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Mesmas provas

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo pedem extinção de ação de improbidade

A senadora Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo, ambos do PT no Paraná, pediram, nesta quarta-feira (26/9) a rejeição do processamento de uma de ação de improbidade administrativa ajuizada pela União no âmbito da operação “lava jato”. O processo é referente a doações irregulares para a campanha de Hoffmann, que é presidente do partido.

A campanha da senadora Gleisi Hoffmann, foi acusada de ter recebido doações irregulares em 2010.
Jefferson Rudy / Agência Senado

A defesa dos petistas ressaltou a decisão em ação criminal da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que absolveu a senadora por falta de prova. À época do julgamento, o ministro Dias Toffoli, abriu voto divergente afirmando que a Procuradoria-Geral da República tentou rechear a denúncia com anotações de dois delatores: o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.

“Como está no voto vencedor: ‘os termos de colaboração, na hipótese dos autos, não encontram respaldo em elementos externos de corroboração , o que contraria entendimento que vem sendo adotado por este Supremo Tribunal’”, destacou a defesa no agravo de instrumento.

De acordo com o pedido, se foi vedado à PGR dar início a uma investigação para fins de improbidade com base nos documentos apresentados, essas mesmas provas utilizadas pela União na ação agravada não autorizam o recebimento da demanda. "É impossível que a presente ação seja julgada procedente , uma vez que a instância máxima da Justiça brasileira já atestou a imprestabilidade do mesmo arcabouço probatório aqui discutido", afirmaram.

Clique aqui para ler o agravo.
Ação de improbidade 063575-35.2016.4.04.7000

Revista Consultor Jurídico, 26 de setembro de 2018, 21h26

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