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João Monlevade

OAB irá fazer reunião com advogados para ouvir reclamações sobre juiz em MG

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A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de João Monlevade (MG) irá organizar no dia 24 de abril uma reunião com advogados da cidade. O objetivo é ouvir reclamações de abusos por parte do juiz da vara criminal local Rodrigo Braga Ramos. 

O estopim para a reunião foi um vídeo que passou a ser compartilhado em grupos de WhatsApp de advogados de todo o Brasil. Nele, o juiz grita e ameaça uma testemunha, chegando ao ponto de ofendê-la, mandando-a calar a boca. 

Larissa de Oliveira Santiago Araújo, presidente da OAB local, confirmou à ConJur que é o juiz Braga Ramos no vídeo que está sendo compartilhado. Ela diz que inicialmente nenhuma atitude seria tomada, já que o episódio não é um ataque à prerrogativa de um advogado. 

"Mas conforme o vídeo foi sendo compartilhado, muitos advogados vieram me procurar para dizer que este juiz já teve essa atitude com eles ou com seus clientes. Para tomar alguma atitude, precisamos de uma reclamação formal. Por isso, faremos essa reunião, e depois vamos analisar os episódios que já ocorreram e o que pode ser feito", diz Larissa. 

No vídeo, a testemunha é questionada sobre um aspecto do caso. De forma calma, começa a responder dizendo que irá contar dois episódios que podem ajudar a entender o caso. Nesta hora o juiz Rodrigo Braga Ramos explode. Ouve-se o que parecer ser um murro na mesa e ele passa a gritar por mais de um minuto com a testemunha. 

Veja abaixo:

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 12 de abril de 2019, 18h26

Comentários de leitores

11 comentários

perigo de novo surto de juizite aguda

paulão (Advogado Autônomo)

Até os anos 80, era muito comum esse comportamento de juiz. Se achavam (como ainda se acham, mas as ferramentas de controle melhoraram um pouquinho, então "pegam leve"). É sintoma de uma doença terrível, que só se cura colocando o paciente em disponibilidade sem vencimentos e, após análise sumária, levantando-se outros casos, demissão a bem do serviço público.

Descontrolado

JCláudio (Funcionário público)

Aqui está uma demonstração inequívoca de como funciona o judiciário deste pais, seja de que esfera for e de que instância for. Se acham os Semideuses dos semideuses. Acham que estão acima de qualquer suspeita e postura ética. Mas que na realidade não passam de meros funcionários públicos do judiciário. Mas por outros lado, é mais um abjeto que acha que pode desrespeitar as pessoas de uma forma arrogante e degradante.

Que triste!

Neli (Procurador do Município)

Desnecessário gritar com uma testemunha.
Quem grita não tem segurança no que faz.
Sempre digo que quem xinga ou não sabe fundamentar ou não conhece a língua portuguesa. Vou reformular: quem grita também!
E meus cumprimentos para aquele senhor que se portou dignamente.
A OAB, parece-me, nada pode fazer, porque não envolveu um advogado, mas, um representante do Ministério Público sim, pois não?
Um juiz de Direito deve ter uma postura sóbria, íntegra de forma a dignificar a função que exerce.
É o representante do Poder Judiciário!
E em audiência deve se portar com imparcialidade ímpar que é quebrada quando um magistrado se alterca com uma testemunha.
Data vênia!

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