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Abuso de liberdade

Desembargador manda blogueiro tirar do ar texto com ofensas a advogado

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Chamar um profissional de advogado de canalhas em um texto sem ter prova disso é claramente abuso da liberdade de imprensa. Com esse entendimento, o desembargador Edson Luiz de Queiroz, da 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, acolheu pedido do escritório Nelson Wilians Advogados e determinou que o blogueiro Paulo Henrique Amorim retire um texto de seu blog.

Na publicação, Amorim chama Nelson Wilians de advogado de canalhas e o acusa de ter relações suspeitas com pessoas de notório conhecimento público e que em decorrência de tais relações teria se favorecido com a contratação junto a empresas públicas.

O sócio-fundador da banca foi à Justiça, mas teve o pedido negado em primeira instância. O relator do caso no TJ-SP, no entanto, afirmou que os textos atingem a honra e a boa fama do advogado e são “extrapolação e abuso da liberdade de expressão”.

“Percebe-se que o exercício da liberdade de imprensa ultrapassou as fronteiras do regular e alçou, em postura sensacionalista e dirigida, os contornos do abuso, lídimo exercício inadmissível de posição jurídica contrário à boa-fé objetiva”, afirma o desembargador.

Clique aqui para ler a decisão. 
Agravo de Instrumento 2170873-72.2018.8.26.0000

*Texto alterado às 10h27 do dia 21/9/2018 para correções 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2018, 10h48

Comentários de leitores

2 comentários

O advogado

O IDEÓLOGO (Outros)

O maior inimigo do advogado é o advogado sem ética (https://jus.com.br/artigos/57215/o-maior-inimigo-do-advogado-e-o-advogado-sem-etica).
O Dr. Paulo Henrique Amorim vive criticando tudo e todos.

Canalha.... Quem cuida usa...

DrCar (Advogado Autônomo - Civil)

Na qualidade de advogado que sou, esse sujeito fala pelos cotovelos , e quem é adepto a qualificar pessoas é porque cultua em si o adjetivo suscitado. Esse indivíduo que não consegue ser sucesso em seus afazeres, já tomou inúmeras condenações por danos morais causados a terceiros, entretanto, não lhe serviram de lição.

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