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Pena de morte

Wilson Witzel pode ser responsabilizado por ordem "ilegal" de "abater" suspeitos

Comentários de leitores

5 comentários

Pronto. Era só o que faltava...

Honório Dubal Moscato, Advogado, OAB-RS 32.629 (Advogado Autônomo - Criminal)

Então, vamos deixar tudo como está para ver como é que fica. Disse o desembargador que o Estado não está autorizado a matar ninguém. Ora, o que dizer então das sentenças com anos e anos de atraso (5, 10 e até 15 anos de espera) pelos jurisdicionados? Muitos morrem no aguardo de decisões judiciais que nunca chegam, e quando vêm, já não adianta mais nada (vide ações de medicamentos raros). A negativa da jurisdição, ou entrega-la tardiamente não é matar o povo pela via indireta? Voltando à notícia da Conjur, de acordo com o pensamento publicado, deixemos, portanto, nossas vidas ao sabor da decisão da violência daqueles que afrontam a ordem social estabelecida. Afinal, se não podemos invocar o direito à legítima defesa, que se peça clemência à bandidagem para que, pelo menos, não nos matem enquanto nos roubam. Ainda não se viu tudo...

Eles chegaram ao poder!

José R (Advogado Autônomo)

E agora? Onde chegaremos?

ironia

Patricia Ribeiro Imóveis (Corretor de Imóveis)

por mais irônico que pareça, se o exército adotasse a ordem ilegal de abate, não teria executado com 80 (na verdade 83) tiros de fuzil um músico...

A final, o músico não portava arma!

Outra coisa, se fosse um ladrão em fuga estaria justificada essa ação?

E se fosse justificada, 80 disparos não seria uma improbidade?

Magistrado

luis gustavo skrebsky (Estudante de Direito - Civil)

O governador do Rio como todos sabem é um ex magistrado, de modo que conhece o ABCD... das regras do Estado Democrático de Direito.
Esta bandeira foi levantada, durante a sua campanha, ou seja, na condição de candidato e não de magistrado, tendo, portanto, fim eleitoral.
Tal discurso agrada as massas, que estão "sedentas" em fazerem justiça com as próprias mãos.
Sua estratégia deu resultado, afinal foi eleito.
Agora, na condição de governador, não precisa mais fazer tal discurso, pois já atingiu o seu objetivo.
Menos mal que poderá ser responsabilizado pelos atos de servidores que supunham que estavam legitimados para matar quem estivesse portando um fuzil.
Na última eleição, o Brasil teve inúmeros candidatos defendendo a justiça com as próprias mãos como standard de campanha. Vários tiveram sucesso, porém, estamos vivenciando, diariamente, fatos que remetem aos tempos primitivos da barbárie.
Espera-se que nas próximas eleições não haja tantas ofensas ao Estado de Direito para se conseguir o tão desejado mandato eletivo.

Magistrado

luis gustavo skrebsky (Estudante de Direito - Civil)

O governador do Rio como todos sabem é um ex magistrado, de modo que conhece o ABCD... das regras do Estado Democrático de Direito.
Esta bandeira foi levantada, durante a sua campanha, ou seja, na condição de candidato e não de magistrado, tendo, portanto, fim eleitoral.
Tal discurso agrada as massas, que estão "sedentas" em fazerem justiça com as próprias mãos.
Sua estratégia deu resultado, afinal foi eleito.
Agora, na condição de governador, não precisa mais fazer tal discurso, pois já atingiu o seu objetivo.
Menos mal que poderá ser responsabilizado pelos atos de servidores que supunham que estavam legitimados para matar quem estivesse portando um fuzil.
Na última eleição, o Brasil teve inúmeros candidatos defendendo a justiça com as próprias mãos como standard de campanha. Vários tiveram sucesso, porém, estamos vivenciando, diariamente, fatos que remetem aos tempos primitivos da barbárie.
Espera-se que nas próximas eleições não haja tantas ofensas ao Estado de Direito para se conseguir o tão desejado mandato eletivo.

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