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Solução complexa

"Reduzir a maioridade penal é forma simplista de resolver o problema"

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Comentários de leitores

13 comentários

Menor de idade

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Servem como procuradores de "gente grande" na prática de crimes. E, ao contrário do "senso comum dos intelectuais", eles possuem conhecimento da intensidade de seus criminosos atos.
Urge remetê-los, "lege feranda" aos estábulos humanos, para que aprendam a gravidade de seus comportamentos. Caso contrário, a sociedade se tornará, definitivamente, refém de seus "pimpolhos perigosos".

Muito bem...

Marco 65 (Industrial)

Até aqui, temos sensura.

Sobre a redução da maioridade penal.

Luzia Iagolari (Estudante de Direito)

A falta de projetos, implantados, de políticas públicas que resultam na retirada da mão do mundo do crime, de nossas crianças e adolescentes, geraram o caos, essa tragédia há muito tempo vem sendo anunciada....Assim fica muito fácil...isenta-se a família, o Estado e o melhor que o Estado pode oferecer é a reclusão do fruto gerado pelo meio. Vale ressaltar que sou a favor da redução da maioridade penal, mas a minha fundamentação é outra. Vale ressaltar que a família e Estado, são sim responsáveis por uma legião de crianças e adolescentes com caminha aberto para a delinquência.

Velho discurso

Jean ODonnell (Funcionário público)

Esse é o velho discurso hipócrita de quem não resolve o problema e nem permite que outros trabalhem. Claro que a redução da maioridade penal não é o santo graal, mas é um passo no combate à impunidade, conforme alguém já comentou abaixo. Se o orçamento dos Tribunais não fosse tão gordo, sobraria para o sistema penitenciário. Aliás, dezenas de convênios firmados com bancos para auferir receitas oriundas de depósitos judiciais, que diga-se, NÃO PERTENCEM ÀS CORTES, são direcionados para o orçamento do Judiciário, para benfeitorias, cadeiras para desembargadores, sistemas de tv interno, e outros penduricalhos. São centenas de milhões de reais. Por que não aplicá-los na melhoria do sistema penitenciário?

Texto demagogo.

George (Advogado Autônomo)

Quem disse que é para "resolver o problema"?
a redução da maioridade penal é para combater a IMPUNIDADE!
a violência se combate de outras formas, mas nenhum crime praticado pode ficar impune!
Como o Estado explica à uma família, que o assassino do seu parente não cumprirá pena-prisão, porque ele "só tem 16 anos de idade, e não sabe o que fez"?
hipócritas!!!

Os neologismos pejorativos e a crítica.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Não vou comentar a entrevista, porque seu pecado maior é daqueles que chamamos "mortal", no campo religioso. Efetivamente, a crítica é sempre saudável, desde que não busque subterfúgios para ter caráter destrutivo. Afinal, ao Homem público não cabe, se quer engajamento "público", buscar votos a qualquer preço. A ideia, afinal, é de que a ÉTICA predomine na POLÍTICA, todos com caixa alta. Mas o fato é que "simplista" é NEOLOGISMO PEJORATIVO, para se dizer que há uma negligência ou, até, uma omissão. Não é o que ocorre. Os homens públicos que temos tido nos deixaram a herança que estamos vivendo. Agora, embora devamos ter POLÍTICAS PÚBLICAS, que construirão o FUTURO, temos que RESOLVER PROBLEMAS GRAVES. E, dentre eles, está a questão gravíssima dos menores que, desde os 14 aninhos, no Brasil em que vivemos, já são adultos, quando estão no meio do crime. Já são frios e, o pior, premiados com a "presunção de inocência", com a "presunção da imaturidade", ganharam para os atos, delituosos ou criminosos que praticam, SANÇÕES que os tornam imunes à ação do Estado ou da Sociedade. O "sou de menor" é a expressão usual que os fez qualificarem-se como instrumentos indispensáveis para a prática de atos cruéis que só a impunidade os faz praticar sem dó e nem piedade. Portanto, SIMPLISMO, neologismo de SIMPLES, ganhou, para o crítico, a qualidade de OFENDER SEM INSULTAR ou, xingar. Mas, de fato, SIMPLISTA é a posição de IDEÓLOGOS, leitores assíduos de doutrina social e até antropológica, que não consegue compreender que, numa sociedade no estágio da brasileira, temos que começar por CRIAR a SANÇÃO para cada COMPORTAMENTO que o CIDADÃO deva adotar na sociedade em que vive. Mas tudo sem que nos esqueçamos de CONSTRUIR uma POLÍTICA EDUCACIONAL, que não temos!

