distinção quando o assunto são as críticas atuais ao Supremo Tribunal Federal. Penso que não há dúvida de que o modelo de Suprema Corte que temos no Brasil se exauriu. O Supremo hoje não atende às necessidades do povo, na medida em que não julga os processo no tempo e na qualidade técnica que se espera. Além disso, é uma Corte extremamente cara, de baixa produtividade por real consumido. Esse modelo merece crítica severa. Por outro lado, não se pode admitir a agressão aos membros da Corte, ainda que esses tenham incorrido em falhas monumentais no exercício da função. De um lado o Supremo merece críticas, mas de outro não se pode partir para agressão pessoal, ainda que a grande maioria dos brasileiros só saiba reagir dessa forma. O medo que tenho é que a crítica convertida em agressão imotivada acabe se transformando em combustível para se coibir a crítica ao modelo, impedindo as discussões e reflexões que um dia, não sabemos quando ao certo, trarão a mudança que o povo brasileiro necessita. Por esse motivo, eu não assinaria esse manifesto, muito embora não deixo de louvar as preocupações daqueles que aderiram ao documento.

Números errados

Pyther (Advogado Autônomo - Administrativa)

Há muitos repetidos e na verdade são 404 nomes. Um número razoável até de defensores das garantias constitucionais considerando que o Brasil tem por volta de 1 milhão de advogados inscritos.
Até o Haddad assina duas vezes. Fora aquelas assinaturas em peso dos grandes escritórios.
Antes os políticos aprendiam com os advogados. Parece que agora se inverteu.

Sério mesmo?

Pyther (Advogado Autônomo - Administrativa)

Sempre mais do mesmo. A corte sempre precisou de pessoas assim desde o seu início.
Queríamos uma posição dos juristas sobre os ataques à liberdade de expressão e aí está.
Só achei estranho o nome da colega Érika Thomaka estar repetido 3 vezes na lista. Outros nomes não comparei.
Erro crasso ou não sei o que.

a queda da máscara dos garantistas

Schneider L. (Servidor)

Se dizem a favor da "garantia das liberdades individuais" e de preceitos constitucionais, mas assinam um manifesto sabendo que seu contexto defende a censura e um inquérito autoritário que viola o devido processo legal, o sistema acusatório, o juiz natural, a competência, e por aí vai.

E observem que seus primeiros signatários está ninguém menos que alguns dos positivistas paladinos da aplicação da lei, como o grande Lênio Streck.

Se agora não ficou evidente o que o garantismo à brasileira tenta defender, realmente não há solução para a crise do Direito.

E???

Cid Moura (Professor)

Emoldurem o manifesto. E preguem na parede do escritório.
Ah, coloquem também no lattes.

Assino

O IDEÓLOGO (Outros)

Como servidor público de Justiça Estadual, também, adiro ao manifesto e o assino.

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