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Condições insalubres

Alunos de Direito da USP pedem verba para reformar moradia estudantil

Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo lançaram financiamento coletivo e esperam arrecadar, até o fim do ano, R$ 500 mil para reformar a moradia estudantil, propriedade do Centro Acadêmico XI de Agosto.

Estudantes convivem diariamente com vazamentos de água, fios elétricos expostos e falta de iluminação nos corredores.
Marcos Santos / USP Imagens

Localizada no centro de São Paulo, a Casa do Estudante foi inaugurada em 1949 e nunca passou por amplas reformas. Com isso, acumulou problemas elétricos, hidráulicos, além de não atender às necessidades dos alunos — hoje eles improvisam cozinhas nos quartos, por exemplo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A casa comporta 73 pessoas, mas atualmente vivem 63 alunos do curso de graduação e pós-graduação, selecionados a partir de critérios de renda e vulnerabilidade social. De acordo com a reportagem, o local costumava abrigar jovens de famílias ricas do interior, tendo recebido como morador o presidente Michel Temer.

O prédio apresenta problemas diversos como vazamentos de água, fios elétricos soltos, falta de iluminação nos corredores, degraus quebrados, ferrugem nos equipamentos e falta de vagas nos quartos, que são individuais e grandes.

O projeto de reforma propõe a reformulação dos quartos — para que passem a acomodar duas pessoas e tenham cozinha —, além de reforçar a seguranças dos moradores com as fiações e acessibilidade. São três apartamentos de dois quartos por andar.

Para pagar a residência, o centro acadêmico repassa R$ 24 mil por mês e a parte térrea do prédio é alugada. Os moradores podem ainda pagar uma taxa de R$ 50, mas é opcional.

Questionado sobre as condições, o diretor da Faculdade de Direito, Floriano Marques, afirmou ao Estadão que já houve negociações para que a reitoria administrasse e formasse a casa. Os alunos, entretanto, não aceitaram porque teria de abrir vagas para todos os estudantes da universidade.

Revista Consultor Jurídico, 16 de setembro de 2018, 18h10

Comentários de leitores

2 comentários

Sociedade oprimida e opressora

Professor Thiago Sartori (Professor Universitário - Criminal)

Gasta-se R$ 30 min, com o muro da Raia Olímpica, conforme noticiado... enquanto isso, aqueles que precisam continuam na mesma situação. Falta de gestão, eficiência e respeito com a coisa pública.... “sociedade oprimida e opressora”.... falsos moralistas.

Casa do estudante

O IDEÓLOGO (Outros)

Av. São João, 2044 - Santa Cecilia, São Paulo - SP, 01211-002
(https://www.youtube.com/watch?v=sn9kk6DYtnU).

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