Simplista?

Guilherme - Tributário (Advogado Autônomo - Tributária)

Criança ou adolescente dificilmente adquire, por si só, o desejo de delinquir. As causas, por evidente, são sociais. E sabe-se que o país não tem condições de resolver, pelos meios mais suaves, esse problema. Então, simplista ou não, se essa é uma solução para o problema, ela é louvável...

Simplista... kkkk

Eliel Karkles (Advogado Autônomo - Civil)

Simplista é este senhor ficar falando besteira. Aos 16 anos qualquer adolescente já pode votar, já pode fazer um filho, já pode trabalhar, só não pode responder como adulto, apesar de muitos praticarem crimes mais do que bárbaros. Chega de impunidade. E a redução não deveria ser nem para 16 anos, talvez 14 ou mesmo 12, considerando certo crimes, como crimes hediondos, com requintes de crueldade, etc. Chega de mi mi mi.. Simples assim!

Trata-se de um imperativo de Segurança e de Justiça

Paulo H. (Advogado Autônomo)

O artigo se inicia com a seguinte afirmação:
"A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, proposta defendida por conservadores como a solução da criminalidade, é uma medida simplista que acarretará no aumento da população carcerária".

Assim, a primeira observação, com a devida vênia, é que em nada aproveita a um debate sadio a sua ideologização. Vincular a proposta a "conservadores" é estimular uma polarização perniciosa.

Quanto à proposta em si, me cabe explicar o título deste comentário.

É um Imperativo de Segurança, na medida em que tira o menor delinquente da rua. Aqui estamos no campo da obviedade, sendo quase vexatório explicar que se o menor estiver no cárcere não estará fazendo vítimas pelas ruas.

É um Imperativo de Justiça por razões não menos evidentes, pois não é aceitável que o Estado simplesmente "dê de ombros" para vítimas de crimes graves cometidos por menores, ou para a família de alguém que perdeu um de seus entes queridos assassinado por menores.

Por sua vez, o problema da lotação do sistema carcerário não pode ser desculpa, pois a escolha entre economizar com a construção de presídios ou com a vida do povo não me parece discricionária.

Por último, mas não menos importante, não me consta que os defensores da redução da maioridade penal incorram na ingenuidade de crer que tal funcionária como uma panaceia, como uma solução final. Em absoluto, não creio nessa ingenuidade. Trata-se, porém e como dito, de um imperativo de Segurança e Justiça, ou se preferirem, de um remédio necessário, não de uma cura.

Simplista

Gilmar Masini (Médico)

Simplista é a forma de diálogo que as pessoas adultas desmioladas, sem qualquer base de personalidade e raciocínio, querem ter com um jovem desmiolado e criado num ambiente que já é impune. Dizem que alguém só sente alguma coisa quando lhe é retirado aquela coisa, temos: sonegou imposto dá-lhe uma multa muito maior que a sonegação, praticou algum vandalismo, aplica-lhe multa e medidas drásticas para aprender a vida em comunidade, a criança e o jovem é a mesma coisa, tire-lhe o direito da liberdade e já que todos eles sabem o que fazem, impute-lhes a pena de adulto que verá como eles mudarão drasticamente de opinião. Os adultos criminais se aproveitam deles porque são imputáveis e os menores se sentem maiores porque lhe são dadas tarefas de gente grande, mas não responsáveis, porque quando presos as primeiras palavras que saem da boca deles e dos familiares são: "EU SOU DE MENOR"!!!.
A população carcerária aumentará drásticamente, então vamos à medidas punitivas bem mais graves e veremos o que acontecerá. Vejo que países que tratam o menor infrator como gente grande são países de 1' mundo com alto grau de civilidade e os que querem essa zorra são os países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos.

É a mesma resposta de sempre...

Leonardo Carmo (Advogado Autônomo - Empresarial)

Toda vez que se propõe a redução, a resposta da turma da proteção-das-pessoas-em-fase-de-desenvolvimento é “não resolve”. Primeiro, quem disse que a redução viria para resolver algum problema posto? A redução será, antes de tudo, como um imperativo de justiça e coerência. E, quanto à eficácia, como podem dizer que não resolveria? Vão citar exemplos de outras nações? Isso sim é simplista: afirmar por exemplo que "nos países X e Y não funcionou", sem sequer conhecer de perto como são as coisas lá, e sem levar em consideração que são culturas diferentes.

Simplista é achar que essa é a única medida

Pinheiru (Procurador da Fazenda Nacional)

O título diz tudo...

Escárnio

Professor Edson (Professor)

Penso que três anos de detenção para um menor assassino é um puro escárnio.

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