Consultor Jurídico

Notícias

Busca por celeridade

Provimento altera forma de tramitação do inquérito policial no Amazonas

A Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Amazonas publicou um provimento que muda a forma de tramitação dos inquéritos policiais no 1ª grau de jurisdição. Com a mudança, o juiz passa a intervir em inquérito apenas em situações especiais.

Segundo a corte, o objetivo do Provimento 330/2018-CGJ é dar eficiência e celeridade na produção dos inquéritos policiais. O provimento orienta que o inquérito policial passe a ser desenvolvido diretamente entre Polícia judiciária e Ministério Público (MP), confirmando as respectivas atribuições de cada um, sem que haja necessidade da interferência do magistrado na comunicação, apenas em casos de medida cautelar constritiva e reserva de jurisdição.

Atualmente, o sistema segue o Código de Processo Penal, no qual o inquérito policial é encaminhado primeiro ao Poder Judiciário e, em seguida, ao Ministério Público. Além disso, é preciso o consentimento do magistrado para continuidade das diligências.

Segundo dados do setor de Estatística do TJ-AM, no mês de junho haviam 27,8 mil inquéritos policiais em tramitação no judiciário amazonense.

“Por conta do princípio acusatório, que é consagrado na Constituição de 1988, o magistrado deve se colocar equidistante dessa função persecutória. Essa função cabe à autoridade policial e ao Ministério Público e é algo estranho ao juiz. Nesse sentido, inserir o juiz no contato entre o MP e a autoridade policial, a meu ver, representa uma afronta ao princípio acusatório”, explica o juiz corregedor auxiliar, Luís Alberto Nascimento Albuquerque.

O que muda
O Provimento 330/2018-CGJ foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico, no último dia 18 de setembro. O novo trâmite entra em vigor 30 dias após a publicação.

Com o novo trâmite, os autos de inquérito policial deverão ser encaminhados ao Poder Judiciário, exclusivamente, em meio eletrônico, para registro, inserção no sistema processual informatizado e distribuição às varas com competência criminal.

Os autos de inquérito policial serão remetidos ao Ministério Público pelo distribuidor ou pela Secretaria das varas descentralizadas. Além disso, em caso de pedido de prorrogação de prazo para a conclusão do inquérito policial, a Secretaria do Juízo deverá promover a remessa dos autos ao Ministério Público, dispensada determinação judicial. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-AM.

Clique aqui para ler o provimento.

Revista Consultor Jurídico, 26 de setembro de 2018, 16h07

Comentários de leitores

1 comentário

...

Delta BA (Delegado de Polícia Estadual)

Descobriram o fogo...

Comentários encerrados em 04/10/2018.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.