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Sem asilo político

Fundador do Wikileaks, Julian Assange é preso em Londres

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, foi preso nesta quinta-feira (11/4), em Londres, depois de a Polícia Metropolitana ter recebido autorização pra entrar na embaixada do Equador, onde o ativista estava refugiado desde 2012 para evitar a extradição. 

Julian Assange foi preso pela Polícia Metropolitana de Londres na manhã desta quinta-feira (11/4)Reprodução

Segundo a Deutsche Welle, agência pública de notícias alemã, a entrada da polícia britânica foi permitida pelo embaixador equatoriano após a retirada do asilo político concedido pelo Equador.

O pedido de prisão foi feito pelos Estados Unidos, que teve um dos maiores vazamentos de documentos secretos de sua história, em 2010, pelas mãos de Julian Assange e do Wikileaks.

Segundo procuradores americanos, o jornalista está sendo acusado de conspirar por tentar invadir um computador do Departamento de Defesa dos Estados Unidos em conjunto com a ex-analista de inteligência do Exército americano Chelsea Manning. Com informações da Agência Brasil

Revista Consultor Jurídico, 11 de abril de 2019, 12h21

Comentários de leitores

1 comentário

Assange merece nosso respeito e solidariedade

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

Assange já entrou para a historia como uma das maiores figuras de todos os tempos, ao denunciar os crimes inomináveis das grandes potências, seja no campo militar, seja nas atividades civis, ao invadirem de forma desabrida a privacidade de todos, sem qualquer escrúpulo ou consideração.
As acusações que contra ele pesam são vazias e infundadas, mera e esúpida perseguição de grupos bélicos que dominam a política internacional, com propósitos hegemônicos.
Está em jogo a liberdade de expressão e, se a prisão perdurar, veremos julgamentos extraordinários, que mostrarão o grande passo dado por esse grande comunicador, cuja coragem não conhece limites.
A acusação feita pelas autoridades britânicas logo cairá, pois, obrigado a comparecer em Juízo para responder aos termos de sua liberdade provisória, não poderá ser punido, pois corria, como corre, risco de vida. Ninguém em sã consciência pode exigir dos jurisdicionados ofereçam sua vida para cumprir uma mera formalidade administrativa.
No caso das acusações americanas, durante a campanha das últimas eleições, Trump não se cansou de celebrar as revelações da WikiLeaks, que foram determinantes para sua vitória. Demais disso, o ex-presidente Obama contemplou com perdão governamental o fornecedor do material secreto divulgado por Assange, o soldado Chelsea Manning. Resta pouco ou quase nada para manter Assange ao alcance de seus algozes.
Por fim, a direita golpista da América Latrina fez mais uma das suas, ao cancelar o asilo que havia sido concedido para Assange, a exemplo do ocorrido com Cesare Battisti, no Brasil, por figuras tão torpes quando o atual presidente do Equador. Um continente inteiro, com poucas exceções, nas mãos do que há de pior, em termos políticos, mas isso, com certeza, vai mudar.

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